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27 mar 2009

O IPI E O BÔNUS


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INADIMPLÊNCIA
A inadimplência bancária, mesmo para os mais otimistas, registrou aumento pelo terceiro mês consecutivo. A das pessoas físicas aumentou para 8,3% em fevereiro, maior nível em quase nove anos. Das empresas foi de 2,3% frente a 2% no mês anterior. No geral, atingiu 4,8%, o maior patamar desde março de 2007.
CRESCIMENTO GERAL
Pelo que dizem os banqueiros haverá novas elevações nos índices de inadimplência para os próximos meses. Mas, em contrapartida é esperado um crescimento do saldo do crédito para 2009, que deve fechar o ano próximo de 45% do PIB, patamar superior aos 41,1% registrado no final de dezembro de 2008. Ou seja: em 2009 cresce a inadimplência e cresce o crédito.
ESPAÇO PARA CRESCER
A explicação para isto é o nosso baixo percentual do volume de crédito sobre o PIB, ao contrário do que acontece nos EUA e em vários países europeus. Por aqui o crédito ainda tem muito espaço para crescer. Dedução lógica: a inadimplência maior, que está nos financiamentos de veículos, oferece menor risco porque há a retomada do bem. Aí vale a pena arriscar.
ADIAMENTO DE COMPRA
É óbvio que o governo vai prorrogar a isenção do IPI. Mesmo que o governo faça suspense, o certo é que a decisão da prorrogação já está tomada. Aliás, neste aspecto o silêncio tem muito sentido: antecipar a notícia só provocaria adiamento de compra por parte dos consumidores neste final de semana.
BÔNUS
Enquanto o governo brasileiro usa a redução do IPI (imposto pra lá de lamentável) para estimular a indústria automobilística, o governo da Alemanha age de outra forma: concede aos proprietários de veículos com mais de nove anos de uso, um bônus no valor de 2,5 mil euros.
VANTAGENS PARA TODOS
Com a inteligente medida, todos saem ganhando: o governo recebe em impostos mais do que concedeu de bônus; o desemprego no setor é contido; o país tem renovada a frota de veículos diminuindo o risco de acidentes de trânsito; e os consumidores atualizam seus automóveis.
FILA DE ESPERA
O resultado da iniciativa alemã é tão significativo que as vendas da indústria, em relação ao ano anterior, cresceram 21,5%. A fila de espera parece ser grande, pelas notícias que se tem.