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22 dez 2010

O ALERTA DA BASILEIA


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NOTA DE RECOMENDAÇÃO
O Comitê de Supervisão Bancária de Basileia, organização mundial que congrega autoridades de supervisão bancária com o propósito de fortalecer a solidez do sistema financeiro internacional, acaba de emitir uma prudente nota de recomendação visando evitar uma nova crise bancária.
ACIMA DA MÉDIA
Ao examinar o crédito nas 26 principais economias do mundo, o Comitê constatou que o crédito bancário brasileiro está crescendo muito acima da média histórica. Para enfrentar as incertezas e cobrir eventuais perdas quando a economia desacelerar, os nossos bancos vão precisar de um colchão de capital maior.
CURVA DA INADIMPLÊNCIA
Este diagnóstico feito pelos analistas do Comitê da Basileia não surpreende em coisa alguma. Até porque é mais do que sabido que além de uma expansão muito acelerada do crédito, a qualidade é comprometedora. Isto ficará bem mais claro a partir de 2012, quando a curva da inadimplência ganhar vulto.
BOLHA
A nossa BOLHA IMOBILIÁRIA, no entanto, não será nem um pouco parecida com a Bolha dos EUA. Lá a crise de crédito provocou a quebra generalizada das instituições bancárias pelo efeito de uma super alavancagem. Aqui esta hipótese está afastada, uma vez que o crédito é limitado em 15 vezes o capital das instituições.
LEILOEIROS EM ALTA
A nossa crise imobiliária será instalada pelo fechamento das torneiras do crédito, devido ao crescimento inexorável da inadimplência. Esta, do jeito que as coisas estão se desenhando, é mais do que certa. Com ela, os preços dos imóveis vão cair. Em alta estarão os leiloeiros.
ORÇAMENTO DA UNIÃO
Mais uma vez, o Orçamento da União está sendo tratado como uma peça de ficção. Ou de safadeza, melhor dizendo, dos nossos parlamentares. Explico: a estimativa de arrecadação, que por sua vez determina o montante das despesas, se dá pela expectativa de crescimento do PIB. Como as despesas decididas pelos deputados é muito maior do que a estimativa da receita, a saída é simples: aumentar a perspectiva de arrecadação.
EMISSÃO DE PAPEL
Como as despesas são sagradas e crescentes, a solução também é muito simples: basta emitir dinheiro, ou emitir títulos públicos, para financiar a farra orçamentária. Maravilha, não?