BUENOS AIRES
Passei o final de semana em Buenos Aires e San Isidro (distante 25 km da capital). De antemão nem preciso dizer que viajar a Argentina, como milhares (ou será milhões?) de brasileiros estão fazendo, como nunca, só tem sentido como lazer. Sim, porque quem pensa em negócios, o interesse se desfaz quando o avião está prestes a aterrissar no Aero Parque, perto do centro da cidade de Buenos Aires. Naquela região, bem à vista de todos, a quantidade impressionante de containers empilhados e espalhados por todos os lados é resultado da lamentável guerra declarada pelo governo argentino às importações. Inclusive do Brasil, como é pra lá de sabido.
PREJUÍZO ENORME
Assim, as mercadorias já embarcadas com destino à Argentina, bem como aquelas que já estão depositadas no Porto de Buenos Aires, ninguém sabe se serão liberadas. Um prejuízo enorme, tanto para os importadores quanto para os fabricantes de qualquer tipo de produto.Algo simplesmente infernal, conquistado através do estúpido regime NACIONAL-DESENVOLVIMENTISTA latino. Coisa que já está voltando a galope aqui no Brasil, infelizmente (vide matérias anteriores a respeito do Mercosul).
CIDADE SITIADA
Bem, uma vez que a minha viagem tinha como propósito o mais puro lazer, desta vez a idéia era sair do convencional turístico. Sim, porque o centro de Buenos Aires está praticamente sitiado (quem atua na área de hotelaria e gastronomia garante que o índice de ocupação de brasileiros é de 80%). Em situação assim, nada melhor do que querer conhecer locais frequentados por uma maioria de argentinos.
AL CARBÓN
Com a ajuda de um amigo argentino, o restaurante indicado para o almoço foi o Al Carbón (www.alcarbonrestaurante.com.ar), na Reconquista, 875 ? centro de BAires. Um belo restaurante frequentado basicamente por executivos argentinos. Como apreciador de carnes confesso que nunca havia degustado um bife de chorizo com tanto sabor. Impressionado com a qualidade da carne servida pedi para falar com um dos proprietários. Depois de cumprimentá-lo, o mesmo revelou que o seu fornecedor (tradicional), só trabalha com novilhos de alta qualidade. O restante da obra se deve ao bom trabalho do chef e do pessoal de atendimento. Como a conversa se alongou perguntei qual a sugestão para um jantar magnífico. A resposta foi rápida e certa: vá a San Isidro e experimente o Rosa Negra (www.rosanegraargentina.com.ar), na Av. Dardo Rocha 1918, Zona Norte, Acassusso. Aceita a sugestão uma reserva foi gentilmente providenciada para às 21hs.
ROSA NEGRA
Bem, o Rosa Negra é simplesmente espetacular. Tudo lá é feito com extremo cuidado, nos mínimos detalhes. Um exemplo de administração de restaurante. Começando pelos toaletes, que uma vez utilizados, qualquer vestígio é imediatamente apagado. Até os lavatórios são secados, impecavelmente, após cada uso.
ATENDIMENTO
VINHOS e MENU - Para simplificar, a enorme adega de vinhos (climatizada, obviamente) deveria ser usada como atração turística, pela quantidade e variedade dos melhores que a casa oferece. Já os pratos, desde carnes, pastas, pescados e sobremesas, são todos elaborados com muito cuidado. O sabor? Simplesmente magnífico.
ROSA NEGRA 1000
Saí do Rosa Negra por volta de meia noite depois de conversar com Sérgio Presas, um dos sócios da casa. Sérgio adiantou que entre agosto e setembro próximo estará inaugurando um novo restaurante - Rosa Negra 1000, em data ainda a ser definida. Pelo investimento que está sendo feito na nova casa, Presas garante que não há nada parecido em toda a Argentina. Bem, depois desta informação só me restou pedir que me informasse a data certa da inauguração, afinal, não posso ficar fora desta grande abertura, não é mesmo? Valeu à pena sair do convencional de Buenos Aires. Inclusive do Puerto Madeiro e, principalmente do Porto da Vergonha.