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08 nov 2011

DOENÇAS COMPLICADAS


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ACOSTUMADOS
Nós, brasileiros, já nos acostumamos com o fato de que a semana só termina quando um novo ministério é denunciado pela revista Veja, por envolvimento em escabrosos casos de corrupção.
INOCENTES E HONESTOS
O curioso é que em todos os casos até agora denunciados e mostrados, os ministros envolvidos têm se comportado da mesma forma, ou seja, dizendo que são inocentes e honestos.
FIM DO DENUNCISMO
Mais curioso ainda é que os amigos e correligionários, mesmo depois de tomar conhecimento de que as provas são irrefutáveis, sempre fazem questão de entrar em cena para defender os espertos. Com um detalhe: todos clamam pelo imediato fim do DENUNCISMO.
INTERRUPÇÃO DA SAFADEZA
Ora, ao agir assim, só os tontos não percebem que o aborrecimento desses políticos está diretamente ligado à interrupção do fluxo do dinheiro público roubado. E quanto mais os envolvidos tentam prejudicar o trabalho da mídia, mais provas são publicadas.
ZONA DO EURO
Pois, os europeus estão na mesma toada, embora por outro motivo. Lá, a semana só acaba quando um país da Zona do Euro é levado à condição de mais novo candidato a caloteiro. Se a Grécia já foi considerada a economia mais doente de todas, hoje vários outros falidos lhe fazem companhia.
CIRURGIAS
Pelo visto estamos diante de duas sérias epidemias. No Brasil a doença maior é a corrupção; na Europa são as dívidas públicas da maioria dos países, que se mostram praticamente impagáveis. Ambos os ambientes, porém, têm boa possibilidade de cura. Mas isto só é possível com profundas cirurgias.
EURO NA VEIA
Uma coisa é certa aqui e lá: todos sabem o que precisa ser feito. No entanto, por questões ideológicas o que os países europeus querem mesmo é receber uma farta transfusão de euros para suas veias. Agindo assim a crise só vai aumentar.