INVEJA
Dizer que o gaúcho pensa pequeno é mera redundância. A história, aliás, conta de forma detalhada e irrefutável o quanto os gaúchos destilam sentimentos da mais pura inveja a todos aqueles que têm uma boa idéia e/ou são bem sucedidos.
TUDO GRENALIZADO
Como o povo do RS age de acordo com a cor de seu time de futebol, tudo aquilo que acontece no Estado é GRENALIZADO. Este triste comportamento explica a dificuldade para que as coisas avancem no Estado. Ou seja, quando alguém se coloca a favor de qualquer coisa, o seu vizinho, imediatamente, se posiciona contra.
REVANCHISMO
A origem desta mania lamentável, que já faz parte dos costumes do povo gaúcho, está no espírito separatista que acompanha o povo do RS desde a Guerra dos Farrapos. Este espírito revanchista mostra o quanto o RS vem perdendo posição, ao longo do tempo, na comparação com outros Estados.
SEM LIBERDADE INDIVIDUAL
Esta deficiência comportamental faz dos gaúchos em geral incapazes de lutar por LIBERDADE COMO UM MEIO. Ao se interessar pela LIBERDADE COMO UM FIM, entendem que a figura do INTERVENTOR é imprescindível. Alguém, enfim, que cuide de todos para que ninguém saia prejudicado. Com isso acabam impedindo o exercício da liberdade individual, o que é catastrófico.
NO FUTEBOL
Vejam, por exemplo, a forma pobre e miserável com que certos setores da mídia esportiva do RS enxergaram a decisão da Federação Gaúcha de Futebol e dos clubes associados de se reunir, nesta semana, em Santiago do Chile para tratar do Gauchão 2012.
DNA
Pois, sem surpreender, porque esta postura já faz parte do DNA dos gaúchos, vários jornalistas trataram do assunto como se a viagem fosse algo escandaloso. Ou seja, para estes comunicadores a FGF é considerada uma entidade pública, estatal. E, como tal, além de não ter liberdade também gastaria o seu dinheiro (público) para viagens ao exterior. Pode?
RECURSOS PRÓPRIOS
Ora, tanto os clubes de futebol quanto a FGF são entidades privadas. Como tais são sustentadas por cotas adquiridas por patrocinadores, cotas de televisionamento, compra de ingressos por parte de torcedores e mensalidades de associados. A FGF, por óbvio, recebe parte da verba arrecadada. Tudo privado.Portanto, a escolha de um local para sediar uma reunião, dentro ou fora do país, é um ato de liberdade de quem detém recursos próprios. Aliás, não são poucas as empresas que fazem o mesmo há muito tempo, com muito sucesso. Até porque esta é uma boa forma de abrir mentes e propiciar a atração de novos investimentos. Pois, mesmo assim, há na mídia, assim como na sociedade em geral, quem deplore a decisão da FGF. A ponto de entender que ir ao Chile é antiético e escandaloso. Pode?