DIA DA MULHER
Ontem, quando eu e minha esposa, Lúcia, conversávamos sobre a importância que a sociedade brasileira dá às homenagens que são prestadas aqui pela passagem do Dia Internacional da Mulher, mais uma vez ouvi ela repetir aquilo que pensa sobre o assunto.
CONQUISTA OBTIDA
Mesmo sabedora do quanto conheço a sua forma de agir e pensar, ainda assim Lúcia fez questão de reafirmar, sempre de forma categórica, que cada um é livre para festejar o que bem entende. Considerando que vivemos na parte ocidental do mundo, Lúcia prefere não se incluir entre aquelas que discriminam a mulher atribuindo-lhe uma data comemorativa. Afinal, a sempre referida igualdade de direitos já foi conquistada. Há muito tempo.
PRIVILÉGIO
Lúcia, antes de tudo, exige para as mulheres os mesmos direitos conquistados pelos homens. Exatamente por isto não aceita nem admite que cada direito adquirido se confunda e se transforme num privilégio. Daí a razão pela qual reprova, com unhas e dentes, que as mulheres tenham o privilégio, legal, de se aposentar com idade inferior à dos homens.
APOSENTADORIA
O argumento de Lúcia é simples e certeiro: como a mulher vive, em média, bem mais do que os homens, não há razão para que o benefício seja concedido a partir dos 55 anos para as mulheres, enquanto que para os é 60 anos. Um duplo erro, portanto.
PRECIFICADO
Para a Lúcia, e para todas as mulheres que têm discernimento e raciocínio, o salário das mulheres só é inferior ao dos homens porque as vantagens obtidas por lei acabam sendo precificadas. Ou seja: quanto maior o benefício concedido por lei, maiores os custos para o empregador. Coisa que, indiscutivelmente, precisa ser considerada na formação do salário.
LICENÇA MATERNIDADE
O mesmo raciocínio usado no item aposentadoria, Lúcia também aplica à licença maternidade. Daí porque reprova o projeto que tramita no Congresso, que visa esticar, de forma obrigatória, de quatro para seis meses a licença absurda. O custo, obviamente, irá para a folha. Isto não é uma luta por igualdade. É uma luta para obtenção de um privilégio.
PELA LIBERDADE
Concluímos, ao final da conversa, que não é a mulher que precisa ter uma data comemorativa. Aí fica parecida com o Natal, cuja data é esquecida tão logo os presentes são trocados e a ceia é servida. Quem precisa ser lembrada, dia após dia, é a humanidade. Independente de sexo, cor, religião e ideologia. Quem precisa mesmo ser lembrado é aquele ser humano que luta, ardorosamente, pela liberdade. Liberdade para que cada um faça o que bem entender. Desde que respeite os direitos e a liberdade do seu semelhante. Dito isto só me resta parabenizar todas as mulheres que lutam pela liberdade, pelos legítimos direitos humanos e pelo fim dos privilégios.