NOTÍCIA DANTESCA
Na segunda-feira, 26, a grande e má notícia brasileira ficou por conta da extraordinária marca alcançada, devidamente registrada pelo impostômetro localizado no centro de São Paulo, de que a arrecadação de impostos havia chegado aos R$ 700 bilhões. Um verdadeiro escândalo.
ANÁLISE FRIA
Como não basta ficar preso ao terreno das lamentações, que não produz qualquer resultado prático, e tampouco não alimenta a necessidade de realização das reformas inadiáveis, proponho uma análise fria do que representa este elevado custo tributário em que o retorno é extremamente baixo.
CAUSA E EFEITO
Uma exame objetivo, com o devido cálculo econômico, insisto, ainda é o melhor caminho para formar opiniões e oferecer argumentação suficiente para provocar mudanças que possam tornar o sistema mais justo. Embora cético quanto às reformas que venho pregando, mesmo assim a relação causa/efeito me obriga a expor o seguinte:
SERVIÇOS PÚBLICOS
1- Ninguém contesta que os Serviços Públicos básicos (educação, saúde e segurança), que o Estado se compromete a entregar à sociedade mediante o pagamento de impostos, além da má qualidade apresentada não satisfazem em termos de quantidade.
FALHA DO ESTADO
2- Diante dessa triste realidade, praticamente a metade da população brasileira, mesmo pagando pelo que não recebe não deixa de adquirir os serviços que, felizmente, a iniciativa privada presta. Simplesmente, repito, por falha do Estado.E, mesmo assim, os governos, em todos os níveis, não aceitam nem admitem as corretas compensações pelo duplo pagamento dessas necessidades básicas.
PAY PER USE
3- Caso houvesse um mínimo de decência nas contas públicas, em que deveria vingar o correto -
Pay Per Use
como lógica de qualquer serviço ofertado, a nossa carga tributária já poderia representar a metade dos atuais 40% do PIB.
RESULTADO FANTÁSTICO
4- Levando em consideração esta possibilidade, o resultado já seria fantástico: sobraria, nas mãos dos contribuintes, só no primeiro semestre deste ano, algo como R$ 350 bilhões (metade do arrecadado). Ou seja: uma renda e tanto que poderia ser consumida, ou poupada, garantindo assim um crescimento superior ao praticado há décadas na China. Este argumento não basta?