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24 jul 2012

A REALIDADE DO CRÉDITO


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DILEMA
Um dilema que mexe com as cabeças dos consumidores do mundo todo é a decisão de GOZAR HOJE E PAGAR AMANHÃ; ou, PAGAR HOJE E GOZAR AMANHÃ.Entretanto, diante do apelo do ofertante, o consumidor muitas vezes se deixa dominar. Alguns, pelo impulso e/ou pela impaciência. Outros, até pela necessidade imediata.
REAÇÃO
No caso dos impacientes, que não admitem esperar, a maioria só tem como saída a compra a crédito. Já os menos apressados, que preferem ficar longe do endividamento, têm consciência de que a satisfação de suas necessidades depende de uma prévia formação de poupança.
SOMOS CONSUMIDORES
Analisando o país à luz da TAXA DE POUPANÇA, que oscila entre 17% e 18% há muitos anos, a conclusão (matemática) é simples: os brasileiros estão muito mais para CONSUMIDORES do que para POUPADORES.
SEM SACRIFÍCIOS
Não há portanto, como discordar do economista Luiz Carlos Mendonça de Barros, que, em entrevista concedida à revista Isto É Dinheiro, disse que o brasileiro não gosta de vida de muitos sacrifícios. Tudo porque o Estado garante uma cobertura social que permite uma vida um pouco mais folgada que a de outras sociedades.Para comparar, Barros fez referência à China e à Coréia, cujas taxas de poupança são extremamente altas (40% e 35%, respectivamente).
RISCO
Ora, tomando por base a realidade dos números acima, qualquer exagero cometido na concessão de crédito, independente do preço do juro cobrado, aumenta, na mesma proporção o risco de inadimplência. Portanto, quanto maior o calote, mais caras ficam as taxas de juros.
JUROS ALTOS
Os meios de comunicação parecem não entender a lógica de mercado. Nos últimos dias tenho ouvido muitas reclamações de que enquanto o governo propõe a redução da Selic, os bancos, financeiras e administradoras de cartões de crédito mantém as taxas nas alturas e/ou subindo.
COMPARAÇÃO
Para mostrar que as nossas taxas são as maiores do mundo, os meios de comunicação fazem comparações com outros países. Não levam em conta, porém: 1- que a nossa taxa de poupança é muito baixa; 2- que a renda do brasileiro em relação ao crédito obtido é muito baixa; e 3- que os cartões de crédito bancam o risco junto aos lojistas. Isto sem falar na carga tributária, que é cobrada sobre os valores acrescidos pelos juros.