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UM GRANDE PASSO PARA SAIR DO ABISMO

ANO XIV - Nº 007/14 -

UM GRANDE PASSO PARA A ETERNIDADE

No dia 21 de julho de 1969 (50 anos atrás), o astronauta norte-americano Neil Armstrong, ao pisar na superfície lunar, emitiu a seguinte e muito conhecida frase:  “Um pequeno passo para o homem, um grande passo para humanidade”. 

UM GRANDE PASSO PARA COMEÇAR A SAIR DO ABISMO

Hoje, na mesma toada do astronauta, o presidente Bolsonaro, com a aprovação, em primeiro turno, da PEC DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA, pela importância que a mesma representa para o futuro do nosso empobrecido País, bem que poderia emitir a seguinte frase: "Um grande passo para o Brasil começar a sair do abismo"'.

AFINAL ESTAMOS NO BRASIL...

Mais do que sabido, a aprovação desta PEC DA PREVIDÊNCIA, que certamente acontecerá hoje, na Câmara Federal, não contempla a possibilidade de corrigir as nojentas injustiças e o necessário equilíbrio financeiro. Ainda assim há o que festejar. Afinal, como estamos no Brasil, só o fato de conseguir esta façanha é algo inacreditável. 

REFORMA TRIBUTÁRIA

Se, por um lado, ainda há um caminho a ser trilhado até a aprovação da REFORMA DA PREVIDÊNCIA (o segundo turno na Câmara e os dois turnos no Senado), por outro, a REFORMA TRIBUTÁRIA já deu entrada no forno, com melhores perspectivas de ganhar aprovação. Principalmente, porque tem baixa ou nenhuma influência ideológica.

DESTRAVAR O BRASIL

Enquanto a REFORMA DA PREVIDÊNCIA oportuniza um melhor equacionamento -futuro- das Contas Públicas Federais, a REFORMA TRIBUTÁRIA, através de uma importante e necessária simplificação, tem tudo para DESTRAVAR O BRASIL, CRIAR E/OU RESSUSCITAR EMPRESAS, GERAR EMPREGOS e, por consequência, AUMENTAR O PODER AQUISITIVO.

SOMATÓRIO DE PROBLEMAS

Mesmo levando em conta que o Brasil tem uma quantidade de enormes e graves problemas, este somatório produziu resultados catastróficos. Vejam, por exemplo, que entre os anos 2014 a 2018, o PIB mundial CRESCEU 19,1% e o Brasil, no mesmo período, REGREDIU 4,1%.  Que tal?

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MARKET PLACE

  • ESPAÇO PENSAR+

    Li, recentemente, no site -braziljournal.com-, o seguinte texto, escrito pela jornalista Natalia Viri, resumindo a palestra proferida por André Jakurski,  co-fundador do velho Banco Pactual, com o título: ‘Não é o ativo que sobe, é o dinheiro que cai.’

    “O capitalismo está em recessão, ou na trajetória de morte final – talvez mais lá na frente.
    A democracia no mundo é uma coisa recente. A democracia universal é mais recente ainda, uma coisa de menos de 100 anos. Antigamente, quando se falava na democracia grega, quem mandava eram os donos de terra e os mais velhos, não era a democracia pura como nós temos hoje.

    E o que aconteceu com a democracia? Com a democracia vieram os políticos. Os políticos tem que ser eleitos a cada quatro, cinco, seis anos, dependendo do país. O político tem que fazer promessas, e as promessas custam dinheiro.

    Aí você começa a criar o Imposto de Renda, que não existia. Até 100 anos atrás, não tinha Imposto de Renda nos Estados Unidos, porque o governo era pequenininho.

    Começa a se criar um sistema político onde as promessas têm que ser cumpridas e isso começa a criar impostos. Chega um momento em que você não só cria impostos, como você cria dívidas.

    Expande-se a dívida, expandem-se os impostos e há situações em que essas dívidas e promessas não financeiras (como aposentadorias nos Estados Unidos), o valor presente dos compromissos assumidos com os pensionistas é cinco vezes o PIB. Cinco vezes!

    Em muitos países é a mesma coisa. No Brasil também, se você trouxer a valor presente as nossas promessas futuras, principalmente com a taxa de juros menorzinha agora, o valor presente é enorme.

    Com tudo isso, chegou-se a essa situação.
    Criaram-se os Bancos Centrais — e os Bancos Centrais desde que foram criados só geraram desvalorização da moeda. Você chega numa situação como a que se tem hoje.

    Os juros negativos são o quê? São uma forma de se expropriar os que têm recursos. Nada mais é que uma forma de expropriação lenta, gradual e quase indolor.

    E o que eu vejo? Ao longo do tempo, os claims vão aumentando, as dívidas são impagáveis, então vai tendo uma transferência dos que têm para os que não têm. Porque só taxar renda não vai ser suficiente, vai ter que taxar patrimônio. Todos que estão sentados aqui têm que pensar nisso, porque a caça ao seu dinheiro está em ação.

    Voltando a mercados, tudo isso criou uma dificuldade enorme para a gente operar. Hoje eu tenho que ficar preocupado com o que o Trump vai tuitar, com o que o cara do algoritmo vai fazer.
    Vou contar um exemplo pra vocês do que aconteceu ontem: estou em casa, de manhã. De repente, o S&P sobe 20 pontos. O Mnuchin [secretário do Tesouro dos Estados Unidos] disse que 90% do acordo com a China está feito. Não parece razoável, né? Os caras estão brigando de foice no escuro e de repente dois dias antes do G20 está tudo resolvido?

    Não! É que uma agência de notícias em vez de dizer que o Mnuchin estava 90% acordado antes da China recuar, os caras colocaram essa manchete. E os algoritmos instantaneamente foram lá e compraram. Então, se um desavisado está vendido em 5 mil lotes de S&P em cinco segundos já perdeu US$ 5 milhões, para começar os trabalhos.
    Então, está extremamente difícil. Você tem os algoritmos e eles estão ficando cada vez mais sofisticados. Tem algoritmos que conseguem ler relatórios de analistas de empresas, interpretar o sentido e agir. Claro que eles não conseguem ter a mesma competência que temos como seres humanos, mas eles conseguem ler tudo ao mesmo tempo.
    Você está lutando com coisas que às vezes não tem sentido, mas elas afetam os preços. Os tweets do Trump, os Bancos Centrais… Hoje não são os ativos que estão subindo, é o dinheiro que está caindo. Porque quando se tem juros negativos ou juros ridiculamente baixos, todo mundo fica feliz quando a bolsa está subindo, mas não cresce até o céu.
    No Japão o juro está zero não sei há quanto tempo. A Bolsa esteve a 20 mil [pontos] em 1999, na Copa do Mundo tava 21 mil. Agora está o mesmo preço, passaram-se 25 anos. E o juro vale zero ou está negativo. Então, juro zero por si só…
    Está extremamente difícil. A volatilidade, o ‘white noise’ é terrível e atrapalha muito a gestão. Se você estivesse administrando seu próprio dinheiro, não atrapalharia muito, mas tem que ver a volatilidade dos fundos, não pode ter oscilação gigantesca da cota porque incomoda os investidores. Então, você tem que ter exposições menores para poder brigar nessas variáveis.”

FRASE DO DIA

O conformismo é carcereiro da liberdade e inimigo do crescimento.

John Kennedy