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ROMBO ESCONDIDO

ANO XIV - Nº 007/14 -

AINDA SOBRE O PLANO PLURIANUAL E ORÇAMENTO 2016

Ainda a respeito do Plano Plurianual e da Proposta Orçamentária para 2016, sobre os quais fiz uma breve análise no editorial de ontem, proponho que leiam o artigo escrito pelo  economista e pensador (Pensar+) Paulo Rabello de Castro, publicado ontem na sua página RC Hotline, com o título: "Déficit primário de R$ 30 bi esconde tamanho do rombo fiscal". Eis:

TODOS OS ANOS

Ao enviar ao Congresso uma mensagem orçamentária deficitária para 2016 - é a primeira vez que tal situação ocorre - o governo Dilma causou tanto alarde nos mercados que a quase ninguém ocorreu lembrar que o governo federal vem apresentando e executando orçamentos anuais deficitários TODOS OS ANOS. 

CONTRADIÇÃO

A contradição é simples de entender: os Orçamentos da República têm apresentado déficit nominal de modo recorrente pois, ano após ano, o tal “superávit primário” é insuficiente para cobrir a conta de juros, ou seja, a despesa financeira do governo.




DUAS NOVIDADES

Por puro hábito, o governo e os brasileiros se desligaram do objetivo de cobrir a despesa de juros integralmente. Os déficits ocorrem, portanto, todos os anos. As novidades do Orçamento de 2016 são duas, uma que virou manchete em todos os jornais e outra que foi evitada e calada por dez entre dez comentaristas. 

MANCHETE

A manchete foi o governo admitir que não fará qualquer economia (superávit primário) em 2016 para cobrir pelo menos uma pequena parte da conta de juros; pelo contrário, mandou o recado que fará déficit, déficit primário!

A novidade escondida é o déficit verdadeiro, estrondoso, como um enorme ogro sentado na sala de visitas do Brasil: R$ 351 bi em 2016, pelas contas do governo e, pelas estimativas da RC Consultores, R$ 470 bi, se computados, de modo correto, o enorme prejuízo com operações de swaps cambiais e o efeito da política de juros do BC sobre o custo de rolagem da dívida.

VERDADEIRO TAMANHO DO PROBLEMA

Este é o verdadeiro tamanho do problema que a sociedade brasileira teima em esconder. Numa típica reação de “dissonância cognitiva” (a recusa de admitir um problema tal como é) o governo busca em fontes alternativas de receita, como CPMF, vendas de ativos e um varejão de alíquotas majoradas de tributos em certos consumos, a resposta que não está principalmente aí, mas sim na contenção linear, embora graduada, das despesas correntes, de todas elas, não obstante seu status atual de serem “obrigatórias”, legalmente rígidas ou constitucionalmente irredutíveis.

DESPESA CAVALAR

A despesa cavalar de juros, escondida do discurso oficial, mas irremovível a curto prazo, fatalmente determinará uma abordagem radical sobre o déficit fiscal total do País. Uma nova realidade fiscal se impõe pela velocidade de acumulação da dívida federal, como resultado de se jogarem os R$ 450 bi de juros deste ano como dívida nova e, de novo, em 2016, 2017 e em diante.

A dívida interna subirá dos atuais 65% do PIB para mais de 80% até 2018. A inversão dessa rota explosiva, que aniquilará nossa moeda, requer ação imediata do Congresso, com leis corretivas e um limitador geral de despesas sendo aprovados para vigência imediata. Ninguém tampouco falou da outra lei orçamentária, a PPA – Plano Plurianual – que deveria estabelecer objetivo claro de correção estrutural do déficit nominal total, visando ao Orçamento equilibrado até 2022. Só assim a economia brasileira ressurgirá.

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MARKET PLACE

  • O BRASIL ESVAZIA

    A produção industrial apresentou expressiva contração de 1,5% na margem em julho, com ajuste sazonal, contra nossa expectativa e a do mercado em -0,1%. Esse resultado ficou, inclusive, abaixo do piso das estimativas que iam de -1,0% a +0,6%. Assim, no acumulado do ano a produção apresenta contração de 6,6% até julho, acelerando frente à queda de 6,2% até junho (sempre na comparação com igual período do ano anterior).

    O destaque negativo da pesquisa em julho ficou por conta do desempenho da produção de bens intermediários (que representa quase 60% da indústria total), com contração de 2,1% na margem, a maior queda nesse tipo de comparação desde setembro de 2014

  • OS EUA BOMBAM

    Nos EUA, houve criação de 190 mil novas vagas de trabalho em agosto de acordo com o instituto ADP, nível levemente abaixo das 200 mil esperadas pelo mercado e acima do resultado de julho, quando foram criadas 177 mil vagas. Este indicador é visto como uma prévia para a divulgação oficial de mercado de trabalho americano, a ser conhecido na próxima sexta-feira.
     

  • ROMBOS DA PREVIDÊNCIA SOCIAL

    Em 2014 o DÉFICIT previdenciário pelo Regime Geral de Previdência Social (leia-se INSS) foi de R$ 79,5 bilhões (1,44% do PIB) e do DÉFICIT previdenciário do setor público federal pelo Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) foi de R$ 66,9 bilhões (1,21% do PIB), totalizando no ano 2014 ROMBO previdenciário de R$ 146,4 bilhões (2,65% do PIB).

    Em 2014 a receita previdenciária pelo Regime Geral de Previdência Social (RGPS) foi de R$ 319, bilhões (5,79% do PIB) em contribuições de 67,1 milhões de pessoas físicas, sendo 53,8 milhões de empregados. A despesa previdenciária dos benefícios pagos aos 27,5 milhões de aposentados e pensionistas, com salário médio de R$ 1.044,05, foi de R$ 399,2 bilhões (7,23% do PIB), fazendo com que o resultado previdenciário tenha sido negativo em R$ 79,5 bilhões (1,44% do PIB).

    Em 2014 a receita previdenciária pelo Regime Próprio de Previdência Social da União (RPPS) das contribuições dos 1.294.040 servidores ativos do governo federal (934.822 civis e 359.218 militares), com salário médio mensal de R$ 9.228,20, além da parte patronal e da contribuição dos inativos foi de R$ 29,2 bilhões (0,53% do PIB). A despesa previdenciária dos benefícios pagos aos 1.028.563 servidores aposentados e pensionistas do governo federal (731.977 civis e 296.586 militares), com salário médio de mensal de R$ 7.785,94 foi de R$ 96,1 bilhões (1,74% do PIB), fazendo com que o resultado previdenciário tenha sido NEGATIVO (ROMBO) em R$ 66,9 bilhões (1,21% do PIB). (Ricardo Bergamini)
     

  • FLORENSE - SISTEMA DE FRANQUIAS

    O dia 1º de setembro de 1988 foi o marco de uma importante evolução no mercado de móveis de alto padrão no Brasil. Nessa data, a gaúcha Florense implantava oficialmente o sistema de franquias, criando um modelo de negócio inédito no país, no qual a Fábrica vende os produtos e sua rede de lojas presta todos os serviços com o mesmo alto padrão de qualidade.
    Passados 27 anos, a ideia mostrou-se amplamente vencedora, consolidando a marca entre as principais grifes mundiais e tornando-a referência internacional em móveis high-end. Hoje, sua rede franqueada já conta com 72 lojas – 60 no Brasil e 12 no exterior (Nova York, Chicago, Miami, México, Monterrey, Panamá, Guatemala, Santiago, Assunção, Montevidéu, Punta del Este e Auckland).

  • ZAFFARI-BOURBON - Love Café

    A barrinha de frutas Love Café, da gaúcha Hart's Natural, é a novidade nas prateleiras da rede Zaffari e Bourbon. O lançamento une-se ao restante do mix da marca disponível nas lojas.

    A Love Café traz em sua fórmula tâmaras, castanha do Pará, chocolate amargo 70% e café orgânico torrado. O produto não contém glúten, é rico em fibras e é 100% natural, sem adição de corantes, conservantes e gorduras trans.





     

FRASE DO DIA

A maioria das pessoas não planeja fracassar, fracassa por não planejar.

John L. Beckley