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QUEM SAIU DERROTADO FOI O POVO

ANO XIV - Nº 007/14 -

SEM SURPRESA

Os brasileiros, por si próprios e, por consequência, pela forma repetitiva com que a maioria dos seus representantes (dos poderes -Executivo, Legislativo e Judiciário-), eleitos pelo voto, decidem de forma pra lá de lamentável os destinos do nosso pobre país, só têm o direito de se manifestar com indignação. O que não tem mais cabimento é a SURPRESA. 

MEIOS DE COMUNICAÇÃO

A decisão tomada ontem pela maioria dos senadores que compõe a Comissão de Assuntos Sociais, que por dez votos contra nove rejeitou o texto da importante e necessária Reforma Trabalhista, deve ser vista com total e expressa INDIGNAÇÃO, mas nunca com SURPRESA. A rigor, o que me deixou mais INDIGNADO foi a forma como os meios de comunicação do país trataram do assunto: todos disseram que a rejeição do texto foi uma DERROTA DO GOVERNO. 

VITORIOSOS

Ora, quem saiu violentamente DERROTADO, ainda que não de forma definitiva, foi o povo brasileiro. Os senadores que votaram contra o texto já aprovado na Câmara entendem, assim como a mídia, que os VITORIOSOS são aqueles que propõem e objetivam a manutenção de uma alta taxa de DESEMPREGO no nosso Brasil. Pode? 

PLENO EMPREGO

Caso os dez senadores que rejeitaram o texto tivessem deixado claro que agiram assim porque entendem que esta REFORMA TRABALHISTA é muito tímida, aí eu teria todos os motivos para me declarar SURPRESO e nada INDIGNADO. Isto, no entanto, é algo impossível, pois tal decisão proporcionaria, em prazo curto, um fantástico PLENO EMPREGO.  

PERGUNTA ESSENCIAL

A decisão dos dez senadores, que a mídia vê, elege e noticia como VITORIOSOS, foi vista pela janela do mercado financeiro (aquele que espelha com absoluta clareza o comportamento e a vontade de quem toca a economia do país), da seguinte forma: o preço do dólar subiu e o valor das empresas, na Bolsa, caiu.

A grande pergunta que se impõe, portanto, é a uma só: - Esta derrota do texto proporciona um aumento do emprego e vai fazer o Brasil crescer e se desenvolver? 

DERROTA DOS SINDICATOS

Tomara que a decisão de ontem, no Senado, não passe de um susto que pode ser resolvido nos próximos dias, mais tardar na próxima semana quando se espera a votação, em plenário, da Reforma Trabalhista. Caso venha a ser aprovado texto, a grande VITÓRIA estará representada por uma única e importante razão: o FIM DA OBRIGATORIEDADE DO IMPOSTO SINDICAL. Tudo mais, ainda que possa ser considerado bom, é irrisório, face à possibilidade de uma flagrante DERROTA DOS SINDICATOS.  

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MARKET PLACE

  • PIB

    O Produto Interno Bruto  brasileiro cresceu 0,42% em abril ante março, estimou o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), por meio do Monitor do PIB. O indicador antecipa a tendência do principal índice da economia a partir das mesmas fontes de dados e metodologia empregadas pelo IBGE, responsável pelo cálculo oficial das Contas Nacionais.

    Na comparação com abril de 2016, o Monitor apontou queda de 1,3% no PIB. Segundo a FGV, foram registradas taxas negativas em todas as atividades, à exceção de agropecuária (+11,5%), extrativa mineral (+4,4%) e comércio (+1,4%).

  • CAGED

    De acordo com os dados do Caged, em maio houve criação líquida de 34,3 mil vagas de emprego formal.  O resultado menos negativo de maio, em termos dessazonalizados, refletiu aumento de 2,0% das contratações em relação ao mês anterior, expansão acima daquela observada nas demissões, com alta de 0,7% no mês. 

FRASE DO DIA

NO BRASIL OS FATOS SE TORNAM VISÍVEIS SOMENTE NAS CRISES.

Delfim Netto