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O PIB BRASILEIRO NAMORA COM O FRACASSO

ANO XIV - Nº 007/14 -

NOVA PROJEÇÃO DO PIB 2018

Passado o feriadão de Corpus Christi, que nesta edição as viagens foram bastante prejudicadas pelo colapso do desabastecimento, que tudo indica já estará normalizado (se nada acontecer de ruim nos próximos dias) até o final desta semana, é hora de refazer as projeções quanto ao desempenho do PIB brasileiro de 2018. 

PARA O VINAGRE

Pois, se antes deste brutal desabastecimento a coisa já não vinha bem, depois do levantamento dos enormes prejuízos verificados com o extraordinário estrago das mercadorias (animais e vegetais) perecíveis fica a certeza de que o PIB de 2018 foi simplesmente para o vinagre.

FOCUS

Tomando por base a pesquisa Focus divulgada hoje, 04 de junho, a projeção para a taxa de crescimento do PIB em 2018 caiu de 2,37% (semana passada) para 2,18%. Relembrando: em março, o mesmo Boletim Focus projetava alta de 2,90%, e desde então tudo que aconteceu foram quedas sucessivas.

PRIMEIRO TRIMESTRE

Aliás, o comportamento do PIB brasileiro, país que se recusa a fazer a REFORMA DA PREVIDÊNCIA, identifica, com absoluta clareza, o quanto as nossas estimativas são feitas mais com base no -otimismo-, e menos com os pés no chão. Muita gente acreditava que só pelo fato do PIB ter apresentado queda por oito trimestres sucessivos, por questões cíclicas a recuperação aconteceria automaticamente. Ledo engano.

40ª POSIÇÃO

Vejam, a propósito, que numa lista de 43 países analisados pela consultoria Austing Rating, que monitora os resultados dos países com as maiores economias do mundo, o Brasil aparece na 40ª colocação em termos de crescimento do PIB no primeiro trimestre de 2018. A comparação leva em conta a variação da economia na comparação com o primeiro trimestre de 2017.

AMÉRICA LATINA

O crescimento (comparativo) do PIB brasileiro, segundo o IBGE, foi de 1,2%. Na América Latina, por exemplo, o PIB do Chile avançou 4,2%, o do Peru 3,2%; e o da Colômbia 2,2%. Que tal?

LISTA DE 43 PAÍSES

Eis a lista dos países que divulgaram seus resultados até 30 de maio de 2018 e a posição que desfrutam na comparação com o 1º.tri.17:

1º Filipinas 6,8
2º China 6,8
3º República Dominicana 6,4
4º Malásia 5,4
5º Egito 5,4
6º Polônia 5,2
7º Indonésia 5,1
8º Tailândia 4,8
9º Hong Kong 4,7
10º República Tcheca 4,5
11º Cingapura 4,4
12º Hungria 4,4
13º Letônia 4,3
14º Chile 4,2
15º Israel 4,0
16º Romênia 4,0
17º Chipre 3,8
18º Eslováquia 3,6
19º Lituânia 3,6
20º Bulgária 3,5
21º Suécia 3,3
22º Peru 3,2
23º Ucrânia 3,1
24º Áustria 3,1
25º Taiwan 3,0
26º Espanha 2,9
27º Estados Unidos 2,9
28º Coréia do Sul 2,8
29º Finlândia 2,8
30º Holanda 2,8
31º Croácia 2,5
32º Alemanha 2,3
33º Colômbia 2,2
34º Portugal 2,1
35º França 2,1
36º Bélgica 1,6
37º Itália 1,4
38º México 1,3
39º Rússia 1,3
40º Brasil 1,2
41º Reino Unido 1,2
42º Japão 0,9
43º Noruega 0,3

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MARKET PLACE

  • ESPAÇO PENSAR+

    A propósito do tema do editorial de hoje, eis o artigo do pensador e economista Darcy Carvalho dos Santos, com o título - ESTAMOS VIVENDO EM 2011 NA ECONOMIA: 

    Diz um ditado popular que casa onde não há pão todo mundo grita e ninguém tem razão. Não é bem isso que acontece com o nosso Brasil, porque alguns poucos têm e mais do que o pão em demasia. Mas a muita gente não tem nem mesmo o pão nosso de cada dia.

    Esse pão nosso vem do trabalho (escasso) que tende a aumentar quando aumenta uma coisa que os economistas denominam de PIB, ou produto interno bruto, que é o valor de mercado dos bens e serviços produzidos pela economia durante um ano. E o valor do PIB tem reflexo direto na arrecadação dos tributos que incidem sobre o consumo e a renda das pessoas. E, com esses tributos, os governos em todos os níveis pagam salários, compram bens e serviços e fazem investimentos, etc.

    Mas nosso PIB tem crescido pouco ou decrescido nos últimos anos. A partir de 2012 tivemos os seguintes índices de crescimento para o PIB: 2012: 1,92%; 2013: 3%; 2014: 0,5%; 2015: -3,77%; 2016: -3,46% e 2017: 0,99%.

    Igualando-se a 100% o ano de 2011 e aplicando-se essas variações em cada ano, de forma cumulativa, conclui-se que somente em 2017 (com 99%) que chegamos próximo ao valor de 100% de 2011 (gráfico no final).

    Com isso, podemos dizer que mesmo estando em 2018 (que deve crescer muito pouco), estamos vivendo com a produção de 2011, sete anos atrás! Nesse lapso de tempo, as despesas cresceram. Os beneficiários do INSS cresceram mais de 3% ao ano, em média; as aposentadorias do setor público cresceram a uma taxa ainda maior; e os servidores da ativa tiveram suas vantagens pagas em função do tempo de serviço. Só para ficar nesses exemplos, que implicam maior despesa.

    Isso explica, em grande parte, porque 90% da carga tributária líquida do governo federal é absorvida pela seguridade social (previdência, saúde e assistência social), e com todas as carências conhecidas na área da saúde.

    Indo mais um pouco, cumprindo na íntegra a destinação constitucional com educação, de 18%, chegamos a 108% (já faltam 8%).

    Incluindo todos os Ministérios e secretarias (mais de 30), entre eles o de Transportes, onde se aplica muitas vezes menos do que se necessita; os Outros Poderes, com seus enormes salários; e os conhecidos desvios, formamos em 2017 um déficit primário de R$ 119 bilhões, que somados aos juros, R$ 341 bilhões, vai a R$ 460 bilhões, ou 7,02% do PIB.

    Quanto maiores forem os déficits primários mais a dívida aumenta e, em decorrência, mais juros pagamos ou incorporamos à dívida.

    Sem querer ser dono da verdade, deixo este artigo para reflexão. 

  • PROMOÇÃO MOINHOS SHOPPING

    O Moinhos Shopping vai levar casais apaixonados para celebrar o amor na Itália em sua campanha de Dia dos Namorados. A ação, que ocorre de 25 de maio a 13 de junho, sorteará quatro viagens com acompanhante para um roteiro de atrações românticas em Florença. Além de hospedagem em um hotel cinco estrelas, a viagem ainda reserva aos sortudos a experiência de ganhar uma joia personalizada produzida durante uma visita especial ao atelier Casa dell’Orafo, um dos mais tradicionais laboratórios de ourives da cidade. O talento dos artesãos italianos é admirado em todo o mundo e a Casa dell’Orafo carrega a herança da profissão, fazendo parte da história de Florença.

    Para concorrer, os clientes do Moinhos Shopping devem trocar R$ 500,00 em notas fiscais por um cupom e depositá-los em uma urna localizada no Mall do Shopping, até o dia 13/06. O espaço promocional estará funcionando de segunda a sábado, das 10h às 22h, e aos domingos, das 14h às 20h. Outras informações estão disponíveis no site moinhosshopping.com.br.
     

  • ARTE DAS PERSONALIDADES

    O Sheraton Porto Alegre Hotel recebe, no dia 05 de junho, a exposição Arte das Personalidades Davera. A mostra coletiva, que conta com a curadoria de Vera de Nonohay Schneider, apresenta telas produzidas por 20 personalidades gaúchas que não possuem nas artes plásticas suas atividades profissionais. O resultado da venda das obras será integralmente revertido para a Fundação O Pão dos Pobres de Santo Antônio, que atende 1,4 mil crianças, adolescentes e jovens em situação de risco e vulnerabilidade social.
    Entre os participantes da exposição estão representantes ilustres das mais variadas áreas, como a escritora Ana Mottin, a decoradora Maria Cecília Sperb, o hair stylist Marlus Lisboa, o professor Dado Schneider e as empresárias Iara Satt e Maria Thereza D. Bastide. Cada um recebeu um kit contendo uma tela de 50cm por 50cm, pincel e tintas para a produção de suas pinturas. Os artistas Britto Velho, Clara Pechansky, Frantz e Victor Nievas estiveram à disposição para orientação e apoio aos participantes na execução de seus trabalhos.
    O evento acontece no dia 05 de junho, às 19h30min, no quarto andar do Sheraton Porto Alegre Hotel.

FRASE DO DIA

Pessoas deveriam ter coragem de assumir seus próprios erros assim como têm orgulho em exibir suas qualidades.