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O CORRUPTO É MAIS BARATO

ANO XIV - Nº 007/14 -

DESCONFIANÇA GENERALIZADA

Diante dos intermináveis casos de corrupção que estão vindo à tona a cada momento neste nosso pobre país, envolvendo políticos, empresários e diversos agentes das mais variadas organizações públicas e privadas, o que mais cresce na nossa sociedade é a desconfiança. Isto, por consequência, dificulta que o povo venha a acreditar que possa existir, de fato, alguém sério e competente para o desempenho das funções públicas.

FELIZ DA VIDA

Face à este triste cenário, considerando também que é monumental o baixo nível de escolaridade do nosso povo, o que impõe séria dificuldade para desenvolver o discernimento, a maioria dos eleitores fica feliz da vida quando tem a sorte de escolher alguém honesto para representá-lo nas funções públicas.

 

VIRTUDE

Por óbvio, o melhor de tudo seria se os escolhidos fossem probos e capazes. Entretanto,  o simples fato de alguém ser e/ou parecer HONESTO, não significa que também é COMPETENTE. O que, por si só já torna a tarefa de escolha, por parte do eleitor bem mais complicada. Principalmente, porque HONESTIDADE, no nosso país passou a ser uma VIRTUDE e não uma essencial OBRIGAÇÃO.

INDECENTES E INCOMPETENTES

Portanto, no frigir dos ovos o quadro que tem se apresentado à frente dos eleitores, a cada eleição, exige um cuidados acima do necessário para um povo que tem baixa capacidade de discernimento. Aliás, as últimas eleições, pelo que se pode concluir, revelam que o prejuízo para o povo brasileiro tem sido DUPLO, pois a maioria dos políticos, além de INDECENTES são extremamente INCOMPETENTES. 

PREJUÍZO MENOR

Levando em conta este quadro dantesco, a título de colaboração dou aqui um conselho a esses eleitores que vivem em estado de enorme frustração: por mais que devam votar em candidatos HONESTOS E COMPETENTES, se estiverem diante de um dilema (hipotético) no qual a escolha deva recair apenas entre um  CORRUPTO e um INCAPAZ,  não pestanejem: votem no CORRUPTO.  O prejuízo para o país, com toda certeza, será bem menor.

DIFERENÇA BRUTAL

À primeira vista este meu conselho pode soar  como algo absurdo e inconsequente. Mas, analisando com mais cuidado verão que não é bem assim. Vejam, por exemplo, que de tudo que foi roubado, ou descoberto, até o presente momento, por mais que seja revoltante, o tamanho das falcatruas são insignificantes diante dos ROMBOS provocados pela INCOMPETÊNCIA dos nossos representantes.

CONTA SALGADA

Como estamos em ano eleitoral e é humanamente impossível educar os eleitores para que analisem cuidadosamente os candidatos que vão se apresentar, vale a dica. Caso encontrem algum corrupto de sua confiança, do tipo que ao menos seja competente nas coisas que faz e projeta, não perca tempo. Vote nele. Não dê, em hipótese alguma, a chance para um INCOMPETENTE, pois a conta será muito mais salgada.

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MARKET PLACE

  • ESTAMOS EM 2009. O NOSSO DESTINO É 2004!

    A produção industrial apresentou forte contração de 2,5% em fevereiro (na comparação mensal dessazonalizada), desempenho em linha com a nossa projeção e com a do mercado. Com esse resultado, o nível de produção caiu para um patamar tão deprimido quanto o observado no auge da crise de 2009.

    A abertura da pesquisa mostrou que o desempenho negativo de fevereiro ficou concentrado na indústria de transformação, com contração de 2,8% ante janeiro. A indústria extrativa, por sua vez, apresentou pequeno crescimento de 0,6%, ainda bastante modesto, no entanto, frente à queda acumulada de mais de 14% nos quatro meses anteriores, influenciada, especialmente, pelo rompimento da barragem de rejeitos de mineração em Mariana (MG).

    Sob a ótica das categorias de uso, os destaques negativos de fevereiro ficaram por conta das quedas nas indústrias de bens de consumo duráveis (-5,3%) e de bens intermediários (-2,0%), esta última representa quase 60% da indústria total. A produção de bens de consumo não duráveis apresentou queda de 0,6% ante janeiro, enquanto a de bens de capital apresentou tímido crescimento de 0,3% no período. Em linhas gerais, em todas as categorias da indústria o nível de produção encontra-se extremamente deprimido, inclusive no menor patamar da série histórica no caso da produção de bens de capital. A produção de insumos típicos da construção civil, importante leading para o PIB da construção, também apresentou queda entre janeiro e fevereiro (de 1,3% considerando a série com dessazonalização própria), com o nível de produção caindo para um patamar bem menor que o piso observado na crise de 2009. Com relação ao PIB do 1T16, mantemos nossa projeção de queda de 0,9% (na comparação dessazonalizada com o trimestre anterior). Para o ano, nossa projeção está em -3,8%.
     

  • VENDAS DO VAREJO

    A CDL Porto Alegre realiza enquetes quinzenais entre os membros da diretoria para monitorar o andamento das vendas. No levantamento feito nesta semana, a estimativa de crescimento nominal médio para as lojas de varejo da Capital em março ficou em 6,1 % positivo na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Quando dividido por segmentos, os índices do setor de moda apontam alta de 8,1% no mês, e os demais apresentaram + 4,7%.
    Vale ressaltar que os dados de janeiro (-1,5%) e de março mostram recuperação do crescimento nominal frente aos mesmos meses do ano anterior. Fevereiro registrou indicador positivo de 7,4%. “Embora isso ainda represente uma queda real, há uma tendência de melhora neste início de ano”, destaca Victor Sant’Ana, economista da entidade.


     

FRASE DO DIA

Na inflação capitalista, os preços sobem; na inflação socialista, os produtos somem.

Roberto Campos