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FUNDO DE ATIVOS PÚBLICOS

ANO XIV - Nº 007/14 -

SEM PRETENSÃO

Antes de tudo devo dizer que jamais passou pela minha cabeça que o economista sueco, Stefan Fölster, ao ser procurado pelo jornal Valor para conceder a entrevista publicada na edição desta terça-feira, 19, foi se abastecer de informações nos dois editoriais do Ponto Critico, que tiveram como tema - CONSTRUINDO ALTERNATIVAS POSSÍVEIS E CABÍVEIS-. Seria, obviamente, uma pretensão absurda.

FUNDO DE ATIVOS

Entretanto, pelo currículo do economista, que é diretor-executivo do centro de estudos Reform Institute, de Estocolmo, fiquei muito satisfeito por ter saído na frente quanto à proposição da formação de um FUNDO DE ATIVOS para melhor gerir os recursos públicos, tanto aqueles que venham a ser obtidos com as PRIVATIZAÇÕES quanto aos demais, cuja venda ainda não está definida ou cogitada. 

CONCEITO

Ao longo da entrevista, para quem não leu, Stefan Fölster sugere ao Brasil a criação de um fundo de riqueza nacional (FRN), para gerir, de forma profissional, o que chama de ATIVOS PÚBLICOS COMERCIAIS. Além de estatais, o conceito engloba todos os bens sob o controle do Estado que podem gerar retorno, como imóveis, por exemplo.

O MAIOR PROBLEMA

Como se vê, o renomado economista repete exatamente aquilo que estou propondo como alternativa para poder  enfrentar, em parte, o impacto da enorme FOLHA DOS INATIVOS, reconhecidamente o MAIOR PROBLEMA que agrava todos os governos (União, Estados e Municípios), como  mostro nos editoriais dos dias 14 e 15 deste mês.

HORIZONTE DO PAGADOR DE IMPOSTOS

A propósito: fiquei bastante surpreso com o desinteresse da maioria dos leitores, que, simplesmente,  não se interessaram em contribuir com novas alternativas ou mesmo sugerir melhora na proposta que apresentei. Este silêncio dá uma ideia do quanto o povo prefere apenas reclamar e mostrar indignação. Infelizmente, quando chamada a apresentar propostas que apontem as reais saídas para a crise financeira do país, dos estados e municípios, fica claro que isto não está no horizonte da sociedade pagadora de impostos. 

56% DO TOTAL DA FOLHA DO RS

Quem sabe, a partir da sugestão feita pelo economista sueco, Stefan Fölster, que goza de ótimo conceito na comunidade internacional, algumas almas venham a se interessar pelo nosso grave problema. Principalmente, porque a Folha dos Inativos cresce brutalmente, a ponto de já representar, por exemplo, mais de 56% do total da Folha de Salários dos Servidores (somando ATIVOS E INATIVOS) do RS. Pode?

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MARKET PLACE

  • IPCA-15

    A prévia da inflação oficial no país, medida pelo IPCA-15, subiu 0,11% em setembro, informou o IBGE. A variação ficou abaixo da mediana das expectativas do mercado, de +0,13%, conforme o Termômetro CMA, e
    é a menor desde julho de 2013 (+0,07%). Considerando os resultados de setembro é a mais baixa desde 2006 (+0,05%).

     

  • FED

    Em decisão unânime, o Federal Reserve manteve a taxa básica de juros dos Estados Unidos no intervalo entre 1% e 1,25%, como já era esperado pelo mercado. O banco também anunciou que começará em outubro a reduzir o número de ativos em seu balanço, algo que os analistas também previam.

    O balanço do Fed está inflado com US$ 4,5 trilhões em títulos, boa parte deles comprada durante a crise para injetar dinheiro na economia. Desde que as aquisições foram interrompidas, em 2014, o Fed reinveste o valor principal dos títulos que vencem, a fim de manter a liquidez no sistema. Agora, o plano é deixar de fazer parte dos reinvestimentos a cada mês, permitindo que uma parcela dos papéis expire e, assim, diminuindo gradualmente o balanço.  

  • INFRAESTRUTURA

    O presidente do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, disse, em Nova York, que os investimentos em infraestrutura no Brasil podem alcançar US$ 500 bilhões. Ele afirmou aos investidores presentes no evento, organizado pelo jornal inglês Financial Times, que o Brasil é atraente para estes investimentos, com retorno de dois dígitos.

    "O nome do jogo é ter previsibilidade para conquistar a confiança de investidores", disse ele. Caffarelli destacou que os recursos (funding) para financiar estes projetos podem vir do BNDES, do setor privado e do Fundo de Investimento do FGTS (FI-FGTS). "Com juros menores, muitas instituições financeiras podem participar no funding", disse ele. "Discutimos com bancos, reguladores e seguradoras como viabilizar a infraestrutura."

  • OPINIÃO DE STEFAN KANITZ

    Eis o que diz, Stephen Kanitz, conferencista e consultor de empresas, sobre o comportamento da Bovespa:

    Alertei em posts da semana passada que o correto é corrigir o Ibovespa pela inflação de 2007 até agora, e o crescimento das empresas de 2007 até hoje.

    Isso daria um Ibovespa natural de 170.000, só corrigindo o pico de 73.000, sendo considerado erroneamente o recorde do Ibovespa.

    Mas como disse, tem mais.

    Nesses 7 anos de desastre Dilma, as empresas usaram a recessão para colocar ordem em casa.

    Nosso lema Ordem e Progresso deveria ser Progresso e Ordem.

    Progresso é sempre desordenado, e de tempos e tempos é necessário dar uma parada e colocar tudo em ordem.

    É o que nossos administradores fizeram no setor privado, mas que nossos economistas nada fizeram no setor público.

    Até quando?

    O setor privado usou esses 10 anos para reduzir custos, aumentar produtividade, etc, etc.

    Por isso quando voltarmos a produzir o que produzíamos, mesmo com a mesma capacidade de produção, seremos, na minha opinião, 12% a 15% mais rentáveis.

    Ou seja, o Ibovespa Natural será mais para 210.000 sem investimento adicional.

    Felizmente vejo muitos economistas rapidamente revisando suas previsões para 80.000 e 100.000 pontos.

    É sempre assim.

    É a profissão mais "surpreendida" do mundo. 

FRASE DO DIA

É PRECISO CRER NO QUE SE FAZ E FAZÊ-LO COM ENTUSIASMO.

Ollé-Laprume