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FECHAMENTO DOS PORTOS

ANO XIV - Nº 007/14 -

UNIÃO FAZ A FORÇA?

Na minha imaginação, a razão maior para a existência de qualquer entidade empresarial seria a de fazer valer as vontades e/ou interesses de seus associados. Convencidos de que, individualmente, não teriam musculatura suficiente para tanto, nada mais lógico do que fazer força coletivamente. Bem dentro do que diz o velho ditado - A UNIÃO FAZ A FORÇA!

PLEITO

Como não são poucas as entidades empresariais distribuídas em todo o país, era de se presumir que para problemas que afetam diretamente o desempenho da economia, a união deveria ser manifestada em forma de insistentes pedidos, junto ao governo, de remoção do máximo possível de obstáculos que emperram a realização de negócios.

AMARRADO POR LEIS

Considerando que o Brasil sempre esteve amarrado por correntes em forma de leis absurdas, como revela a nossa péssima colocação no ranking mundial de liberdade econômica, era de se imaginar que as entidades empresariais do país todo se uniriam para levantar uma bandeira nacional com o propósito de pressionar por mais liberdade e competitividade.

LEI DOS PORTOS

Infelizmente, não é isto que estamos assistindo. Enquanto a FIESP se mostra fortemente interessada na inadiável LEI DOS PORTOS, as demais entidades não estão dando a mínima para o assunto. O resultado foi mostrado ontem, na Câmara dos Deputados: a maioria dos parlamentares (povo) não quer que o Brasil seja dotado de mínima infraestrutura.

ABERTURA DOS PORTOS

Mal se dão conta os líderes empresariais e, principalmente os nossos governantes, que tão logo desembarcou no Brasil, em 1808, o Príncipe Regente decretou a abertura dos portos brasileiros ao comércio internacional. A medida, além de altamente benéfica para o país, marcou o fim do Pacto Colonial, que até então proibia o Brasil de comprar produtos e vender matérias-primas diretamente a outros países que não a sua metrópole. Hoje, do jeito que a coisa está posta, o Brasil está proibido, pelo alto custo portuário, de importar e exportar. E as lideranças não estão nem aí. Pode?

FUTEBOL

Ontem à noite, enquanto a MP estava sendo discutida na Câmara Federal, o povo e a maioria dos empresários brasileiros estavam interessados na Copa Libertadores. Isto diz bem o que é mais importante para o país, não? A única coisa que o Brasil não pode perder para país algum do mundo é no futebol. O resto que se lixe.

ESTOU SÓ

É por estas e muitas outras que nunca deixo de ter assunto para escrever o Ponto Crítico. O governo já me dá muitas razões para críticas e comentários. E a tal de Sociedade Organizada, que deveria estar gritando, está na mesma linha. Até porque não parece interessada para melhorar o Brasil. Todos reclamam do elevado CUSTO-PAÍS, mas na hora de agir e/ou se manifestar todos correm para casa. É duro, gente.

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MARKET PLACE

  • A ORDEM É GASTAR
    O Secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin (PT/RS), disse, na semana passada, que o governo não se comprometerá mais com uma meta de economia e redução da dívida pública. O motivo, diz ele, é que Brasília precisa de mais -liberdade-, a fim de gastar mais e aquecer a economia. Que tal? (ÉPOCA)
  • PIBINHO
    Em reunião realizada ontem com o ministro Guido Mantega, dirigentes dos 30 maiores setores da economia previram que a alta do PIB este ano dificilmente passará de 1,5% a 2%. Apesar dos sinais de retomada dos investimentos, os empresários aumentaram as críticas ao custo elevado da produção e pediram mais medidas para destravar a economia. (Estadão) Pelo visto essa turma será excomungada.
  • TAXA DE RETORNO
    O governo percebeu que sem retorno atraente ninguém investe. Daí a reformulação feita ontem, para concessões de rodovias à iniciativa privada. Ufa.
  • INFLAÇÃO
    Um dia após a divulgação do resultado do IPCA, o ministro Guido Mantega tranquilizou os deputados da bancada do PT dizendo que a inflação está sob controle. Eles, certamente, acreditaram. Afinal, a cartilha manda...

FRASE DO DIA

AS OLIGARQUIAS NÃO MUDAM DE OPINIÃO. SEU INTERESSE É SEMPRE O MESMO.

N. Bonaparte