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FARRA FISCAL: O FANTÁSTICO AUMENTO DO BURACO

ANO XIV - Nº 007/14 -

OPERAÇÃO-RESGATE

Nesta semana, o fato que ganhou maior espaço na maioria dos noticiários mundo afora foi, indiscutivelmente, a arriscadíssima OPERAÇÃO-RESGATE dos meninos que estavam retidos na caverna de Than Luang, situada na província de Chiang Rai, na Tailândia. Espaço maior, suponho, do que vem sendo concedido à Copa do Mundo.

FINAL FELIZ

Pois, mesmo que se leve em conta que no início da operação-resgate um dos mergulhadores veio a falecer, motivado pela falta de oxigênio dentro da gruta, o fato é que a OPERAÇÃO-RESGATE, graças à enorme eficiência da equipe, teve um FINAL FELIZ.

DE MAL A PIOR

Entretanto, se lá na Tailândia felizmente tudo terminou bem, aqui no nosso empobrecido Brasil as coisas vão de MAL A PIOR. Vejam que nem mesmo as enormes dificuldades econômicas que o país está enfrentando, onde uma nova RECESSÃO já dá sinais claros de aproximação, têm sido capaz de fazer a cabeça dos nossos parlamentares para que impeçam o agravamento da já dramática situação.

ALGO COMO R$ 100 BILHÕES

Conhecidas como PAUTAS-BOMBAS, as medidas que tramitam às pressas  no Congresso para que nada atrapalhe o início do recesso parlamentar, pela forma como estão sendo votadas, e aprovadas, são simplesmente ARRASADORAS para a economia do país. Em resumo, uma conta adicional em torno de R$ 100 BILHÕES. Que tal?

INDOLOR

Infelizmente, tudo aquilo que os irresponsáveis parlamentares estão decidindo, ainda que seja catastrófico sob o ponto de vista FISCAL e, portanto, ECONÔMICO, é algo que não provoca DOR. Ora, tudo que é INDOLOR, que não produz o sentimento do sofrimento físico, é algo que ninguém dá muita importância.

VOTANDO A FAVOR DO CAOS

Mais: considerando que a grande maioria do povo brasileiro, por força de uma baixa escolaridade, quando resolve reclamar o faz através do ataque às CONSEQUÊNCIAS, deixando as CAUSAS intactas, já se sabe que quem será responsabilizado pela FARRA FISCAL que a turma do Legislativo está votando a favor do CAOS, será o Executivo. Basta ver o índice de aprovação do presidente Temer...

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MARKET PLACE

  • ESPAÇO PENSAR+

    Eis o artigo do pensador Percival Puggina, com o título -AS RAZÕES DA MISÉRIA E A MORTE DO GRILO FALANTE-: 

    Você sabe por que o Brasil não consegue solucionar o problema da miséria? Porque, de um lado, deixamos de agir sobre os fatores que lhe dão causa, e, de outro, nos empenhamos em constranger e coibir a geração de riqueza sem a qual não há como resolvê-la. Os fanáticos da política, os profetas de megafone, os "padres de passeata", para dizer como Nelson Rodrigues (ao tempo dele não existiam as Romarias da Terra), escrutinando os fatos com as lentes do marxismo, proclamam que os pobres no Brasil têm pai e mãe conhecidos: o capitalismo e a ganância dos empresários. Em outras palavras, a pobreza nacional seria causada justamente por aqueles que criam riqueza e postos de trabalho em atividades desenvolvidas sob as regras do mercado.
              Estranho, muito estranho. Eu sempre pensei que as causas da pobreza fossem determinadas por um modelo institucional todo errado (em 2017, o 109º pior entre 137 países, segundo o World Economic Forum (WEF). Pelo jeito, enganava-me de novo quando incluía entre as causas da pobreza uma Educação que prepara semianalfabetos e nos coloca em 59º lugar no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), entre 70 países. Sempre pensei que havia relação entre pobreza e atraso tecnológico e que nosso país não iria longe enquanto ocupasse o 55º lugar nesse ranking (WEF, 2017). Na minha santa ignorância, acreditava que a pobreza que vemos fosse causada, também, por décadas de desequilíbrio fiscal, gastos públicos descontrolados tomados pela própria máquina e inflação. Cheguei a atribuir responsabilidades pela existência de tantos miseráveis à concentração de 40% do PIB nas perdulárias mãos do setor público (veja só as tolices que me ocorrem!). E acrescento aqui, se não entre parêntesis, ao menos à boca pequena, que via grandes culpas, também, nessas prestidigitações que colocam nosso país em 96º lugar entre os 180 do ranking de percepção da corrupção segundo a Transparência Internacional.

              Contemplando, com a minha incorrigível cegueira, os miseráveis aglomerados humanos deslizantes nas encostas dos morros, imputava tais tragédias à negligência política. Não via como obrigatório o abandono sanitário e habitacional dos ambientes urbanos mais pobres. Aliás, ocupamos a 112ª posição no ranking, entre 200 países, no acesso a saneamento básico. Pelo viés oposto, quando vou a Brasília, vejo, nos palácios ali construídos com dinheiro do orçamento da União, luxos e esplendores de uma corte dos Bourbons.

              Mas os profetas do megafone juram que estou errado. A culpa pela pobreza, garantem, tampouco é do patrimonialismo, do populismo, dos corporativismos, do culto ao estatismo, dos múltiplos desestímulos ao emprego formal. Não é sequer de um país que, ocupando a 10ª posição entre os países mais desiguais do mundo, teve a pachorra de gastar, sob aplauso nacional, cerca de R$ 70 bilhões para exibir ao mundo sua irresponsabilidade na Copa de 2014 e nos Jogos Olímpicos de 2016. No entanto, os Pinóquios da política, das salas de aula, da mídia e dos púlpitos a serviço da ideologia, fanáticos da irrazão, asseguram-nos que existem pobres por causa da economia de empresa e dos empreendedores.

              Um dos fenômenos brasileiros deste início de século é o silêncio das consciências ante toda falsidade. É a morte do grilo falante.

  • 50 METROS A MAIS...

    Na próxima 2ª feira, 16/07, às 19h, na sede da ADVB/RS, em Porto Alegre, acontece o lançamento do livro ANTON KARL BIEDERMANN - 50 Metros a Mais...

  • SERVIÇOS

    A receita real de serviços, que se refere à evolução do volume da atividade no setor em termos reais, descontada a inflação, caiu 3,8% em maio ante abril - a maior queda da série histórica para o período. Na comparação com um ano antes, a queda também foi de 3,8%, a maior desde abril de 2017. Em linha, a receita real do setor acumula quedas de 1,3% no ano e de 1,6% em 12 meses, até maio. Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo IBGE.

  • 6º COLÓQUIO PENSAR+

    Ao longo deste final de semana, em Flores da Cunha, RS, participo, na sede da magnífica Fábrica de Moveis Florense,  da 6ª edição do Colóquio Pensar+. Desta vez o tema escolhido foi: Inteligência Artificial e Blockchain. Vai ser, certamente, muito proveitoso. Vai aí o meu agradecimento antecipado à Família Florense, por sediar o evento desde a primeira edição.

FRASE DO DIA

O poder é embusteiro.

Cícero