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ESCLARECIMENTO SOBRE O DIA LIVRE DE IMPOSTOS

ANO XIV - Nº 007/14 -

DLI

Hoje, 30 de maio, 2369 valorosos lojistas, de 142 cidades, distribuídas por 9 Estados do nosso imenso e empobrecido Brasil, promovem, ÀS SUAS CUSTAS, o DLI - DIA LIVRE DE IMPOSTOS.

A data nasceu para manifestar o grau de insatisfação do brasileiro quanto à tributação abusiva que limita o poder de consumo da população, além de servir de freio para o crescimento econômico do país.

CONSCIENTIZAÇÃO

O grande e real propósito do DIA LIVRE DE IMPOSTOS é fazer com que cada brasileiro ENTENDA e, principalmente COMPARE, a exagerada CARGA TRIBUTÁRIA, que incide sobre a propriedade, renda e consumo, com a reduzida, ou muitas vezes inexistente, contrapartida da PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS do SETOR PÚBLICO.

ISENÇÃO DE IMPOSTOS

O que grande parte daqueles que se beneficiam das promoções, notadamente nos postos de combustíveis onde as filas enormes explicam bem o quanto a carga de impostos sobre a gasolina, etanol e diesel é absurda,  provavelmente não sabe é que o desconto obtido com a tal -ISENÇÃO DE IMPOSTOS- é suportada, integralmente, pelo valoroso DONO DO POSTO.   

RANKING

Para que o leitor tenha uma boa noção do assunto, em um ranking de 30 países o Brasil ocupa o 14º como país que mais arrecada imposto. No mesmo ranking, o Brasil figura em ÚLTIMO LUGAR como país que melhor retorna o dinheiro para a população. Que tal?

APROPRIAÇÃO DO DINHEIRO DOS AGASALHOS

Observem, por exemplo, que na medida em que o inverno se aproxima, na região sul do país os governantes entram em cena para promover a costumeira e  importante CAMPANHA DO AGASALHO. Ora, iniciativas sociais deste tipo seriam praticamente dispensáveis se os Estados fossem menos gananciosos na arte de tributar.

ATENÇÃO: o dinheiro que cada brasileiro poderia destinar para compra de AGASALHOS é CRIMINOSAMENTE retirado de seus bolsos e/ou contas correntes, de forma  ostensiva e compulsória, pelos governantes dos Três Poderes. Estes, por sua vez, repassam praticamente tudo que arrecadam para as folhas de pagamento das aposentadorias do setor público. Pode?

CRIMINOSA SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA

Para finalizar, também é importante que todos saibam que a maioria dos produtos, senão todos, que estão sendo oferecidos hoje por preços mais baixos, cujo desconto é o valor do imposto que recai sobre cada um deles, é tributado pela forma altamente criminosa, conhecida como SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA, que define o valor do ICMS sem levar em conta o real preço de venda do produto.

Isto significa que no final deste DIA LIVRE DE IMPOSTOS os Estados, pelo efeito da MAIOR DEMANDA,  vão arrecadar muito mais. Além de não ficarem de fora da CAMPANHA do DLI, ainda vão rir dos valorosos lojistas que SUPORTARAM a CONTA DOS IMPOSTOS. 

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MARKET PLACE

  • PIB BRASILEIRO E IGP-M

    Hoje pela manhã, sem surpresa, o IBGE divulgou o PIB BRASILEIRO referente ao PRIMEIRO TRIMESTRE de 2019. Isto, vale registrar, significa PASSADO e não PRESENTE.

    O relatório informa que no período houve recuo de 0,2% na comparação com o QUARTO TRIMESTRE DE 2018. A AGRICULTURA apresentou recuo de 0,5%; a INDÚSTRIA recuou 0,7%; SERVIÇOS cresceu 0,2%, puxado especialmente por ‘Outros serviços’ e ‘Administração Pública’; e as EXPORTAÇÕES  líquidas recuaram 0,4% ponto percentual, contra projeção de -0,2 p.p.).

    Já o IGP-M apresentou alta de 0,45% em maio de 2019, percentual inferior ao apurado em abril, quando foi de 0,92%. 

  • ARGENTINA DE MACRI

    Eis o que o Brazil Journal publicou sobre a Argentina governada por Macri.

    A cinco meses de eleições presidenciais, a Argentina virou um grande canteiro de obras.

    O Presidente Mauricio Macri acaba de entregar dois importantes projetos de infraestrutura e se prepara para inaugurar mais 300 até o fim de outubro. São novos terminais aeroportuários, trens suspensos, viadutos e túneis. Os investimentos superam US$ 2 bilhões. As obras – a última tacada de Macri para tentar recuperar popularidade e garantir a reeleição – vem num momento em que a economia começa a dar indícios de melhora depois do pânico do mês passado.

    Em 28 de abril, o BC argentino conseguiu autorização do FMI para intervir no câmbio e, desde então, o peso é a moeda que mais valorizou no mundo frente ao dólar (uma alta de 3%). A inflação, que havia atingido 4,7% ao mês em março, caiu para 3,4% em abril e deve fechar maio em 2,8%.

    Com a melhora na confiança, as ações também dão sinal de vida: o MSCI Argentina se valoriza em mais de 13% neste mês e é o índice emergente que mais sobe nos últimos 60 dias.

    Nas ruas, a melhora nos ânimos é palpável.

    Em Buenos Aires, onde estão concentrados quase um de cada quatro eleitores, os moradores estavam em alvoroço nos últimos dias.

    Com a inauguração do Paseo Del Bajo, um grande túnel que liga as estradas que vem do interior da província ao porto de Buenos Aires, os moradores se depararam com as ruas vazias – o trânsito simplesmente despencou.
    Antes da obra, os caminhões transportando produtos agrícolas tinham que passar pelo centro de Buenos Aires para chegar ao porto, deixando um rastro de congestionamento no caminho. Desde segunda-feira, o mesmo percurso que era feito em até quatro horas está levando menos de 30 minutos.

    Outro grande projeto: o Viaduto Mitre, uma espécie de trem urbano suspenso inaugurado há duas semanas e que liga o bairro de Belgrano ao Retiro, no coração de Buenos Aires.

    No mínimo, os esforços de Macri têm chamado à atenção.

    Uma pesquisa da Isonomia feita no mês passado mostra que 55% dos argentinos viram algum tipo de obra pública em seus bairros. Em Buenos Aires, a taxa foi de 81%.

    Em julho, deve ficar prontos o Viaducto San Martin, outra estação suspensa de trem; e a ampliação do Arroyo Veja, um túnel que desemboca no Rio La Plata e que deve reduzir os impactos das chuvas e inundações em alguns bairros de Buenos Aires.

    As obras e a melhora dos indicadores têm um timing perfeito para Macri: a leitura hoje no mercado é de que houve um enfraquecimento da oposição.

    Há duas semanas, Cristina Kirchner abriu mão de sua candidatura para assumir a vice-presidência na chapa de Alberto Fernández, seu ex-chefe de gabinete, que deixou o governo em 2008 após divergências com Cristina.
    A decisão foi vista como um tiro no pé, já que pode causar uma rachadura na própria esquerda. “Ele é mais moderado que a Cristina, mas não tem visibilidade nenhuma e é tão arrogante que é odiado pelos próprios peronistas,” diz um gestor que investe no país.

    Esta semana, um levantamento divulgado pela Ricardo Rouvier, uma consultoria ligada ao Kirchnerismo, mostra que num hipotético segundo turno Macri ganharia de Alberto Fernández por uma diferença de 3,3 pontos percentuais.
    Em outra pesquisa, feita na semana passada, mais um fôlego: 40 dos entrevistados disseram ter uma imagem positiva de Macri, contra 29% há cerca de um mês.

FRASE DO DIA

A descoberta consiste em ver o que todos viram e em pensar no que ninguém pensou.

A. Szent-Gyorgyi