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BRASIL EXCLUÍDO DE MAIS UMA LISTA

ANO XIV - Nº 007/14 -

DESCONHECIMENTO E UFANISMO

De tantas coisas que o povo brasileiro em geral sofre, e muito, duas delas chamam atenção de forma demasiada:

1- o brutal DESCONHECIMENTO, consequência direta e implacável de uma EDUCAÇÃO pobre e insuficiente;

2- o excesso de UFANISMO, que promove um claro sentimento de ORGULHO SEM CAUSA.  

SAIR DO CÍRCULO VICIOSO

- O DESCONHECIMENTO, por exemplo, não permite que a maioria do povo brasileiro saiba que o Brasil foi levado, de forma intencional por governantes POPULISTAS, para dentro de um CÍRCULO ECONÔMICO/SOCIAL VICIOSO, cujos obstáculos ali colocados dificultam sobremaneira que o nosso País ingresse num bem aventurado CÍRCULO VIRTUOSO. 

- O UFANISMO exagerado, por sua vez, entorpece o povo a ponto de fazer com que a maioria acredite que o Brasil é o melhor país do mundo, quando, na real, vem perdendo, sistematicamente, posições nos mais diversos rankings porque não luta por REFORMAS.

INDICADORES

Enquanto o Brasil padece por falta de REFORMAS, onde duas delas, -PREVIDENCIÁRIA E TRIBUTÁRIA- são urgentes e absolutamente imprescindíveis, os mais diversos indicadores atestam o quanto o CÍRCULO VICIOSO tem efeito destruidor do nosso -ralo- tecido econômico e social.

LISTA DOS MELHORES

A propósito, o Jornal do Comércio do RS divulgou hoje, 8, o levantamento feito pela reconhecida consultoria A.T.Kearney, informando que o Brasil, pela PRIMEIRA VEZ, não aparece na lista dos melhores países para se investir, segundo a opinião de investidores estrangeiros.

PRIMEIRA VEZ

Ainda que a posição do Brasil não tenha sido divulgada (o que já é preocupante), desde 1988, quando o ranking começou a ser feito, o fato é que esta é a primeira vez que o país fica de fora dos 25 primeiros colocados. Em 2016, o nosso empobrecido Brasil ocupava a 12ª posição, caindo, respectivamente, para 16ª e 25ª nos dois anos seguintes, até ficar de fora da lista em 2019.

RANKING

Entre os PAÍSES EMERGENTES, somente China (7ª), Índia (16ª) e México (25ª) aparecem na lista dos melhores lugares para se investir. Detalhe: Taiwan e Finlândia estão na lista pela primeira vez. Confira o ranking:

1º Estados Unidos

2º Alemanha

3º Canadá

4º Reino Unido

5º França

6º Japão

7º China

8º Itália

9º Austrália

10º Singapura

11º Espanha

12º Holanda

13º Suíça

14º Dinamarca

15º Suécia

16º Índia

17º Coréia do Sul

18º Bélgica

19º Nova Zelândia

20º Irlanda

21º Áustria

22º Taiwan

23º Finlândia

24º Noruega

25º México

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MARKET PLACE

  • CONTEÚDO SOBRE A IMPORTÂNCIA DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA

    Eis o bom e esclarecedor conteúdo produzido pelo BID, informando que o Brasil lidera gastos com aposentadoria na América Latina:

    O Brasil é o país da América Latina que mais gasta com aposentadoria e onde essas despesas têm trajetória mais explosiva. De acordo com dados do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a Previdência consumiu 12,5% do PIB em 2015, último ano com dados disponíveis. 

    Atenção: - Em 2065, se não houver reforma no sistema, esse número saltará para 50,1%. Esse volume representaria 138% da projeção de gastos em 2065 - a conta não fecha. O gasto excessivo com Previdência no Brasil, aponta o estudo, revela um desequilíbrio que compromete as gerações futuras.

    De acordo com o levantamento, o Brasil gasta com a população mais velha sete vezes o que destina aos mais jovens, que demandam despesas como educação. "A primeira e mais óbvia recomendação é a reforma da Previdência", pontua Alejandro Izquierdo, assessor Sênior do Departamento de Pesquisa do BID e um dos autores do estudo. "É preciso pensar no futuro gastando mais com crianças do que com os mais velhos. Na América Latina, países gastam, em média, quatro vezes com os idosos, em relação ao que gastam com crianças. No Brasil, são sete vezes. Você não está investindo no futuro. Acho que isso é uma das mensagens-chave deste relatório", explica ele. Na média da América Latina, os gastos com idosos correspondem a quatro vezes as despesas com jovens. No Brasil, em 14 estados a remuneração média dos servidores aposentados supera a dos ativos. No Rio de Janeiro, as rendas já estão encostando. Inativos recebem R$ 5,4 mil mensais e os ativos, R$ 5,6 mil. Os dados são de um levantamento feito pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

    O relatório do BID mostra que, sem reforma, as despesas com Previdência devem crescer bem mais que em outros países da região. No ranking com 19 nações da América Latina e do Caribe, a Argentina aparece em segundo lugar. Nos vizinhos, os gastos com aposentadoria saltarão de 11,4% para 21% nos próximos cinquenta anos. A situação é menos crítica em países que passaram por reformas. No Chile, frequentemente citado pela equipe econômica como referência local, o sistema previdenciário consome 3,5% do PIB, número que saltará para 6,2% até 2065. De acordo com o estudo, a idade média de aposentadoria ajuda a explicar os altos gastos com o sistema no Brasil. O documento pontua que o quadro está relacionado ao "elevado gradiente de envelhecimento, bem como ao fato de que a maioria das pessoas se aposenta antes dos 60 ou 65 anos e recebe pelo menos o salário mínimo como aposentado". - (Jornal do Comércio do RS)

  • CONTEÚDO SOBRE A IMPORTÂNCIA DA REFORMA TRIBUTÁRIA

    Eis o excelente texto do pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia (FGV), Samuel Pessoa, quanto a importância da REFORMA TRIBUTÁRIA

    Nos últimos 35 anos, o crescimento médio do produto per capita do Brasil foi de 1% anual.

    A expansão da produtividade do trabalho, isto é, do produto por hora trabalhada, foi de 0,5%. No ano passado, o bônus demográfico - o período do desenvolvimento demográfico de uma sociedade em que a taxa de crescimento da população em idade ativa é superior à da população total - acabou.

    O crescimento econômico futuro depende exclusivamente da elevação da produtividade. No longo prazo, a agenda da produtividade é a elevação da qualidade do sistema público de educação. No médio prazo, o item mais importante da agenda da produtividade é a redução do custo de conformidade da legislação de impostos indiretos.

    A excessiva complexidade dos impostos indiretos - IPI, PIS/Cofins, ICMS e ISS - obriga as empresas a ter enormes departamentos contábeis e gera muito litígio (elevando o custo do Judiciário), enorme incerteza para os balanços das empresas e má alocação de investimento. Por exemplo, o uso de estrutura metálica na construção civil é pouco difundido no Brasil, pois o tratamento tributário dessa tecnologia construtiva é distinto do concreto armado: nesse segundo caso, considera-se que é um serviço sobre o qual não incide ICMS, enquanto a empresa paga ICMS sobre a aquisição de perfis metálicos.

    Os exemplos abundam. O Brasil gradativamente se transforma em um país de contadores e advogados tributaristas. Um processo que lembra o do Brasil da alta inflação, que era um país cheio de agências bancárias e de empresas com enormes departamentos financeiros. O deputado Baleia Rossi (MDB-SP) propôs, baseando-se na proposta produzida por grandes especialistas do Centro de Cidadania Fiscal, uma grande reformulação na legislação de impostos indiretos, unificando-os em um único tributo. Há três grandes dificuldades nessa construção política.

    Em primeiro lugar, várias empresas decidiram no passado investir em uma determinada localidade em razão de alguma desoneração. A simplificação elimina essa vantagem.

    Segundo, será necessário determinar mecanismo de repartição do novo imposto sobre o valor adicionado (IVA) entre a União, os estados e municípios.

    Terceiro, será necessário encontrar uma alternativa aos benefícios da Zona Franca de Manaus, já que a simplificação dos impostos elimina a forma como hoje incentivamos o investimento na capital do Amazonas.

    As duas primeiras dificuldades foram tratadas na proposta do deputado de maneira muito engenhosa: considerar duas regras de transição. A primeira, em dez anos, associada à forma de pagamento do imposto. A segunda regra de transição estabelece que em 50 anos o imposto migrará totalmente ao destino. A forma de distribuição da receita também está fixada na PEC. A PEC preserva a autonomia dos estados e municípios, permitindo que arrecadem o necessário às suas finanças. Cada um pode fixar sua alíquota, mas o recolhimento é centralizado e destinado a um Comitê Gestor Nacional, que reúne representantes dos três entes federativos. Em dez anos teremos uma enorme simplificação dos impostos, com grande impulso para o desenvolvimento do país. Todos ganharão.

    Com relação à Zona Franca, o melhor caminho é trocar os atuais incentivos por uma receita verde em razão da manutenção da floresta. A receita seria empregada pelo governo estadual para manter as atividades produtivas da ZFM e estimular um desenvolvimento ligado aos recursos naturais do Estado, claramente subutilizados. (JC).

FRASE DO DIA

Não há nada mais tirânico do que um governo que pretende ser paternal.

N.Bonaparte