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A FAMIGERADA VENDA DAS AÇÕES DO BANRISUL

ANO XIV - Nº 007/14 -

ASSUNTO DE INTERESSE PÚBLICO

Nos últimos dias, um assunto que tem rendido muita dúvida e inúmeros comentários é a venda que o governo do Rio Grande do Sul fez, no mês passado, de um lote de 26 milhões de ações do Banrisul, em leilão realizado na Bovespa. Nesta operação, como já foi amplamente noticiado, o governo gaúcho arrecadou R$ 484,9 milhões. 

IPO

O que mais chamou a atenção do mercado, principalmente da mídia, é o fato de o governo do RS ter declarado,  reiteradas vezes, que a venda deste lote de ações, que excedem o percentual que estabelece o controle acionário do Banrisul nas mãos do Estado, se daria na forma de OFERTA PÚBLICA DE AÇÕES (IPO).

VALOR BAIXO

Entretanto, como a cotação dos papéis do Banrisul estavam com valor baixo, o governo do RS achou por bem suspender temporariamente a operação, que voltaria a ser anunciada tão logo houvesse uma boa recuperação dos preços.

VOLTARIA AO ASSUNTO

Com isso, o que todos esperavam é que tão logo as cotações atingissem um valor mais atraente o governo voltaria ao assunto informando, com grande publicidade, o interesse de dar continuidade à operação de venda do lote anteriormente definido e devidamente anunciado.

DONOS?

Pois, o que menos foi informado pela pobre mídia gaúcha (que insiste, de forma muito ingênua, em dizer, e influenciar, que o povo do RS é dono do Banrisul), é o destino que o governo deu, de forma integral, dos quase R$ 485 milhões arrecadados com a venda das ações.

PASSOU EM BRANCO

Enquanto as atenções se voltaram, exclusivamente, para o fato do governo ter resolvido, sem dar satisfação alguma, que havia retomado, na surdina, o interesse de vender as ações, o detalhe mais importante, que deveria ter sido alvo de grande interesse do povo, simplesmente foi desconsiderado. Passou em branco.

CRIME INAFIANÇÁVEL

No meu entender o governo ACERTOU ao não dar publicidade quanto ao interesse de retomar a venda dos papéis do Banrisul, pois tal providência acabaria por provocar queda nas cotações. Da mesma forma o governo ERROU ao utilizar 100% do valor que arrecadou com a venda das ações para pagar DESPESAS DE PESSOAL. Usar RECURSOS DE INVESTIMENTO para atender DESPESAS soa como CRIME INAFIANÇÁVEL.

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MARKET PLACE

  • ESPAÇO PENSAR+

    Eis o artigo do pensador Percival Puggina, com o título -O ACAMPAMENTO DE CURITIBA E O SENSO DE RIDÍCULO-:

    Eu sei que os acampados sob a lona preta em Curitiba, dedicados à produtiva tarefa de berrar bom dia, boa tarde e boa noite para Lula, não estão ali de gozação. Alguém menos afeito a essas coisas pode pensar que sejam galhofeiros a caçoar do ex-presidente. Não, não, parece gozação, mas não é. Sua presença e as saudações gritadas aos ventos são para valer. Com o intuito de expressar seu apoio a Lula, entraram em uma espécie de greve (greve de apoio só pode ser invenção tupiniquim). Pararam com tudo. Suspenderam atividades, deram adeus à família, despediram-se do padre, do dono do bar e se deslocaram para Curitiba sem previsão de retorno. Como me disse certa feita conhecido frei, militante do MST, referindo-se às agruras dos acampamentos: “Faz parte da luta”.

              O grupo está minguando com o passar dos dias e, principalmente, das noites. As imagens fornecidas pelo drone da Polícia Federal que periodicamente sobrevoa a área permitiram constatar que o grupo inicial era de umas 500 pessoas, sendo gradualmente reduzido às atuais 70 (segundo matéria do Estadão de 7 de maio). Não é, exatamente, o que o PT gostaria, mas é o que pode ser suprido em recursos humanos e materiais pelo serviço de intendência das tropas do comandante Stédile, que se não der um jeito nisso será rebaixado a sargenteante de pelotão. Enquanto escrevo, nesta manhã do dia 8 de maio, leio que novos ônibus estariam chegando. Ah!

              Entendido que o acampamento quer significar algo, resta saber o motivo pelo qual tem recebido tanto destaque dos meios de comunicação. Não sendo exposto como conduta errada, avessa à ordem pública, acaba entendido como expressão de algum sentimento nacional. Não sei o que é mais ridículo, se o acampamento, os gritos ao vento, o ato delitivo de carimbar cédulas de dinheiro, ou o silêncio da mídia sobre a imaturidade e incivilidade de tais condutas e fato de que a encenação mediante a habitual massa de manobra sequer consegue ficar parecida com mobilização popular.

  • CNI

    O presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Gilberto Porcello Petry, foi eleito vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), nesta terça-feira, em chapa única que reelegeu como presidente o empresário Robson Braga de Andrade. Em votação, realizada em Brasília, o Conselho de Representantes da entidade, composto por delegados das federações das indústrias dos estados e do Distrito Federal, elegeu os integrantes da próxima administração da CNI para o período de 2018 a 2022. A posse ocorrerá em 31 de outubro. 

  • FEIRA DE INVERNO

    Um dos eventos mais tradicionais de estado chega a sua vigésima nona edição. A Feira de Inverno de Flores da Cunha abre suas portas no dia 23 de junho e promete fazer a alegria de visitantes e compradores que buscam qualidade e preços direto de fábrica e segue até o dia 22 de julho sempre aos sábados e domingos (10h as19h). Serão mais de 80 expositores dos setores de malhas, confecções, couros, móveis, vinhos, decoração, artesanato, artigos para lar e complementos. Apostando no modelo parceria público/privado os organizadores esperam receber cerca de 50 mil visitantes durante os cinco finais de semana. Reforçam o apelo para visitar a Feira em Flores da Cunha a entrada e o estacionamento gratuitos, os shows, atrações culturais e a farta gastronomia comandada pelo menarosto aos domingos, produtos coloniais e os pães caseiros feitos na hora. O evento é uma realização da Prefeitura Municipal com apoio do Centro Empresarial e organização da Terra do Galo Eventos. Informações pelo site www.feiradeinverno.com.br 

FRASE DO DIA

Nada provoca mais danos num Estado do que homens astutos a quererem passar por sábios.

Francis Bacon