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1º ANO DO GOVERNO TEMER

ANO XIV - Nº 007/14 -

LONGE DAS REALIZAÇÕES

No Brasil, mais do que sabido, estamos muito longe das realizações que fazem bem para o ambiente econômico, político e social. Ainda assim, ao fazer um balanço daquilo que o governo Temer conseguiu emplacar ao longo deste primeiro ano de mandato, completado no último dia (31) de agosto, vê-se que há, sim, razões para comemorar e aplaudir.
 

MATRIZ ECONÔMICA

É sempre muito importante lembrar que a primeira iniciativa, absolutamente determinante para as demais que se seguiram, foi a mudança de rota. O Brasil, como se sabe, corria celeremente, embalado pela MATRIZ ECONÔMICA BOLIVARIANA, para o abismo que já havia tragado a pobre Venezuela, comandada pelo ditador Nicolás Maduro.

 

AGENDA

Ao assumir, em 31/08/2016, para baixar a temperatura provocada pelo INFERNO BOLIVARIANO, o governo Temer se viu -obrigado- a impor uma agenda mais liberalizante. Melhor seria, obviamente, se Temer fosse capaz de impor uma correta AGENDA LIBERAL, que certamente seria festejado como o salto definitivo para a prosperidade do nosso empobrecido país. Ainda assim há razões, repito, para festejar. Eis as mais importantes:

APROVADO NESTE PRIMEIRO ANO

1- A aprovação da PEC do TETO DOS GASTOS;

2- A mudança no REGIME DE EXPLORAÇÃO DO PETRÓLEO, permitindo uma ampla desnacionalização na produção desse item estratégico;

3- A REFORMA DO ENSINO MÉDIO; 

4- A REFORMA TRABALHISTA.

5- ADOÇÃO DE UMA ADMINISTRAÇÃO TÉCNICA PARA AS ESTATAIS

OBSTÁCULOS

Além destas, que felizmente conseguiram ser completadas, muitas outras estão tramitando. Destaco aí a Reforma da Previdência, que só não conseguiu aprovação (mesmo sofrendo cortes e alterações preocupantes) porque os ataques da turma da esquerda, sempre atrasada, se transformaram em enormes obstáculos.

SEIS PONTOS

Os avanços obtidos neste primeiro ano de mandato do governo Temer, mesmo envolvido por suspeições, só pelas medidas até agora aprovadas podem ser vistos, e sentidos, através dos seguintes pontos:

1. DESEMPREGO EM BAIXA, como atestam os números da PNAD Contínua.  

2. INFLAÇÃO MAIS CONTROLADA, devendo se manter dentro da meta de 4,5% em 2017.

3. TAXA DE JUROS BÁSICA em queda contínua, devendo fechar o ano em 7,5% ou 8%.

4. APROVAÇÃO DA TLP.

5- CONSUMO começa a dar sinais de vida. 

6- PIB saindo do negativo, o que é determinante para a saída da recessão.


Isto sem levar em conta as PRIVATIZAÇÕES E CONCESSÕES recentemente anunciadas.

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MARKET PLACE

  • ÓTIMO IVESTIMENTO

    Para quem não sabe, pela Lei do Audiovisual as empresas podem destinar até 4% do seu imposto de renda para apoiar qualquer projeto. Considerando que o projeto de produção de 10 DOCUMENTÁRIOS SOBRE O BRASIL , sob enfoque LIBERAL, (de autoria do pensador Paulo Moura) foi aprovado pela Ancine e está pronto para captação (creio que foi o último a ser aprovado antes de o governo decidir não renovar a validade da lei para 2018), aí está uma ótima oportunidade de investimento.

    Detalhe importante: o investimento é feito através da aplicação de  recursos que, por questão tributária, é destinado aos cofres do Tesouro Nacional.

    Informações com Paulo Moura, através do e-mail : professorpaulomoura@gmail.com

     

  • IPTU

    Na Câmara de Vereadores de Porto Alegre está tramitando um nojento projeto, enviado pelo prefeito Marchezan, que propõe AUMENTAR O IPTU. Leiam a seguir o que diz o vereador (e pensador) Felipe Camozzato, do Partido Novo, a respeito desta excrescência:

    Assim como o IPVA, o IPTU é um pagamento de "locação" ao poder público travestido de imposto sobre propriedade. É lógico que quando se trata de aluguel, há um motivo: você usa a propriedade de outro e paga um valor ajustado para esse fim. Porém, se o bem já é seu, por que pagar pelo uso? Alguns defendem que o IPTU seria uma espécie de "taxa de condomínio", mas isso não convence ninguém, já que há taxa de iluminação e coleta de lixo, além de conta de água e esgoto. Então, a solução seria a extinção do imposto? Bem que eu gostaria, mas somente o Congresso Nacional - e não um vereador - poderia fazer isso. A chamada "justiça tributária" é o principal argumento usado pela prefeitura para justificar o aumento de arrecadação que vem por aí. Além de eu ser contra a elevação, a própria alíquota progressiva, que faz parte do projeto encaminhado pelo governo, é uma punição a quem, com muito suor, adquiriu uma propriedade. Pense num cidadão que comprou sua casa há 40 anos, pagou parcelas durante uma vida toda, mas hoje vê seu bairro desenvolvido e valorizado: teve ganho de patrimônio, mas não necessariamente aumentou sua renda. Ou seja, patrimônio e renda não crescem juntos, logo o aumento não é justo. A busca por arrecadar mais através da revisão do IPTU fica clara neste exemplo: se hoje João paga R$ 600,00 e José, com um imóvel de mesmo valor, paga R$ 200,00, o projeto, ao invés de propor que os dois quitem R$ 400,00, aumenta ambos para R$ 650,00 ou R$ 700,00. Se a questão fosse só de equalização, não deveria haver crescimento de arrecadação. Considerando a retirada das isenções dos clubes, que acrescentaria um projetado aumento arrecadatório de R$ 14 milhões anuais, proponho a reflexão: o governo teria interesse em que esse valor fosse reduzido do que é cobrado dos demais cidadãos? Infelizmente, como está, não nos resta dúvidas de que o projeto não trata de "justiça tributária", mas de "aumento de impostos" para acomodação de despesas. 

FRASE DO DIA

O mundo não será salvo pelos caridosos, mas pelos eficientes.

Roberto Campos