PERVERSOO assunto ? pedágio nas estradas-, mostra o quanto o governo do RS é mau e perverso. Nesta semana, como é sabido, o Governo do RS e as concessionárias de rodovias gaúchas assinaram um termo aditivo prorrogando até o 31 de dezembro de 2006 o prazo para definição do equilíbrio econômico-financeiro dos contratos de concessões. Pelo acordo, durante o período de definição, não haverá novos aumentos de tarifas e nem a abertura de novas praças de pedágios no RS. De acordo com o termo aditivo, as concessionárias manterão os serviços de atendimento com guinchos, ambulâncias e a manutenção dos perímetros urbanos.
A FUGA DO PROBLEMACom relação a este assunto creio que melhor seria dizer o que Rigotto, mais uma vez, fugiu do problema. Alias, não é a primeira vez que faz isto, o que acaba por reafirmar que sempre detestou o sistema de concessão de estradas. Este o mal dos governantes de pouca visão e mentes atrofiadas.Não sabem conduzir o que é bom e vibram quando o caos se instala. Além disso atiça e influencia a sociedade levando-a a um pensamento perigoso. O resultado é que ninguém mais quer saber de pagar tarifas para usar as estradas e diz que isto é responsabilidade de Estado. Quem ainda se posiciona a favor da cobrança é imediatamente escorraçado sem direito a argumentar.
REMENDÃOPara melhor esclarecer o tema basta observar o que já estamos assistindo hoje, quanto ao grande desperdício de dinheiro público com o programa de remendo das estradas federais. Serão milhões de reais postos fora, literalmente. Melhor seria que outras providências fossem tomadas, como, por exemplo, transferir os trechos em má situação para a iniciativa privada, pelo sistema vencedor de concessões de rodovias.
VANTAGENSVamos deixar bem claro que a imprensa, mais uma vez, comete equívocos fantásticos quando diz que as estradas concedidas são privatizadas. Besteira. Não existe estrada privada no Brasil. Os que conseguimos até agora, a muito custo, são contratos feitos pelos governos com empresas privadas, para que sejam conservados certos e ainda poucos trechos rodoviários. Tais concessões não estabelecem tarifas ao gosto e vontade dos concessionários. São muitos os fatores que compõem a equação que define o preço das tarifas. E as agências foram criadas para regularem, fiscalizarem e discutirem os itens que formam o preço das tarifas. Infelizmente, ao invés de agradecermos pela seriedade, somos confundidos pela imprensa, e por maus governantes, a ficarmos com ódio de quem só quer o cumprimento dos contratos.
O QUE SOBRAImpedindo a cobrança ou o reajuste dos pedágiosl, conforme reza nos contratos, a coisa fica assim: 1- As estradas não mais serão mantidas; 2- Como o Estado não dispõe de recursos para fazer a manutenção passaremos a trafegar sobre buracos e mais buracos como já ocorre com as estradas não pedagiadas; 3- Ao ver os contratos deixarem de ser cumpridos, as Concessionárias só tem um caminho: irão à Justiça e certamente acabarão por serem indenizadas; 5- Além de ficar sem as estradas em condições de trafegabilidade vamos pagar um pedágio mais caro, em forma de novos impostos para cobrir o rombo que a Justiça vai nos impor; 6-Além de tudo, por ficar bem mais caro e muito menos confortável, novos investidores nunca mais virão para o RS depois da catástrofe.
FORA IMPOSTO!É normal que a sociedade não goste de pagar pedágio. Mas a questão já não pode ser colocada assim. O que todos querem é trafegar em estradas boas. Assim como em algum dia também não se admitia pagar por ensino e por tratamento de saúde, hoje se paga convencido de que precisamos de qualidade. O pedágio, portanto, que deveria ser condenado e repudiado é o imposto, que é pago sem qualquer contrapartida. Isto é o que precisa ser reclamado. Quanto aos pedágios rodoviários, ao menos já sabe que, pagando uma tarifa, se consegue economizar no custo de manutenção do seu veículo. A raiva, portanto, é que está sendo direcionada no sentido errado. Precisa ser contra o pedágio-imposto e não contra o pedágio-estrada.
MÁRIO QUINTANAO Governo do RS, através da Secretaria de Cultura e do Instituto Estadual do Livro, juntamente com a Casa de Cultura Mario Quintana e a Cia Zaffari, realizam dia 17 de janeiro o primeiro evento do ano em comemoração ao centenário de nascimento do poeta Mario Quintana. No átrio do Bourbon Shopping Center, serão lançados os livros ?Mario Quintana, poeta, caminhante e sonhador?, editado pelo IEL, e ?Quinta essência de Quintana, dicionário Mario Quintana?, editado pela Cia. Zaffari.
INVESTIMENTOO governador Germano Rigotto e a direção da Digitel anunciaram ontem, ainstalação de uma unidade em Alvorada, na Região Metropolitana de Porto Alegre,no terreno anteriormente destinado à Dell Computer. Serão investidos na planta, nos próximos dez anos, R$ 100 milhões.
PARCERIAA Associação Beneficente e Educacional de 1858, ABE, mantenedora do Colégio Farroupilha, acaba de firmar parceria com o Espaço de Saúde e Bem-Estar do Hospital Moinhos de Vento, localizado no Shopping Iguatemi. O convênio prevê a prestação de serviços pelo Espaço, em suas instalações, e a integração ao projeto de educação formal do Farroupilha, promovendo a saúde e qualidade de vida junto à comunidade escolar.
CONCURSOA Claro anuncia um concurso cultural que levará os vencedores para assistir ao show dos Rolling Stones, na praia de Copacabana, no dia 18 de fevereiro, com tudo pago. A operadora é patrocinadora da turnê brasileira do grupo e o concurso dará direito a um par de convites para a área VIP do evento, passagem aérea ida/volta, translado aeroporto/hotel e hotel/aeroporto, alimentação e hospedagem no Rio de Janeiro durante o período do evento.Para participar, os interessados devem enviar uma frase, via SMS ou hot site, respondendo: ?Qual a maior loucura que você faria para assistir ao Rolling Stones na área VIP da Claro??. No total, serão distribuídos 8 pares de ingresso.Os clientes da Claro podem enviar a frase via hot site no www.claro.com.br
INAUGURAÇÃOA Aracruz Celulose inaugura hoje as obras de modernização da Unidade Guaíba, que aumentam a capacidade de 400 mil para 430 mil toneladas anuais de celulose branqueada de eucalipto. Foram investidos R$ 150 milhões, sendo R$ 100 milhões aplicados na indústria e R$ 50 milhões em melhorias e expansão florestal.
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