ONDA DE COMPENSAÇÕESEstamos vivendo, infelizmente, um período interminável de pedidos de compensações. Absurdas. E de todos os lados. E quase todas, se satisfeitas, representam perdas brutais para a sociedade e certas vantagens para alguns grupos mais privilegiados. Confiram comigo:
COMPENSAÇÕES ABSURDAS1- os governadores pedem o que não é devido, baseados na hoje caduca Lei Kandir, que representam, na realidade, mais custos para os contribuintes; 2- o governo federal quer compensar as perdas que teve com o ajuste da tabela do IR tributando as empresas que optaram pela CSLL; 3- e agora, mais uma vez, os agricultores voltaram a exigir que a estiagem deve ser paga pela sociedade.
IRRIGAÇÃO ARTIFICIALÉ de chorar, gente. Esta dos agricultores exigirem compensação pelos prejuízos promovidos pelas secas chega a dar raiva. Principalmente porque todo o ano acontece a mesma coisa. E, lamentavelmente, todos continuam ainda se recusando a fazer investimentos em irrigação artificial, protegendo suas lavouras. E quando os focos de seca aparecem, nem a imprensa quer entender que a natureza não é a culpada, e muito menos os contribuintes.
OS VERDADEIROS CULPADOSOs verdadeiros culpados, coisa jamais revelada, são exclusivamente os imprevidentes que evitam se proteger contra fenômenos climáticos e contra queda de preços no mercado. E para ambos os riscos há formas corretas e eficientes de proteção. A primeira, com sistemas modernos de irrigação. E a segunda, com operações no mercado futuro.
NÓS SOMOS O HEDGEEnquanto nada disso é operado, nós é que somos instrumentos de proteção. Gente, nós somos o hedge. Sem esta educação primária não há como haver empresários de setor rural. Temos especuladores de clima e de preços e não empreendedores capazes. Ou seja, o hedge é o dinheiro da sociedade. Pode?
IMPOSTO DE RENDADepois que o governo federal de forma surpreendente, na calada da noite de 30 de dezembro de 2004, por Medida Provisória, resolveu aumentar o IR para que optou pela CSLL, cabe agora à oposição fazer a sua parte, impedindo a aprovação da mesma no Congresso. Alguns já estão se manifestando, mas temo muito quando deputados e senadores dizem coisas assim. A única coisa que espero nisto tudo é que os deputados gaúchos não sejam consultados. Nem os estaduais nem os federais. Aqui, como se sabe, os nossos deputados adoram aumento de impostos.
ISSPor 40 votos a zero, a Câmara de Vereadores do Rio aprovou em primeira discussão o projeto de lei que reduz de 5% para 2% a alíquota do ISS cobrado para a realização de feiras e eventos na cidade. O objetivo é igualar o percentual de São Paulo. O projeto, o primeiro aprovado na convocação extraordinária, voltará a ser apreciado em segunda discussão nos próximos dias. Tomara que os nossos vereadores de PA aprendam com os cariocas.
MINA DE OUROA Aracruz fechou 2004 com diversos recordes. Em dezembro, as fábricas A, B e C da Unidade Barra do Riacho, localizadas no Espírito Santo, alcançaram novos patamares individuais de produção diária e produziram juntas 194.560 toneladas de celulose. Esta marca significa 9.284 toneladas a mais do que a anterior, registrada em novembro. A produção anual prevista para 2004 também foi superada. Foram 43 mil toneladas a mais, fechando com saldo positivo as três linhas de produção capixabas. As fábricas A e C atingiram novos recordes de qualidade padrão exportação, com 98% e 97,3% respectivamente. A Unidade Guaíba da Aracruz, no Rio Grande do Sul, também bateu recorde de produção de celulose branqueada de eucalipto. Chegou a 400.291 toneladas produzidas ? marca 6% superior à anterior, registrada no ano passado.
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