ENFIM, CONVENCIDOS
Se até pouco tempo algumas pessoas ainda se mostravam resistentes e/ou pouco convencidas de que a atual CRISE econômica, que atinge o Brasil e, com força redobrada o RS, só poderia ser vencida com mudanças sérias, firmes e decisivas, neste momento, por tudo que tenho ouvido e lido, esta percepção já é uma unanimidade nacional. E internacional.
DISTÂNCIA LONGA
Este convencimento, no entanto, significa que todos concordam apenas com o DIAGNÓSTICO. Daí para aceitar o TRATAMENTO rigoroso que a situação exige, infelizmente, a distância ainda é muito longa. Até porque, quando se fala em perda de vantagens, privilégios e outros tantos DIREITOS ADQUIRIDOS, aí nem pensar.
DESPESAS OBRIGATÓRIAS
Vejam que as DESPESAS OBRIGATÓRIAS, que por lei os governos são obrigados a honrar, chegaram a um nível tal onde não há recursos suficientes para serem pagos. Isto tudo independente da altíssima CARGA TRIBUTÁRIA que os pagadores de impostos se veem obrigados a pagar.
ACEITAÇÃO PACÍFICA
Ora, por mais que alguém goste, queira ou exija, qualquer DESPESA só pode ser paga desde que haja recurso para tanto. A partir daí, portanto, é preciso que todos entendam, definitivamente, que a -aceitação pacífica- quanto ao pagamento de privilégios e vantagens, absolutamente injustas, precisa ser revista. Com urgência.
FALTA CORAGEM E INTERESSE
Em sociedades dotadas de alguma inteligência, o caixa não precisa chegar ao ponto de saturamento para que decisões corretas sejam tomadas. No Brasil e no RS, infelizmente, onde falta educação mas sobra muito populismo, os governos não tem coragem, nem interesse, em CORTAR DESPESAS OBRIGATÓRIAS INDECENTES.
ÚNICA SAÍDA
Até agora, como se sabe, a saída encontrada pelos governantes, para enfrentar as tais -DESPESAS OBRIGATÓRIAS, TRAVESTIDAS DE PRIVILÉGIOS ADQUIRIDOS- tem sido uma só: AUMENTAR A CARGA TRIBUTÁRIA.
O PROBLEMA ESTÁ NO CAIXA
Pois, dentro da mesma lógica com que praticamente 100% dos brasileiros estão em campanha aberta por menos impostos, principalmente com relação a volta da CPMF, é preciso que, de forma desesperada, lutem pelo fim dos DIREITOS E PRIVILÉGIOS ADQUIRIDOS. Desta vez até eventuais problemas de consciência deixam de existir. O problema está, exclusivamente, no CAIXA.
DOIS MIL E CRISE
Como nada vai acontecer por milagre, mas por vontade de mudar, a hora é esta. É preciso, portanto, aproveitar a aceitação e o convencimento de que o DIAGNÓSTICO é correto e partir, definitivamente, para o TRATAMENTO. Quanto mais cedo, menor será a presença da CRISE.
Em tempo: este foi apenas o ANO DE DOIS MIL E CRISE. O próximo já assegura que será o ANO DE DOIS MIL E CATÁSTROFE...