DOIS GRUPOS
Antes de tudo é preciso admitir que todo cidadão é um PAGADOR DE IMPOSTOS. Entretanto, no Brasil, notadamente no RS e em Porto Alegre, ao longo do tempo os governos acabaram por distribuir os cidadãos (gaúchos e porto-alegrenses), em dois grupos bem distintos, de forma revoltante e, portanto, nada honesta.
PAGADORES E RECEBEDORES DE IMPOSTOS
Enquanto a maior parte dos cidadãos (algo como 97%) é formada por PAGADORES DE IMPOSTOS, um grupo menor (algo como 3% da população), é formado por privilegiados RECEBEDORES DE IMPOSTOS. A propósito, como bem lembrou Adriano Gianturco, na palestra que proferiu no Fórum da Liberdade, QUEM TRABALHA NO GOVERNO NÃO VIVE PARA PAGAR IMPOSTO, MAS PARA RECEBER IMPOSTO.
IGUAIS PERANTE A LEI????
O curioso, para não dizer LAMENTÁVEL, é que a palavra DEMOCRACIA é dita e repetida, à exaustão, em todos os lugares deste nosso imenso Brasil. Ora, que tipo de DEMOCRACIA vive o nosso Brasil que distribui seus cidadãos em DUAS CLASSES ABSURDAMENTE DISTINTAS?
IGUAIS????
Mais: onde sequer existe JUSTIÇA, a considerar a flagrante e escancarada falta de cumprimento da Constituição Federal Brasileira, que no seu artigo 5º diz: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade”.
DIREITOS E DEVERES
Para piorar observem que a péssima Constituição Brasileira impõe DIREITOS ADQUIRIDOS, com nojentas CLAUSULAS PÉTREAS, para privilegiados RECEBEDORES DE IMPOSTOS. Para os estúpidos PAGADORES DE IMPOSTOS, da mesma forma blindados por CLÁUSULAS PÉTREAS, a nossa Carta impõe DEVERES DE PAGAR A CONTA DOS PRIVILEGIADOS. Pode?
RENÚNCIA OBRIGATÓRIA
Ah, isto tudo sem considerar que 48 milhões de inscritos no Bolsa Família (23,48% da população) também integram a lista dos RECEBEDORES DE IMPOSTOS. Só em 2017 os PAGADORES DE IMPOSTOS depositaram R$ 30 BILHÕES nas contas deste enorme contingente de brasileiros.
A rigor, trata-se de uma RENÚNCIA OBRIGATÓRIA de desejos pessoais para poder satisfazer os desejos dos fantásticos RECEBEDORES DE IMPOSTOS. Que tal?