JEITINHO PERIGOSODe nada adianta ficar fazendo acordos, decidir formas de pagamento das dívidas dos Estados e municípios, se alguns espertos sequer esperam a tinta da caneta secar para pensar como fugir da responsabilidade, do acordo firmado. Este estúpido e já famoso jeitinho brasileiro, que, lamentavelmente, poucas vezes é usado pelo lado bom e ético, tem sido um dos grandes responsáveis pela nossa baixa credibilidade.
EXEMPLOS LAMENTÁVEISVejam tal exemplo destes expedientes nas propostas populistas e perigosas promovidas, tanto pelo prefeito de São Paulo, José Serra, quanto pelo deputado Ônix Lorenzoni. Ambas bastante decepcionantes. O primeiro tenta influenciar os prefeitos das capitais a contornar a LRF. O segundo quer que o Estado do RS, seja declarado como de situação de emergência e peça, assim, uma moratória da dívida do RS para com a União por seis meses.
BRINCADEIRA?Até parece brincadeira, não é mesmo? Mas não poderia nem deveria, pois brincar com coisa séria só demonstra mais irresponsabilidade e grande chance para o desastre. Até parece que com medidas tão estranhas nós vamos nos livrar das dívidas pesadas que por jeitinhos foram aumentando drasticamente e sendo contabilizadas ao longo de séculos.
REDUÇÃO DOS JUROS?E depois, são os mesmos que movimentam a opinião pública para a redução das taxas de juros. Como? A cada forma de contorno proposta e criada, como a dívida não desaparece, novos títulos precisam sempre ser emitidos para poder saldar aquilo que os devedores irresponsáveis vivem tentando se esquivar.
UMA TAL DE REFORMAA votação de uma tal de reforma tributária, por acordo de parlamentares e governo, foi adiada para o dia 29 de março próximo. O projeto, caso aprovado, até que é um avanço se comparado com a forma atualmente praticada. Mas é um desastre se comparado com a necessária excelência tributária.
ALTA TECNOLOGIACom a alta tecnologia hoje disponível, o que poderia contribuir decisivamente para estabelecer um sistema ideal e insonegável de impostos, esta que está sendo proposta fica muito longe de ser considerada uma reforma. A experiência feita, por exemplo com a CPMF, apesar de ser um imposto desastroso, vale para mostrar como todos podem e são atingidos. E a eficiência da forma é atribuída exclusivamente à tecnologia da informação.
PORCARIA TRIBUTÁRIAEm resumo, como não temos maturidade, vontade e interesse, comprovados, em fazer aquilo que é necessário e certo, muita gente vai encerrar o assunto e dizer aos quatro cantos do mundo de que finalmente tivemos uma reforma. Gente, não é nada disso: vamos continuar, isto sim, vivendo com uma fedorenta porcaria tributária.
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