ENXERGAR O PROBLEMA
Este rumoroso tema que trata dos altos preços dos combustíveis praticados no nosso empobrecido, preguiçoso e mal educado Brasil, merece vários editoriais. Principalmente, porque os brasileiros em geral insistem, constantemente, em não querer enxergar onde residem os maiores problemas.
PREGUIÇA DECLARADA
Como a grande maioria do povo brasileiro, por preguiça declarada, sabidamente é educada mais pela mídia e pouco pelos livros técnicos, basta que os meios de comunicação se recusem a fornecer os devidos esclarecimentos sobre determinados temas para que a ignorância cresça e dificulte, inclusive, o entendimento no futuro.
FORMAÇÃO DE PREÇOS
Sem demonstrar o mínimo interesse em conhecer a formação do preço dos bens e serviços que consome no dia a dia, grande parte dos brasileiros, quando se defronta com altas de preços, como é o caso dos combustíveis, ao invés de responsabilizar o grande vilão -ESTADO BRASILEIRO- (União, Estados e Municípios), que fica com mais de 50% do valor desembolsado pelo consumidor, corre para colocar a culpa no mercado, que faz apenas o papel de -carteiro- que entrega as oscilações de preços de todas as matérias-primas (commodities).
TABELAMENTOS
O fato é que depois de tantos erros cometidos por todos os governos anteriores, que insistiram sempre com os estúpidos tabelamentos e desorganização de preços de -energia, combustíveis e comunicação-, por exemplo, o atual governo, felizmente, preferiu não admitir que qualquer estatal cave a sua sepultura, ao assumir os prejuízos criados por preços subsidiados.
REFINARIAS
Gostem ou não, o fato é que quem determina o preço -net- dos combustíveis e demais derivados é a cotação do barril de petróleo no mercado internacional. Este é o preço que as refinarias pagam para poder processar e extrair os subprodutos que derivam do óleo bruto.
GRANDE VILÃO
Quando os combustíveis (gasolina e diesel) chegam aos postos espalhados por todo o país, o valor faturado pelas refinarias, através da -substituição tributária-, é acrescido em mais 50%, cuja importância vai imediatamente para a conta do GRANDE VILÃO, que congrega a União, Estados (principalmente) e Municípios.
OPEP
Ora, uma vez conhecendo o processo e o grande vilão, o que se espera é que todos os movimentos se voltem para o real inimigo. Se alguém entender que o problema está no preço praticado no mercado internacional, aí a recomendação é que conversem ao pé do ouvido com a turma da OPEP. O cartel, pelas decisões que toma, influencia na oferta/demanda do mercado internacional. Que tal?