EDIÇÃO DE ANIVERSÁRIO
Neste domingo, 11 de outubro, o Ponto Critico completa 14 ANOS DE EXISTÊNCIA. Como já contei em várias oportunidades, para homenagear, ainda que de forma muito humilde e despretensiosa, o economista -liberal- Roberto Campos, que faleceu em 09/10/2001 (dois dias antes) resolvi que o melhor seria através de editoriais (já são mais de 3200 ao longo desses 14 anos) que tivessem os mesmos propósitos.
TEXTO DO ROBERTO CAMPOS
Para brindar os leitores fui atrás de um editorial que pudesse retratar a situação que estamos vivendo e presenciando. Encontrei este aí, que foi publicado na Edição de Aniversário de 2004, quando o Ponto Crítico completava QUATRO ANOS de existência. No primeiro Bloco publiquei um trecho de tantos artigos escritos pelo saudoso Roberto Campos. Eis:
Sem Título
Quando já parecia claro e evidente que o SOLICIALISMO não representa o caminho do sucesso e da vitória, comparado com as vantagens inequívocas do CAPITALISMO, estamos percebendo que a América Latina como um todo está voltando (já voltou) rapidamente ao passado. Está ficando bem longe da trilha, das rotas corretas e bem identificadas com a riqueza e a liberdade.
CRÍTICAS FUNDAMENTADAS
É exatamente por isso que o PONTO CRITICO tem se posicionado sempre, e diariamente, com críticas fundamentadas evidenciando a lógica do raciocínio. Numa busca incessante de explicar da melhor forma que as nossas mazelas são debitadas, em muito, por ideologia equivocada, excesso de intervenção governamental, altos impostos e muito gasto público.
ÓDIO AOS POBRES
Segundo Campos, as esquerdas brasileiras, apaixonadas pelo dirigismo, certamente não amam os pobres. Ao contrário. Pelas atitudes tomadas e pelas leis que tem conseguido aprovar ao longo dos anos mostram que pobres e miseráveis precisam de esmolas. Assim, eles se mantém sempre fiéis às suas vontades.
PRINCÍPIOS EQUIVOCADOS
Defendem, portanto, os privilegiados com vantagens especiais da Previdência Pública; apoiam privilégios de algumas empresas públicas que nunca servem bem ao público e ainda oneram o Tesouro; reclamam muito da falta de empregos, mas hostilizam os investidores estrangeiros capazes de criá-los; querem sempre mais e mais impostos sobre os ricos, esquecidos que a técnica socialista de empobrecer os ricos para enriquecer os pobres nunca foi bem-sucedida, em nenhum país.
CRETINICE IDEOLÓGICA
Em suma, o esquerdismo brasileiro é um teimoso gladiador em perene luta contra a lógica econômica e a experiência da história. O slogan: "O capitalismo é bom para produzir e o socialismo é bom para distribuir" é apenas uma mistura de cretinice acadêmica e falsidade ideológica, afirmava sempre o saudoso Roberto Campos.
Amém.