PRINCIPAL NOTÍCIA
Ao longo deste período em que o Brasil, notadamente o Rio, cidade sede das Olimpíadas 2016, vive as delícias da realização dos Jogos Olímpicos, a maioria das notícias que não dizem respeito ao importante evento esportivo se veem obrigadas a entrar na fila, esperando que sobre algum espaço para serem divulgadas.
CERIMÔNIA DE ABERTURA
Ainda que as competições estejam acontecendo normalmente, com inúmeras medalhas já conquistadas por atletas de vários países, nas mais variadas modalidades esportivas, o fato é que a maravilhosa cerimônia de abertura das Olimpíadas 2016, que aconteceu na última sexta-feira, continua produzindo grandes comentários, todos carregados de fortes elogios.
SEM GALVÃO
Pois, da mesma forma como praticamente todos que assistiram e cerimônia, confesso que gostei muito de tudo que vi pela televisão. Creio, inclusive, que muito do que gostei se deve, primeiramente, ao fato de ter escolhido um canal de televisão que não tinha o cansativo Galvão Bueno como narrador. Isto, sem dúvida, já melhora qualquer evento.
QUADRO GERAL DE MEDALHAS
Entretanto, ao longo do final da semana fui percebendo que o Brasil se mostrou ao mundo todo como muito bom naquilo que não concorre nas Olimpíadas e/ou não faz parte das modalidades de disputa olímpica. Basta ver a nossa pobre posição no quadro geral de medalhas.
MAIS ANFITRIÕES, MENOS CONCORRENTES
Pelo visto o Brasil só se preparou mesmo para fazer bonito na Cerimônia de Abertura. Se em algumas modalidades esportivas temos boas chances de medalhas, por aquilo que já se viu na sexta-feira à noite resolvemos ser mais anfitriões e menos concorrentes.
PROPÓSITO MAIOR
Não parece muito estranho, caro leitor, um país fazer tanta força, gastando enormes somas, com o propósito de ser apenas o país-sede de um evento esportivo? No mínimo, o que se poderia esperar é que o Brasil fosse se interessar em fazer nas mais diversas modalidades olímpicas o que foi capaz de fazer na FESTA DE ABERTURA. Afinal, não é este o propósito maior?
O PREÇO NÃO INTERESSA
Aliás, a rigor, como bem disse o pensador Rodrigo Constantino, na análise que fez da cerimônia inicial, -o Brasil sabe fazer uma festa animada. O que não sabe fazer é um País decente!-. Com absoluta razão, Constantino ainda emendou: Para o brasileiro o importante é que a festa seja bonita. O preço não interessa. Disse tudo.