ESTRAGOS GARANTIDOS
Enquanto o mundo todo sofre com as consequências -iniciais- por conta dos CONFLITOS no Oriente Médio, onde o PETRÓLEO se destaca como AGENTE PROPULSOR DE ALTA DE PREÇOS de praticamente tudo que é TRANSPORTADO, FABRICADO, CONSUMIDO mundo afora, aqui no nosso empobrecido Brasil segue tramitando na Câmara dos Deputados uma CONFLITUOSA PEC -que VISA ACABAR COM A ESCALA 6x1 e REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO PARA 36 HORAS SEMANAIS -SEM REDUÇÃO SALARIAL-, cujas consequências, caso aprovada, GARANTEM GRANDES E INEVITÁVEIS ESTRAGOS.
NÚMEROS INDISCUTÍVEIS
A considerar o que está sendo noticiado, é preocupante a percepção de que todos os SÉRIOS E COMPROVADOS ESTUDOS produzidos por todas as entidades e associações empresariais do país e fora dele, não estão sendo levados em correta conta. Ou seja, os GRITANTES NÚMEROS -absolutamente INDISCUTÍVEIS não se mostram minimamente suficientes para ABRIR A CABEÇA DOS NOSSOS PARLAMENTARES.
CONSEQUÊNCIA IMEDIATA
Gostem ou não, o FATO de simplesmente ACABAR COM A ESCALA 6 X 1 -SEM REDUÇÃO -PROPORCIONAL- DOS SALÁRIOS DOS TRABALHADORES-, resultará -INEVITAVELMENTE , em:
1- A DIMINUIÇÃO DO NÚMEROS DE EMPREGADOS,
2- REPASSE IMEDIATO DO CUSTO DO AUMENTO DE SALÁRIO EM TODOS OS PRODUTOS FABRICADOS TRANSPORTADOS E CONSUMIDOS NO PAÍS;
3- DIMINUIÇÃO AINDA MAIOR DA PRODUTIVIDADE, QUE JÁ É EXTREMAMENTE BAIXA NO BRASIL.
O BASIL ESTÁ MADURO???
Chama muito a atenção o fato de o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, dizer, ontem que "O BRASIL ESTÁ MADURO PARA ENFRENTAR A ESCALA 6 X 1". Ou seja, não levou em conta que 67% dos trabalhadores formais têm jornada contratual entre 41 e 44 horas semanais. Na indústria, esse percentual é ainda maior: 91,7% dos empregados formais cumprem carga horária nesse intervalo. E na INDÚSTRIA DE TRANSFORMAÇÃO, segmento intensivo em mão de obra, 92,3% dos trabalhadores atuam com jornadas entre 41 e 44 horas por semana.
PRODUTIVIDADE
Fico com a clara impressão de que Motta não leu o estudo da FIERGS, no qual aponta que a produtividade do trabalhador brasileiro corresponde a cerca de 25% da alcançada por um trabalhador norte-americano, ou seja, em média, um trabalhador dos EUA produz aproximadamente quatro vezes mais no mesmo período. Mais: entre 1990 e 2024, a produtividade no Brasil cresceu apenas 0,9% ao ano, ritmo significativamente inferior ao observado em economias emergentes como China (8%), Índia (5,1%) e Coreia do Sul (4,2%).
“A evidência internacional sugere que países que conseguiram reduzir a jornada de trabalho de forma sustentável o fizeram apoiados em ganhos consistentes de produtividade, investimentos em educação, inovação e tecnologia”.