ELOGIOS E CRÍTICAS
Com poucos dias à frente do Ministério da Fazenda, o economista Joaquim Levy já recebeu alguns elogios e muitas críticas. Tanto pelas decisões que tomou até o presente momento quanto pelo que diz pretender fazer daqui para frente.
PAQUIDÉRMICO E DEFORMADO
Ora, quem tem uma mediana formação em economia e/ou em administração sabe muito bem que diante do paquidérmico e deformado corpo que compõe o setor público brasileiro, a fome por receitas tributárias é simplesmente insaciável.
Esta verdade é tão acaciana e incontestável que nem mesmo impondo uma carga tributária de 36% sobre o PIB, o governo consegue ser superavitário nas contas públicas.
ESCOLA DE CHICAGO
Como Joaquim Levy tem um currículo respeitável, com formação em economia pela Escola de Chicago, é impensável que o mesmo não tenha em mãos o correto diagnóstico dos males que levaram o país à tamanha e descomunal obesidade.
Mais: Levy sabe que para chegar a este estado deplorável, o setor público do país foi conduzido por gente safada e incompetente.
TRANSFUSÃO DE SANGUE
Como não obteve, certamente, autorização do governo para ministrar um regime alimentar de choque, visando uma imediata diminuição de peso, capaz de fazer o doente levantar da cama, Levy se decidiu por uma injeção de mais sangue nas veias do corpo deformado, que diga-se de passagem já se encontram fortemente entupidas por privilégios e gorduras com alto teor de veneno.
TRATAMENTO DE CHOQUE
O tratamento de choque, que até qualquer curandeiro sabe, deveria contemplar, no mínimo as duas coisas:
1- diminuição de peso através de alimentação reduzida; e,
2- injeções de substâncias visando um aproveitamento correto e inteligente do sangue bom, para que não seja desperdiçado em nenhum momento.
RESPIRANDO POR APARELHOS
Infelizmente, como se viu até agora, Levy só tratou de, compulsoriamente, tirar mais sangue da sociedade -em forma de impostos e contribuições- para satisfazer a insaciável fome e sede do paquidérmico Estado Brasileiro. Quanto ao regime alimentar, extremamente necessário, nenhuma providência ou comentário. Zero.
Ou seja: para manter o corpo esfomeado do setor público vivo e faceiro, os já anêmicos fornecedores de sangue (pagadores de impostos) vão precisar respirar por aparelhos. Pode?
DIMINUIR O CONSUMO
Como o perdulário, incompetente e corrupto governo liderado pela presidente Dilma Neocomunista Rousseff, só se preocupou em dar um choque de consumo sem dar a mínima pelota para um equivalente choque de oferta, fica evidente que o propósito do aumento de juros e das alíquotas de impostos e contribuições não é arrecadar mais. Vai conseguir, exclusivamente, diminuição de consumo. E, para tanto, vai matar quem cuida de oferta. Pode?
Aliás, ontem, na entrevista que deu em Davos, o ministro Levy deixou escapar que as medidas tomadas visam reorganizar as contas públicas do país. Para bom (ou mau) entendedor fica evidente que só se organiza (?) aquilo que estava desorganizado. E, como se sabe, muito desorganizado.