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21 jan 2015

GOVERNO VICIADO EM IMPOSTOS -IMPOSTÓLATRA-


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O PROBLEMA MAIOR É A INCOMPETÊNCIA

Antes de tudo é preciso deixar bem claro que a falta de chuvas em todo o país, ainda que represente uma enorme dificuldade na geração de energia hidroelétrica, não consegue esconder a incompetência deste governo. Principalmente por impedir, de todas as formas, que investimentos necessários fossem feitos nas áreas de geração e transmissão. 


CAOS TOTAL

Ora, se o APAGÃO já está produzindo enormes dificuldades para que o país consiga crescer 0,2%, fico imaginando o que aconteceria caso o nosso PIB apresentasse uma taxa de crescimento de apenas 1%. Bastaria esta sofrível taxa de crescimento para enfiar o Brasil no caos energético total. 


RAZÃO PARA O AUMENTO DE IMPOSTOS

Diante deste quadro de escassez de energia e abundância de incompetência fica evidente a razão que levou o ministro Joaquim Levy a propor mais aumento de impostos:  como não há energia suficiente para produzir, e o crédito ficou mais caro para o consumidor, por exemplo, isto já basta para que ninguém precise usar aparelhos elétricos. Que tal?  


SACO DE MALDADES

Aliás, falando em Joaquim Levy, que dois dias atrás despejou seu saco de maldades tributárias, transcrevo aí abaixo o texto que o economista e pensador (Pensar+) Paulo Rabello de Castro publicou no seu blog -Hotline-, com o título -Elevação de tributos marca a orientação da atual equipe de Dilma-. Eis:
 


EQUILÍBRIO VIA IMPOSTOS

O recurso ao bolso do contribuinte foi mais uma vez utilizado por uma equipe de governo para buscar o equilíbrio perdido entre receitas e despesas públicas. Desta vez, o peso das medidas recaiu sobre o IOF e a CIDE, sendo esta recomposta em R$ 0,22/litro da gasolina e R$0,15/l de diesel, enquanto nas operações de crédito de pessoas físicas a alíquota dobrou de 1,5% para 3%. Outras medidas foram tomadas, como elevação de PIS/Cofins para 11,25% sobre importados e mais IPI para cosméticos. O ministro Levy buscou justificativa na recomposição da “confiança na economia”. Apareceu para o anúncio dessa escalada tributária ao lado do seu novo secretário da Receita Federal, Jorge Rachid.
 


IMPOSTÓLATRA

As medidas são sintomáticas de que nada mudou no modo de se buscar equilíbrio nas contas públicas. O compromisso do governo é alcançar, custe o que custar, o prometido 1,2% do PIB em superávit primário, convencido de ser este o caminho para resgatar a tal confiança dos mercados. Vários economistas concordam que as medidas estão no rumo correto. Discordamos. O governo sofre de vício arrecadatório. Tornou-se um “impostólatra”.. 


DILMA INSENSÍVEL

Se o superávit fiscal deve ser obtido, que o seja pelo lado da despesa pública que, há mais de uma década, cresce todos os anos entre o dobro e o triplo (!) da expansão do PIB. Por isso a carga tributária continuará a aumentar. Além disso, as últimas medidas sofrem de viés recessivo, pois batem num fenômeno morto – a expansão do consumo – ao elevar o custo para os mutuários que renegociam suas dívidas penosamente, enquanto se aumenta o custo dos combustíveis num momento de perda maior da competitividade brasileira, com o rebaixamento do preço da energia em todo o mundo, menos no Brasil.

Não há como se recompor confiança no futuro enquanto o governo, hoje insensível à mudança estrutural no seu padrão de gastos, não começar a fazer o que Dilma acaba de decretar sobre os contribuintes, ao vetar o aumento de 6,5% na tabela do IR.