A ESPERA DO DESTINOOs países latinos sempre se caracterizam pela indolência de seus habitantes e pela expectativa de que é a natureza quem cuida do futuro das pessoas. Seus povos, exatamente por isso, geralmente atribuem ao destino todas as conquistas alcançadas e os fracassos obtidos. Daí a razão pela qual se ouve, repetidas vezes, aquele velho e surrado - se Deus quiser - para tudo o que está para acontecer. Esta máxima vale mesmo para tudo. Para eleições, empregos, namoros, casamentos, competições esportivas, vendas, saúde etc, etc.
OS MAIS CONVENCIDOSPara quem vive nos países da Europa e na América do Norte há um grau menor de crenças de que as coisas em geral já estão reservadas para suas vidas. Eles estão bem mais convencidos de que o futuro está só nas suas mãos, nos seus atos e nas suas decisões. Investem muito, portanto, para tentar obter resultados e participar deles. E treinambastante para enfrentar a concorrência, usando a educação para obter melhora no trabalho. Procuram, por conseguinte, saber o máximo dos candidatos apolíticos para errarem o menos possível.
SEM DEPENDÊNCIANão é à toa, portanto, que eles fazem parte de países já desenvolvidos. Pela índole de procurarem constantemente mudar o mundo, transformando suas vidas antesda morte chegar, não mostram o espírito de vencidos ou perseguidos. Nada de coitadismo e de acomodação. Sabem que quem quer crescer não pode depender do clima ou das riquezas vegetais ou minerais. É preciso antes de tudo muito conhecimento para fazer as transformações. Os últimos a perceberem esta lógica e esta situação foram os povos asiáticos.
RESISTÊNCIANós, brasileiros, mesmo sabendo que a roda já foi inventada, e por isto bastaria copiá-la, ainda resistimos drasticamente para ter os melhores modelos. O curioso é que aqueles paises que mais estão crescendo também não têm recursos suficientes para tanto.Mas, devido ao uso dos capitais internacionais e ao mercado de capitais, o atalho está sendomuito utilizado e as conquistas acontecendo muito rapidamente. E não se ouve em momento algum é que tudo está sendo mera obra do destino.
MODELANDO O FUTUROTenho sido indagado em diversas ocasiões sobre aquilo que este governo estaria fazendo para definir, ou melhor, delinear o nosso futuro. Ou, como estaremos daqui a dez ou vinte anos à frente? A pergunta já identifica que muita gente ainda não percebeu claramente o que este governo está fazendo e que está mudando o nosso perfil. Pelo fato de que a política macroeconômica do governo anterior estar sendo mantida por este, e até aperfeiçoada em alguns pontos, deixamos de observar o câncer, o tumor maligno e destruidor que está liquidando outras áreas.
NACIONALISMOAproveitando a simpatia muito antiga que o nosso povo nutre pelo ultranacionalismo, o governo vem demonizando, dia após dia, os investimentos internacionais assim como a própria formação da ALCA. Esta estratégia, embora conhecida por muitos, não despertou na sociedade o sentimento do equivoco ao qual estamos sendo levados.
FUNCIONALISMONeste campo é de assustar o número de contratações que vem sendo feitas. A cada mês o aumento das despesas com pessoal contratado é acima de qualquer expectativa e não acompanha, na proporção, o ritmo que é bem menor do crescimento das receitas fiscais. São as contratações dos governantes e seus aliados que no futuro, em qualquer situação, dificilmente deixarão de existir.
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