Artigos

03 mar 2020

CONSEQUÊNCIAS DO COVID-19


Compartilhe!           

COVID-19

Por tudo que foi noticiado ao longo destas duas últimas semanas quanto ao -ameaçador- e -preocupante- vírus COVID-19, e, principalmente pelos resultados que foram colhidos até agora, a conclusão que se oferece, ainda que nada tenha de surpreendente no que diz respeito ao nosso imenso Brasil, é a seguinte:


NO TOCANTE À SAÚDE DO POVO

1- No tocante aos estragos à SAÚDE DOS BRASILEIROS, os infectados pelo COVID-19, felizmente, não ganharam destaque suficiente para produzir um grande alarme. Vejam que em termos RELATIVOS o número de suspeitos de infecção é praticamente igual a zero. E em termos ABSOLUTOS a doença se mostra muito distante de uma grave ameaça.


ECONOMIA

2- Entretanto, sob o ASPECTO ECONÔMICO, aí não se pode dizer o mesmo.  Ainda que em termos de FLUXO COMERCIAL o nosso empobrecido Brasil é um player -insignificante- (a nossa participação está em torno de 1,5% do comércio internacional) o fato é que a dependência que temos da China, notadamente das commodities que mais exportamos, é brutal.


REVISÃO DE CRESCIMENTO DO PIB

3- Além da dependência externa quanto às exportações para a China,  também não são poucos os produtos que importamos daquele país e outros localizados na Ásia. Como o COVID-19 está impondo paralisações de inúmeras atividades naquele continente, quem depende de produtos importados já está sofrendo. Isto faz, inevitavelmente, com que as projeções de crescimento do nosso PIB sejam revisadas para baixo.


PREOCUPAÇÃO PARA QUEM PRODUZ

4- Ora, isto é coisa que preocupa, e muito, apenas àqueles que FAZEM O PRODUTO E/OU SERVIÇOS no nosso imenso Brasil. Para os SERVIDORES PÚBLICOS, que nada produzem (mas se apoderam de tudo que é PRODUZIDO), o lado ECONÔMICO do COVID-19 não causa preocupação alguma:  a  estabilidade no emprego e as inúmeras e nojentas regalias que só são conferidas à PRIMEIRA CLASSE,  estão plenamente asseguradas pela CONSTITUIÇÃO CIDADÃ(???). Isto faz com que qualquer crise passe longe do SETOR PÚBLICO do nosso Brasil. Que tal?