CAUSAS E FEITOSOs nossos senadores, infelizmente, ainda não sabem o papel que lhes compete como parlamentares. A única coisa que parecem ter na cabeça é a constante necessidade de fazer despesas. Grandes despesas, por certo. Aceitaram, ontem, ouvir o ministro Palocci, que resolveu ir a CAE por antecipação. Mas, ao reclamarem dos impostos e juros altos e do cambio baixo, mostraram desconhecer que são eles os grandes protagonistas do desequilíbrio fiscal e tributário que nos aflige. Votam, diaria e desesperadamente, por mais e mais despesas, que por sua vez promovem juros cada vez mais altos para tentar frear a elevação da inflação. Desconhecem por completo as relações de Causas e Efeitos.
FICOU FÁCIL FALAR E AGRADARJá o ministro Palocci, diante de tanta gente medíocre mostrou, mais uma vez, ser um sujeito elegante, muito educado e bastante convincente. Tudo aquilo que falta à maioria dos nossos senadores que o argüiram, ontem, na CAE. Com esta a grande diferença mostrada a favor de Palocci, que não é recente, ficou fácil chegar, falar e agradar. Assim não há como questionar, pois a mediocridade dos senadores é algo de arrepiar. Gente, de novo: eles sequer sabem que as despesas governamentais, que nos obrigam a pagar por uma carga tributária elevada, só existem porque foram votadas e aprovadas por eles.
DIDÁTICOO que se viu e ouviu ontem foi, de novo, um farto exercício de incapacidade e babaquices, protagonizada pelos nossos senadores. Ninguém tem idéia de como e porque acabaram escolhidos para comporem a tal Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Palocci, em muitos momentos, foi obrigado a ser didático, paciente e repetitivo para expor aos despreparados senadores as decisões que se impõem e se tornam necessárias na área econômica. Eles mostraram não saber que, dependendo da política ou decisão adotada, o comportamento das variáveis de mercado pode pôr tudo a perder.
SEM IDEOLOGIAEnfim, tudo aquilo que já é sabido pelos mais responsáveis, ainda não foi percebido pelos nossos senadores. Desconhecem que as nossas graves doenças, cultivadas e promovidas pela gastança geral de governos, só existe por aprovação do Senado. Tudo o que está exigindo hoje os remédios amargos para colocar o Brasil nos trilhos do desenvolvimento e da confiança dos investidores, nada tem de ideológico. Repito: Palocci, só por ser responsável e não um petista ideológico, vem sendo pressionado para deixar o cargo. Tenho sido, como todos bem sabem, um crítico do PT pela sua ideologia atrasada e destruidora, mas ao há como deixar de admitir que a política econômica, comandada por Palocci, não peca por esta falha. É pura responsabilidade.
REFORMASQuem não quer a atual linha dura na economia é porque não quer a cura dos males. Toda a energia que tem sido despendida para criticar os juros e o câmbio, e que não tem sido pouca, deveria ser única e fortemente direcionada para convencer os despreparados para fazerem as reformas necessárias, adequadas e corretas. Rombos menores na Previdência representariam carga tributária mais palatável além de crescimento econômico mais vigoroso. Reforma na CLT que possa diminuir o custo do emprego para os trabalhadores e empresas, diminuiria a informalidade além de estimular as atividades e o emprego. Reforma fiscal e tributária facilitariam o entendimento dos contribuintes com gestão competente e menores esqueletos a serem desenterrados.
SECRETÁRIOS DA DESPESAO enfrentamento, com êxito, destes pontos promoveriam, sem dúvida, uma imediata queda do risco-país e dos juros. O aumento da atividade, por conseqüência, promoveria um choque de oferta de produtos que afastaria a elevação da inflação. Esta é a guerra, gente, que precisa ser declarada. Mas não com estes senadores e deputados. Eles são os legítimos Secretários da Despesa Federal. Só sabem fazer despesas.
SOCIALMENTE RESPONSÁVEISA Aracruz está entre as 50 companhias do ranking de empresas socialmente responsáveis criado pela Petros, fundo de pensão dos funcionários da Petrobras, para orientar seus investimentos em ações. A lista funcionará como referência para o fundo e nasceu de uma metodologia desenvolvida especialmente para esse fim, segundo matéria publicada na Gazeta Mercantil de 28 de outubro. Receberam nota A apenas treze empresas, entre elas a Aracruz.
CAMPANHAA primeira-dama Claudia Rigotto reúne a imprensa, hoje, 17, às 14h, em seu gabinete, na ala residencial do Palácio Piratini, para lançamento da Campanha do Brinquedo 2005.
CURSOA Bolsa Brasileira de Mercadorias ? BBM ? e a Bolsa de Mercadorias & Futuros ? BM&F ? realizam no dia 23 de novembro em Porto Alegre o curso ?Derivativos Agropecuários ? Soja e Milho?. O evento ocorrerá no salão nobre do Hotel Plaza São Rafael, das 8h30min às 17h30min, sendo destinado a gerentes de empresas de insumos, cooperativas, cerealistas, armazenadores, produtores rurais e corretores de mercadorias. Inscrições, gratuitas podem ser feitas na BBM/RS, pelo fone (51) 3216.3753 ou e-mail: fabiana@bbmnetrs.com.br
CARVÃOA Sociedade de Engenharia do Rio Grande do Sul (Sergs) realizará amanhã, 6ª feira, o debate ?Carvão Mineral: Desafios e Oportunidades?, das 8h30min às 11h45min, no auditório da entidade, Trav. Acylino de Carvalho, nº 33 ? 9º andar.
SEMINÁRIOA revista AMANHÃ em parceria com o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) promove o Seminário Sustentabilidade ? O papel das empresas, no próximo dia 24 de novembro, em Porto Alegre. Como o tema é considerado um dos mais importantes na agenda das empresas que desejam crescer no século 21, o evento terá foco em esclarecer o conceito de desenvolvimento sustentável, que apesar de não ser totalmente desconhecido ainda é gera muita dúvida e controvérsia. Dia 24 de novembro, das 8h30 às 12h, no Hotel Plaza São Rafael, Porto Alegre. O evento é gratuito, mas necessita de inscrição. Entrar em contato com o departamento de eventos pelo fone (51) 3230-3519.
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