REINANDO NO INFERNOConfesso que nunca vi alguém ser tão criticado e escorraçado como o nosso governador Rigotto, depois de ter feito o que fez. Aliás, tudo fruto de sua enorme fraqueza, despreparo e falta de palavra. Agora vai reinar no inferno e deixará de ser considerado pelas coisas boas que pudesse ter feito. O estrago provocado no sentimento de todos os gaúchos (salvo na cabeça de sua equipe e de 27 deputados) pelo aumento do ICMS foi de tal monta que não admite comparações e ressalvas. Gente, foi um desastre monumental.
A ÚNICA SAÍDAA pergunta que resta: há ainda alguma forma de reconciliação do governador com uma sociedade tão magoada? Sim, existe uma, embora a desconfiança sempre estará por perto. A única saída que Rigotto dispõe, e que ainda pode promover, é simplesmente deixar de usar a demoníaca autorização recebida pelos fracassados e incompetentes deputados.
RECUPERAR A FACEOu seja, até abril de 2005 há tempo para um arrependimento do mal que fez. Basta não aumentar as alíquotas do ICMS sobre telefonia, combustíveis e energia. Mas, se quiser recuperar a face totalmente e voltar a ter credibilidade, além de não usar o direito de aumentar, deveria usar da boa vontade de baixar o ICMS, que já é extremamente elevado para os serviços atingidos. A decisão é sua, governador. O senhor tem estômago para tanto?
O IMPOSTOR E O AMANTE DE IMPOSTOSSegundo os dicionários brasileiros, impostor é aquele que tem impostura. É um embusteiro, um hipócrita, aquele que usa o artifício para enganar. Impostura é tal qual um trapo que se prende ao anzol para atrair peixes. Qualquer semelhança com aqueles que nos levam a votar nos seus projetos e propostas e depois de eleitos mudam os planos, o que significa? Serão eles só amantes de impostos?
OS FALIDOSA estimativa da CNM - Confederação Nacional dos Municípios - é de que a metade dos municípios no Brasil estão falidos. Ora, isto foi cantado em prosa e verso desde que começaram a pipocar as emancipações. E mais uma vez a burrice e o despreparo do povo brasileiro ficou estampado. Ao invés de procurarem melhorar as administrações públicas entenderam que deveriam aumentar o número de municípios. Junto com eles vieram novas contas, com as Câmaras, as delegacias, o Ministério Público, o Judiciário e os funcionários de todos os órgãos criados.
AUMENTO DE GASTOSA partir daí os gastos aumentaram astronomicamente e as receitas nem tanto, pois tudo tem limite. Muita gente simplesmente deixou de pagar impostos. Outros nunca pagaram e ainda trataram de aumentar suas atividades informais evitando contribuir para desperdícios absurdos. Ou seja, os inteligentes foram os que optaram pela informalidade. Os espertos ficaram com o que ainda entra nos cofres públicos. E os trouxas continuam pagando para sartisfazer somente aos espertos, nunca para receberem os benefícios prometidos pela legislação.
FALTA DE CAPACIDADEO curioso nisto tudo é que a Lei de Falências só serve para empresas. Mas foi aprovado por funcionários públicos. Porque não estenderam as prerrogativas da lei para os prefeitos? Antes de reclamar que a União fica com o bolo maior da arrecadação tributária está mais do que na hora de fazer administrações corretas. Chega de por a culpa de tudo nos outros. Ou alguém defende que os prefeitos são capazes? Sai dessa.
COMPENSAÇÃO NEFASTAA compensação pelo refresco concedido pelo governo no Imposto de Renda das Pessoas Físicas teve um preço pouco divulgado. Por medida provisória, Lula resolveu a questão: a perda de arrecadação pela revisão da tabela foi compensada pelo aumento o Imposto de Renda das empresas prestadoras de serviços que recolhem pelo regime de Lucro Presumido, onde o cálculo do lucro presumido passou de 32% do faturamento bruto para 40%, ou seja, um aumento de 25% no valor do imposto. Maravilha.
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