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QUANDO O CAOS É A SOLUÇÃO

ANO XIV - Nº 007/14 -

ATRAÇÃO FATAL

A intensa e conturbada paixão que a maioria do povo brasileiro nutre, abertamente, por empresas públicas (estatais), é algo que realmente impressiona. Sob todos os aspectos, esta relação possessiva mais parece uma ATRAÇÃO FATAL.

TRAIÇÕES E ESPANCAMENTOS

Além das flagrantes traições e dos constantes espancamentos, esta significativa parcela do povo brasileiro, como que querendo conquistar um amor não correspondido, ainda perdoa pelos saques que os governantes impõem aos pagadores de impostos, com o propósito (único) de manter e/ou aumentar os privilégios dos seus funcionários.

QUALIDADE DOS SERVIÇOS

O curioso é que esta relação, onde o divórcio é algo impensável para os apaixonados, não tem como objetivo melhorar a vida dos amantes. Até porque a qualidade dos serviços que prestam as estatais, além de tudo são de qualidade inferior aos prestados por empresas privadas. Sem considerar que as corporações se apropriam das estatais como se donos fossem.

CEGA E DESENFREADA

Se esta manifestação de amor é própria de enorme contingente do povo brasileiro, no Rio Grande do Sul a paixão ganha dimensão estratosférica: além de cega é desenfreada. Basta alguém pronunciar, mesmo à boca pequena, que é preciso privatizar, ou propor concessões de serviços à iniciativa privada, para que o mundo venha abaixo.

ESTATIZAR TUDO

Para piorar, se já são excomungados os que ousam falar em privatização, da mesma forma acontece com aqueles que se dizem a favor de REFORMAS. Embalados pelo efeito das drogas -pesadas- que os ocupantes das corporações distribuem, gratuitamente,  em doses cavalares, muitos gaúchos são levados a crer que antes de privatizar o melhor mesmo é estatizar tudo.

O MARAVILHOSO CAOS!

Podem estar certos: a venda ou -federalização- das estatais gaúchas, prevista para a aprovação do Regime de Recuperação Fiscal, tem tudo para não sair. O que no fundo no fundo é o melhor que pode acontecer para o RS, pois aí quem vai resolver a situação será o CAOS. O MARAVILHOSO CAOS!

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MARKET PLACE

  • IOF

    O Governo federal aumentou, de 0,38% para 1,10%, a alíquota do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) sobre a transferência de dinheiro de residentes brasileiros para contas de mesma titularidade no exterior. O objetivo é eliminar uma "distorção tributária".
    A medida, que vale tanto para contas de pessoas físicas quanto jurídicas, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (2) e já está valendo desde sábado, 03/03.

    Em nota, o Ministério da Fazenda afirmou que a alteração do Decreto nº 6.306 visa "equiparar a incidência de IOF nas operações de remessa de recursos de uma conta bancária no país para outra conta no exterior de mesma titularidade - tanto de pessoas físicas, quanto jurídicas - com as compras de moeda estrangeira em espécie".

  • ESPAÇO PENSAR+

    Eis o artigo do pensados Percival Puggina, com o título: ESTELIONATO UNIVERSITÁRIO E OS CURSOS SOBRE O “GOLPE” DE 2016:

    Art. 171 do Código Penal - Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento.

    A definição de estelionato serve como uma luva aos ardilosos cursos universitários de extensão que estão sendo organizados no ano eleitoral de 2018 e papagueiam sobre “O Golpe de 2016 e a Nova Onda Conservadora no Brasil”. Não ria que é sério. A moda começou na Universidade de Brasília e já repicou na UFRGS, no embalo de impróprias intenções e incompreensíveis justificativas. A diretora do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), em matéria publicada no jornal Zero Hora de 2 de março, afirmou que “em resumo, a gente acha que foi golpe”.

    Como os promotores do curso mandam no seu quadrado, farão um curso acadêmico sobre aquilo que “acham” (com dinheiro do contribuinte, claro, que ninguém dá aula de graça). Militância com contracheque, bem se vê, comprometida com a necessidade de enfrentar a “nova onda conservadora no Brasil”, inconveniente aos anseios “progressistas” dessa destapada militância acadêmica.

              A narrativa que convém aos partidos de esquerda, aquilo que eles acham, ficaria adequadamente exposto em salinhas dos diretórios do PT, PSOL, PCdoB e PSTU. Jamais com prerrogativas de extensão acadêmica, numa universidade federal. Todas as seis universidades que já anunciaram seus cursinhos para militantes são públicas. Por que será? Ao saber que o ministro da Educação solicitara a órgãos e instituições federais competentes que apurassem a responsabilidade administrativa dos promotores desses eventos, estes se insurgiram invocando “a autonomia universitária e a independência necessária para que a comunidade científica possa levar adiante o seu labor” (ainda no mesmo jornal). Filosofando com os cotovelos, em português ruim até para o ENEM, um professor de História adicionou que “as universidades devem esse compromisso com a sociedade, que é converter em conhecimento as opiniões, as teses diferentes”. Diferentes, professor? Cadê a diferença, se o curso já traz a conclusão no título?

    Trata-se, isto sim, de um esforço concentrado, em ano eleitoral, para transformar em “conhecimento” aquilo que os professores acham, reproduzindo o discurso de “golpe” e combatendo a “onda conservadora”. Tudo sem precisar mexer nos fundos partidários. Gleisi Hoffmann agradece a vantagem ilícita.

    Se alguém afirmar que esse tipo de ensino é o avesso do pluralismo inerente ao ambiente e ao espírito universitário, a resposta já vem colada na sola das havaianas que sustentam esse edifício retórico: “Quem acha que não foi golpe que crie seu curso”. Tal foi a manifestação de um parlamentar petista interrogado sobre o assunto em GaúchaZH de 01/03.

    Está completa a analogia com o estelionato: 1) obtenção de vantagem política e organização de militância jovem; 2) induzindo alguém ao erro pela ocultação do vasto contraditório disponível; 3) mediante uso ardiloso de meios públicos (a universidade federal); 4) em prejuízo da maioria da população brasileira que compreende a necessidade de retomar valores morais, ditos conservadores, que se perderam na bruma do “progressismo”.

FRASE DO DIA

O que é pior: chegar ao fundo do poço ou continuar caindo?