Artigos Anteriores

CLIMA ECONÔMICO RUIM

ANO XIV - Nº 007/14 -

CLIMA ECONÔMICO

Hoje pela manhã, ainda sob o efeito das ondas sonoras produzidas pelo xingamento destemperado que a presidente Dilma fez, na última segunda-feira, contra todos aqueles que criticam o seu adorável MODELO ECONÔMICO (do atraso), a Fundação Getúlio Vargas, em parceria com o Instituto IFO (alemão) divulgou o INDICADOR DE CLIMA ECONÔMICO (ICE) da América Latina. Vejam o que diz o estudo:

O BRASIL PIOROU

No trimestre encerrado em janeiro, o INDICADOR DA AMÉRICA LATINA avançou 8,0% (para 95 pontos). Em outubro, o índice trimestral havia registrado 88 pontos. De acordo com os componentes do indicador, houve melhora tanto na percepção do cenário atual quanto no futuro. Enquanto a América Latina como um todo avançou, o Brasil, entre os países emergentes, apresentou piora no clima econômico. O indicador do País passou de 95 pontos em outubro de 2013 para 89 pontos em janeiro deste ano, uma queda de 6,3%.

ABAIXO DA MÉDIA HISTÓRICA

O estudo mostra que tanto o Índice de Situação Atual (ISA) quanto o Índice de Expectativas (IE) do Brasil também caíram (6% e 11%, respectivamente). Mais: todos os indicadores estão abaixo da média histórica dos últimos dez anos. Entre os 11 países contemplados pela Sondagem, oito registraram ICE em zona de avaliação favorável, acima de 100 pontos: Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, México, Paraguai, Peru e Uruguai.

PUXANDO PARA BAIXO

Em nota, a FGV e IFO informam que o ICE geral da América Latina continua desfavorável porque Brasil, Venezuela e México, que explicam 36% da corrente de comércio, estão na zona abaixo dos 100 pontos. Ou seja: mesmo com a melhora dos indicadores dos outros países, o peso desses três leva a que o ICE da região ainda permaneça desfavorável. Que tal?

PLANO MUNDIAL

No plano mundial, o ICE continuou sua trajetória de ascensão iniciada em outubro de 2012 e alcançou 114 pontos em janeiro, ficando 8 pontos acima da média dos últimos dez anos. Essa melhora está associada aos resultados dos Estados Unidos (aumento de 19,4% no ICE) e da União Europeia (4,4%).

SERES DETESTÁVEIS

O fato de expor conteúdos sérios e pertinentes, infelizmente, nos faz seres detestáveis na ótica deste governo. Ao invés de admitir que o caminho escolhido é o mesmo que levou Cuba, Venezuela e Argentina ao fracasso econômico, a presidente Dilma xinga, sem perdão, todos aqueles que tem um único interesse: que o Brasil se desenvolva.

REAÇÃO ESPERADA

Diante de um estudo sério, cuja pesquisa é aplicada com a mesma metodologia em todos os países da região, seria muito importante que a equipe econômica da presidente Dilma se debruçasse sobre os números apresentados com profundidade. Entretanto, o que se espera é que Dilma reaja dizendo que a FGV e o IFO não gostam do Brasil.

Assine a Newsletter do Ponto Crítico

MARKET PLACE

  • VAREJO
    O índice de vendas no varejo restrito registrou queda de 0,2% em dezembro, na comparação mensal dessazonalizada. Esse resultado veio abaixo da expectativa do mercado (+0,3%) e da nossa projeção (+0,2%). Foi destaque o resultado negativo em combustíveis e lubrificantes (-1,9%), móveis e eletrodomésticos (-3,5%), artigos farmacêuticos (-1,2%) e equipamentos e materiais para escritório (-12,7%). Já o comércio ampliado (que também inclui veículos e materiais de construção) recuou -1,5% nesta base de comparação, abaixo da nossa projeção (+0,1%) e da mediana do mercado (-0,1%).
  • VEÍCULOS
    As vendas de veículos recuaram 3,3% no mês (em direção oposta aos dados da Fenabrave que mostraram aumento de 2,8%). Com esses resultados, o varejo restrito encerrou 2013 com alta acumulada de 4,3%, enquanto o ampliado apresentou alta de 3,6% no ano.
  • IRRECUPERÁVEL
    De acordo com levantamento realizado com lojistas da Capital do RS, quando a greve dos rodoviários completou 15 dias, as quedas nas vendas do comércio da cidade já chegam a uma média de 60%. Além do impacto negativo no resultado de janeiro, fevereiro também está comprometido. Para a maioria dos lojistas consultados, não há como reverter esse prejuízo. - Venda perdida não se recupera, mas precisaremos ser mais ativos e irmos até os clientes. O comércio terá de ser ainda mais criativo para se reerguer, afirma Ronaldo Sielichow, presidente do Sindilojas Porto Alegre. .
  • HORÁRIO DE VERÃO
    A 43ª edição do Horário de Verão termina à zero hora de domingo, dia 16, quando os relógios deverão ser atrasados em uma hora nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Distrito Federal.

FRASE DO DIA

O chamado -neoliberalismo- econômico do Brasil é um ente de ficção só existente na cabeça de acadêmicos marxistas, demagogos políticos ou jornalistas desinformados. Masturbam-se com o perigo do inexistente...

Roberto Campos