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BRASIL EM DAVOS: UM FEIRÃO DE OFERTAS

ANO XIV - Nº 007/14 -

PAULO GUEDES

Nesta edição do Fórum Econômico Mundial, o ministro Paulo Guedes, com o firme propósito de mostrar ao mundo todo que as REFORMAS em curso no nosso país vão colocar o Brasil num patamar jamais visto em termos de crescimento e desenvolvimento, abriu um verdadeiro FEIRÃO DE OFERTAS DE BONS E RAROS NEGÓCIOS para quem está disposto em investir. 

AGENDA

Se na edição -2019- do Fórum Econômico Mundial, que aconteceu poucos dias após a posse do presidente Jair Bolsonaro, a participação do Brasil serviu apenas e tão somente para mostrar uma série de BOAS INTENÇÕES, nesta edição -2020- o ministro Paulo Guedes se faz presente portando uma AGENDA que contém, além de diversas e importantes REALIZAÇÕES, um audacioso programa de DESESTATIZAÇÃO, com datas definidas para acontecer neste ano e seguintes.  

PIB DO SETOR PRIVADO

Para mostrar que a atividade econômica já se situa acima das expectativas do mercado, Guedes salientou, nas rodas em que participou, que o PIB do SETOR PRIVADO já está em trajetória de recuperação, graças a uma evolução positiva do INVESTIMENTO PRIVADO. Enquanto isso, o PIB do SETOR PÚBLICO segue encolhendo, por força de uma drástica redução do INVESTIMENTO PÚBLICO. 

RETOMADA

Esta RETOMADA das atividades do SETOR PRIVADO, para que fique bem claro,  já é possível atestar:  o crescimento interanual do SETOR PRIVADO (crescimento em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior) foi de +2,72%, enquanto a atividade do SETOR PÚBLICO recuou -2,25%.

TRAJETÓRIA

Detalhe importante: esta clara EVOLUÇÃO POSITIVA do SETOR PRIVADO, segundo o IBGE, tem sido observada desde o SEGUNDO TRIMESTRE DE 2019. Já a TRAJETÓRIA DESCENDENTE do SETOR PÚBLICO teve início no TERCEIRO TRIMESTRE de 2018.

TIRANDO OS ARPÕES

Ora, tanto para bom quanto para mau entendedor é impossível não dar total e absoluta razão ao ministro Paulo Guedes quando o mesmo afirma que o governo Bolsonaro está tirando, pouco a pouco, os arpões da baleia (Brasil). Sem eles o Brasil tem efetivas condições para experimentar um crescimento de 2,5% em 2020; 3% em 2021 e 4% em 2022. Alguém duvida? 

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MARKET PLACE

  • ESPAÇO PENSAR+ (1)

    Eis o texto do pensador Percival Puggina -LIBERDADE DE EXPRESSÃO E HIPOCRISIA- : 

             Tenho assistido eloquentes defesas da liberdade de expressão em meios de comunicação. E isso é muito bom. Mas seria melhor ainda se fossem menos seletivas. Citarei dois exemplos que acompanhei de perto.

    1º) O filme "1964, o Brasil entre armas e livros", assinado pelo Brasil Paralelo, teve estreia nacional no dia 31 de março de 2019 em dez salas da rede Cinemark. Estreou num dia e "desestreou" no outro, com a rede suspendendo as exibições diante dos protestos da esquerda, que não admite, sobre os fatos de 1964, qualquer contestação ou acréscimo à sua delirante narrativa, recheada de impossíveis heróis comunistas amantes da democracia e da liberdade.

    Não li nesses meios de comunicação, ditos zelosos defensores da liberdade, dois parágrafos críticos à abrupta decisão da rede Cinemark. As condenações dirigiam-se ao filme. Seus acusadores fazem questão de manter no desconhecimento inclusive os abundantes testemunhos de historiadores de esquerda e de protagonistas da luta armada, que recusam a farsa contestada no filme. "1964, o Brasil entre armas e livros", que inclui testemunho meu, tem aquela honestidade intelectual carente em seus críticos. Há nele depoimentos que chamam golpe de golpe, ditadura de ditadura e tortura de tortura. Mas chamam terrorismo de terrorismo, comunismo de comunismo, e documentam a influência da Guerra Fria nos acontecimentos da América Latina naquele período. Fora da rede comercial, o filme alcançou em poucos dias 5 milhões de visualizações no YouTube!

             2º) A série "Brasil: a última Cruzada" é outra excelente realização do Brasil Paralelo. Trata-se de um relato focando seis períodos marcantes de nossa história, sobre os quais colhe opiniões de intelectuais e historiadores. É, também, uma narrativa divergente da que recheia os conteúdos ministrados à nação em salas de aula e em tantos livros didáticos. Sem ocultar problemas (qual país não os tem?), "Brasil: a última Cruzada" acende luzes sobre méritos extraordinários, fatos notáveis, personagens fascinantes, suscitando reações emocionadas em milhões de brasileiros que, nesse novo conhecimento, mantido oculto pelos lixeiros da história, encontram consistentes motivos para amar o Brasil e respeitar sua dignidade nacional. "Ninguém ama o que não conhece", ouvi certa vez para nunca mais esquecer. Há uma história do Brasil mantida no desconhecimento. E há um Brasil mal amado por causa disso.

             Pois bem, quando a TV Escola firmou contrato para exibir gratuitamente a série do Brasil Paralelo, qual a reação dos pretensos defensores da liberdade de expressão? Críticas severas à falta de contraditório, como se o filme não fosse o próprio contraditório às manipuladas "narrativas" dominantes e à sandice representada por uma anacrônica leitura marxista da realidade nacional ao longo dos séculos... No Brasil pode e pega bem.

    Hipocrisia é, sim, uma palavra perfeitamente aplicável ao que estamos vendo no Brasil que descobre onde não encontrará, jamais, a verdade que liberta.

     

  • ESPAÇO PENSAR+ (2)

    Eis o texto do pensador Roberto Rachewsky - CULTURA NÃO É APENAS ARTE - : 

    Sim foi uma armação, mas ela não veio da esquerda, ela veio do próprio Planalto.

    A cena, a pose, a música, a paráfrase e principalmente o discurso na íntegra, formam uma peça obscena de tão grotesca.

    Assim como corpo e mente na biologia, assim como análise e síntese na filosofia, estilo e conteúdo na estética são coisas diferentes mas inseparáveis. Uma não existe sem a outra. É o conjunto integrado da obra que conta.

    O Roberto Alvim, com seu pendor para a estética nazista, se entusiasmou com o poder e se deixou levar pela ideia de cultura do presidente Bolsonaro.

    Cultura não é ordem unida na qual a tropa segue as ordens de cima para baixo numa cadeia vertical de comando.

    Cultura é o resultado coletivo da manifestação livre e espontânea dos indivíduos que formam a sociedade na qual estão inseridos. Cultura é como pedaços de vidro colorido colocados um a um pelo povo em um caleidoscópio gigante.

    Cultura não é apenas arte, arte é apenas uma de suas partes.

    Cultura significa mentalidades somadas, divididas e multiplicadas, sendo que no Brasil, vemos paradoxos complexos, somos ao mesmo tempo individualistas nos ganhos, mas coletivistas nas perdas; gostamos de liberdade, mas rejeitamos responsabilidades; colocamos acima de tudo nosso auto interesse, mas achamos virtuoso o auto sacrifico alheio.

    Roberto Alvim entregou o recado com tal espalhafato que lhe custou o cargo. Notem bem, Alvim não falou por Goebbels, usou Goebbels para falar pelo presidente Bolsonaro.

    O presidente pediu e ele tratou de obedecer.

    Jair Bolsonaro quer criar uma cultura baseada na religião que ele professa, como já havia dito durante sua campanha presidencial..

    O presidente quer criar uma cultura baseada no auto sacrifício, que é o que sua religião e ideologia consideram virtuoso.

    Jair Bolsonaro quer criar uma cultura coletivista que considere mesquinhez quando alguém defende seus interesses particulares.

    Pelo que disse o ex-secretário, nosso presidente quer implantar no Brasil tudo que não deu certo no mundo, uma sociedade teocrática, coletivista, estatista e nacionalista, onde o governo dita as ordens, a maioria apoia e a menor minoria do mundo, o indivíduo, obedece.

    A performance digna de um Charlie Chaplin foi diversionista.

    Todos se horrorizaram com a obra de arte e o artista acabou demitido.

    Mas o enredo não terminou por aí. Essa foi apenas a primeira temporada.

    Precisamos ficar de olho no cineasta.

    Precisamos ficar de olho no presidente Bolsonaro para sabermos a que fim levará esse script.

    Não podemos ser figurantes, precisamos ter protagonismo como os verdadeiros donos que somos deste estúdio de terceiro mundo chamado Brasil.

    Como tal, não podemos aceitar que o governo faça o que bem entende. Não podemos admitir que ele pague subsídios que tiram empregos de quem cria valor no mercado, para transferi-los para artistas e intelectuais escolhidos por burocratas seja lá por quais critérios forem.

    Não cabe ao governo ter uma secretaria preocupada em produzir uma cultura transgênica que não reflete com espontaneidade nossos princípios, valores e ideais como nação.

    Urge que o Congresso e o próprio presidente acabem com essa mania fascista e socialista de querer construir uma identidade nacional a partir do governo.

    Cultura é uma manifestação popular, individual, voluntária e espontânea que se constrói no lar, na escola e nas ruas, jamais no gabinete de qualquer servidor público. 

  • PORTO ALEGRE: A IMPORTANTE REDUÇÃO DO DÉFICIT

    O desempenho das finanças do Município de Porto Alegre confirma a redução das despesas e a diminuição do déficit em 2019. Graças às reformas estruturais e de gestão aprovadas pela Câmara Municipal foi possível melhorar a situação financeira de Porto Alegre e projetar um 2020 com perspectiva positiva. A redução de despesas foi de R$ 113,4 milhões e do déficit do Tesouro de R$ 67,8 milhões em 2019.

    O resultado foi apresentado nesta terça-feira, 21, pelo prefeito Nelson Marchezan Júnior e pelo secretário municipal da Fazenda, Leonardo Busatto, no Salão Nobre do Paço Municipal. “Enquanto reduzimos as despesas, como material de consumo e horas-extras, aumentamos repasses para creches comunitárias, saúde mental e pronto-atendimentos. Esta é a função da máquina pública. Utilizar os recursos em benefício da população”, explica o prefeito. "Este momento é um marco, um caminho que estamos seguindo para oferecer uma cidade com um futuro melhor. Este é o resultado de um trabalho que contou com a sensibilidade de parte da sociedade e com a compreensão e a força daqueles que estiveram ao nosso lado nestes três anos", afirma.

    De acordo com o secretário municipal da Fazenda, o resultado do balanço das finanças do terceiro ano do governo Marchezan demonstra os esforços realizados desde o início da gestão. “Podemos celebrar esse momento e ter uma perspectiva de futuro muito promissora, não só para 2020, mas para as próximas gestões. Mesmo ainda não estando com as contas do Tesouro totalmente equilibradas, a tendência é sim, ao final deste ano, entregar a prefeitura com as contas no azul”, diz Busatto.

    O resultado do Tesouro Municipal apresentou redução do déficit, que ficou em - R$ 67,8 milhões contra - R$ 78,3 milhões em 2018, e - R$ 359 milhões em 2017. O resultado orçamentário consolidado ficou em R$ 573 milhões, e inclui o superávit do DMAE, os recursos vinculados e os da Previdência do Regime Capitalizado.

FRASE DO DIA

O ideal é não esperar pelo momento ideal