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À BEIRA DO PRECIPÍCIO

ANO XIV - Nº 007/14 -

CORREIO BRAZILIENSE

Ontem, o Correio Braziliense publicou uma importante entrevista que fez com o economista, pensador (Pensar+) e coordenador do MBE -Movimento Brasil Eficiente-, Paulo Rabello de Castro, sobre o ajuste fiscal que o governo Dilma está propondo.

CAVERNOSO

Corroborando com tudo que tenho colocado, de forma insistente, Paulo Rabello inicia a entrevista dizendo que o AJUSTE FISCAL conduzido pelo governo é CAVERNOSO e não será suficiente para evitar o colapso das contas públicas. “O que é preciso é um ataque emergencial às despesas, ou seja, cortes”, afirma.

A situação é tão dramática, que o país sequer tem meta fiscal para este ano e, afim de evitar problemas com o Tribunal de Contas da União (TCU), a presidente Dilma Rousseff oficializa hoje um contingenciamento de R$ 10,7 bilhões no Orçamento, paralisando a estrutura governamental. Isso, porém, não evitará o pior.

FIM DA OBRIGATOREIDADE DE GASTOS

O IDEAL, no entender de Rabello de Castro, é que o Brasil PONHA FIM À OBRIGATORIEDADE DE GASTOS, que, na opinião dele, é “uma confissão de incompetência, imoralidade e falta de ética”. Ele recomenda que Dilma e o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, combinem melhor o jogo para tirar o país do atoleiro. 

Eis alguns trechos da entrevista:

AJUSTE FISCAL

Correio Braziliense: - Como o senhor define o atual ajuste fiscal?
 

Paulo Rabello: - Não existe outro termo além de CAVERNOSO. Não há ajuste algum. Só nos joga para dentro de uma caverna escura. Não dá respostas adequadas para o controle geral da despesa, que exige um ataque emergencial, com cortes lineares e alguma ponderação para as atividades de caráter estritamente social. Agora, o controle tem que convergir para uma plurianualidade. O compromisso não pode ser por um ano, 2016, por exemplo. Tem que valer pelo menos até 2022.
 

DESCULPA DO GOVERNO

Correio Braziliense: - A desculpa do governo é que não pode cortar despesas obrigatórias.
 

Paulo Rabello: - Em vez de depender da DRU (Desvinculação de Receitas da União), que já ficou vetusta e anacrônica, o governo deveria propor uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) prevendo o fim de toda a obrigatoriedade de despesas. Com, isso, o Parlamento será capaz de produzir excelentes orçamentos, sem que se obrigue a gastar infantilmente com X, Y ou Z.
 

DESEPSAS OBRIGATÓRIAS/PREVIDÊNCIA SOCIAL

Correio Braziliense: - Por que o país optou por tantas despesas obrigatórias?
 

Paulo Rabello: - A obrigatoriedade é, na sua acepção, uma confissão de incompetência, imoralidade e falta de ética. O que é preciso é dar prioridade aos gastos, seja para a saúde, seja para a educação. Gastar mais não significa desempenho melhor.

Essa regra valeria para a Previdência Social?
Com certeza. Mas o sistema previdenciário precisa, ante de tudo, passar por uma revolução, que é a execução do artigo 68 da Lei de Responsabilidade Fiscal. Ele reza que deve ser estabelecido um fundo do Regime Geral de Previdência Social. Onde está esse fundo? Há 15 anos, ele dorme na lei e todos fazem olhar de mercador.
 

FUNDO

Correio Braziliense: - Que fundo seria esse?

Paulo Rabello: - Um fundo no único sentido, que cria lastro para compromissos futuros. Seria capitalizado com contas personalizadas e individualizadas, para que cada um possa enxergar a sua previdência contributivamente e, ao mesmo tempo, desfrutar do benefício da mutualidade. Se algum imprevisto acontece com um cidadão e ele perde a capacidade laboral ou venha a falecer, estará amparado pelo seguro coletivo, que está dentro desse contexto previdenciário.

Hoje, a Previdência Social é uma punição para o trabalhador, salvo para aqueles que antecipam o benefício de forma precoce. Os que menos precisam são os que mais usufruem, e por mais tempo. Portanto, temos uma Previdência na qual ninguém que está fora quer entrar, principalmente os mais jovens. Se todos fogem, é porque só tem notícia ruim. A Previdência está quebrada. Ninguém quer entrar em um negócio quebrado.

O que se vê é o país à beira do colapso fiscal. O governo vai decretar sua paralisação hoje, com o corte de R$ 10,7 bilhões no orçamento, por falta de meta fiscal. O que está acontecendo?
O Brasil está se aproximando de um penhasco do qual ele vai cair, porque há um descontrole interno e um quadro externo que não é favorável com o fim do ciclo do triplo C: CHINA, COMMODITIES E CRÉDITO.

O crescimento chinês desabou, os preços das commodities estão voltando aos níveis de 1990 e o crédito ficou caro e escasso. Diante desse cenário, o Brasil deveria deflagrar uma obsessão pela produtividade, eficiência e inclusão, pois somente com emprego e renda conseguiremos pedalar. O que vemos, porém, é a letargia.

O resultado: quem ascendeu socialmente nos últimos anos está retrocedendo para as classes D e E. Vivemos uma tragédia social. Essas pessoas não estarão mais conformadas tendo experimentado uma ida no shopping, uma viagem de avião, uma voltinha no seu automóvel. O descontrole fiscal trouxe de a inflação de volta, que não vai parar em 11%. A tendência é ir a 15%, porque é o preço do ajuste da renda.


 

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MARKET PLACE

  • PIB DO TERCEIRO TRIMESTRE

    No terceiro trimestre de 2015, o Produto Interno Bruto (PIB) caiu 1,7% em relação ao trimestre anterior, na série com ajuste sazonal.

    Em relação a igual período de 2014, a queda foi de 4,5%. No acumulado em quatro trimestres, o PIB recuou 2,5%. De janeiro a setembro o PIB acumula queda de 3,2%.

    Em valores correntes, o PIB alcançou R$ 1,481 trilhão, sendo R$ 1,267 trilhão referentes ao Valor Adicionado e R$ 214,2 bilhões aos Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios.

    A taxa de investimento no terceiro trimestre de 2015 foi de 18,1% do PIB, inferior à do mesmo período de 2014 (20,2%).

    A taxa de poupança foi de 15,0% no terceiro trimestre de 2015 (ante 17,2% no mesmo período de 2014).
     

  • BLACK FRIDAY

    Levantamento realizado pelo Sindilojas Porto Alegre identificou que 47% das lojas que aderiram à Black Friday na Capital tiveram aumento nas vendas em relação ao ano passado. Neste ano, o crescimento foi, em média, de 20%. Dentre os consultados, 100% das lojas pretendem realizar promoções na Black Friday de 2016.

    Em comparação com uma sexta-feira normal de vendas, o dia de descontos gerou um crescimento de aproximadamente 155%. O ticket médio foi de R$ 570,00, impulsionado pelos artigos de telefonia, produtos mais procurados neste ano.

    Por outro lado, 20% dos lojistas consultados alcançaram os mesmos resultados que no ano passado e outros 20% indicaram redução nas vendas.  

  • DÍVIDA DO PAÍS

    Dívida da União base outubro de 2015:

    INTERNA– R$ 3.686,6 bilhões, incluindo renegociação das dívidas dos estados e municípios em 1997 atualizadas em R$ 544,8 bilhões.

    EM PODER DO BC, por falta de tomadores no mercado para os créditos podres, o montante era de R$ 1.208,3 bilhões. Cabe lembrar que esse montante da dívida carregada pelo Banco Central nada mais é do que aumento disfarçado de base monetária.

    EXTERNA LÍQUIDA – R$ 141,5 bilhões.

    TOTAL DA DÍVIDA (Interna mais Externa Líquida) – R$ 3.828,1 bilhões.
     

  • CARRINHO AGAS 2015

    As marcas, produtos, empresas e personagens que mais se destacaram ao longo do ano, na opinião dos 251 maiores supermercadistas do Estado, recebem na noite desta segunda-feira (30) o tradicional troféu Carrinho Agas 2015, que chega à sua 32ª edição premiando 36 companhias e personalidades de todo o País. A cerimônia de entrega do prêmio ocorre na Casa NTX, em Porto Alegre, com a participação de cerca de 900 convidados, autoridades e membros da imprensa.

    Em sua 32ª edição, a premiação destaca uma preocupação do segmento supermercadista com a responsabilidade social e com a formação de novas lideranças empresariais e políticas. Os 36 vencedores deste ano foram escolhidos a partir de rigoroso processo seletivo conduzido pela Nielsen, que destacou as sete empresas líderes de mercado em cada categoria premiada e ouviu os 251 maiores supermercados do Estado para decidir as campeãs. Para escolherem os vencedores, os supermercadistas levaram em conta critérios como a qualidade do produto ou serviço, relacionamento com o varejo, índices de ruptura, capacidade de inovação e cumprimento de prazos.

    A participação de gaúchos entre os 36 vencedores desta edição do Carrinho Agas é majoritária, com 21 agraciados do RS (58% do total de premiados). Eleito pelos supermercadistas o Lançamento de Produto do Ano - Setor Perecíveis, o pão com alho da marca paulista Santa Massa conquistou o consumidor gaúcho como acompanhamento para o churrasco. Na categoria Lançamento do Ano - Setor Mercearia, a grande campeã é a linha de Antitranspirantes Comprimidos da Unilever, que após dez anos de pesquisa otimizaram o uso de desodorantes aerossóis, reduzindo os impactos ao meio ambiente e otimizando os processos logísticos.

FRASE DO DIA

Todos os nossos sonhos podem se realizar, se tivermos a coragem de persegui-los.

Walt Disney