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RESOLVER PROBLEMAS - 24.01.22


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Por Alex Pipkin

 

Resolver problemas das pessoas é a atividade precípua do administrador. Como fazer?

Fazendo escolhas e tomando decisões direcionadas para entregar melhores soluções – produtos/serviços/experiências - para os consumidores.

Mas os dias da “empresa individual” se foram; é toda a cadeia de valor que conta para ganhar ou perder dinheiro.

Dentro do ambiente organizacional, tais decisões envolvem talentos humanos, suprimentos, operações, marketing, vendas, finanças, TI, engenharia, P&D, jurídico, entre outros processos.

O pilar da tomada de decisão é a informação.

Presenciamos uma nova revolução industrial trazida pelas tecnologias digitais. Embora incipiente - em algumas situações - já possibilitam extrema automatização e conectividade, mais ampla e mais rápida. Elas potencializam a colaboração!

Esta transformação traz uma infinidade de dados e informações que pode ser aplicada, por exemplo, para desenvolver produtos customizados e inovadores, ajustar operações de imediato, reduzir estoques, realizar investimentos rentáveis, acessar fornecedores mais competitivos, entre outras.

Digitalização virou um mantra. Todos verbalizam. Isomorfismo empresarial empurra a busca – muitas vezes equivocada de “respostas de TI” – de obtenção de mais informação que levaria a decisões robustas e mais rápidas.

Mas calma lá! É imperativo respeitar o tempo e estágio organizacional individual e do setor envolvido. Claro que informação é vital, propicia visibilidade.

Visibilidade na cadeia é, sem sombra de dúvida, vital para se solucionar melhor os problemas dos clientes e ganhar mais dinheiro.

O problema é que muitas organizações sequer realizam o singelo básico, como por exemplo, integrar interna e externamente seus processos. Porém, impulsionadas por áreas de tecnologia e/ou consultores externos, desejam visibilidade em nível de comunicação, alardeando novas tecnologias - vide agora o metaverso -, por meio de projetos de marketing que são efêmeros e que não trazem resultados efetivos de longo prazo para as empresas.

Primeiro, indispensável transformar dados em informação acionável. Necessário integrar funcionalmente a organização e toda cadeia de valor para tal acesso.

Penso que uma empresa precisa se concentrar e focar naquelas tecnologias que são essenciais e de maior impacto para seus processos e seus negócios. Por foco considero um aprofundamento da aplicação, de utilização e de desenvolvimento de tecnologias (ex.: inteligência artificial), objetivamente acompanhando e analisando as novidades sob um olhar crítico.

Primordial, de posse de informação, ter habilidades e competências para utilizá-las no processo decisório. Além da retórica, procedimentos operacionais sólidos e cultura organizacional impactam rigorosamente para sua real utilização. Cultura genuína, ou seja, aquela que foi forjada ao longo dos tempos, relacionada com a missão e o negócio, não a acionada em razão de oportunidades de marketing, por vezes desvinculadas do real objetivo organizacional.

Como acadêmico, repito o mantra. A transformação digital irá disruptar todos os setores. Pela experiência executiva, alerto que informação é diferente de conhecimento, que conduz a tomada de decisões eficientes e eficazes.

Todas empresas, com a escala e barateamento, poderão acessar tecnologias e a respectiva visibilidade de dados. Somente algumas – maiores - já estão contratando especialistas de dados que, inexoravelmente, precisam buscar, a princípio, integração interna/funcional. Pari passu, integração externa com parceiros de negócios.

Sugiro iniciar pelo simples e prioritário. Integre internamente. De posse de informação, construa conhecimento, compartilhando-o em toda cadeia de valor. Parece-me essencial que haja uma cultura inspiradora de construção do conhecimento, por meio da aquisição e respectiva utilização dos dados, informações, fatos e relações sociais.

É a utilização da informação que gera o conhecimento através do desenvolvimento de novas habilidades, produtos e processos mais eficientes. Acessar informações é preciso, mas preferencialmente, integrar interna e externamente a fim de produzir conhecimento distinto.

Isoladamente, tecnologia de informação raramente será fonte de vantagem competitiva sustentável, uma vez que esta pode ser imitada pelos concorrentes. Somente o seu compartilhamento é que permitirá a geração de conhecimento para uma tomada de decisão mais efetiva e rápida.

Soa simplório, mas não é. Abandone as panaceias e, primeiro, integre dentro e fora com o “básico”.

Foque nas tecnologias que, de fato, possuem aplicações práticas para seus negócios, e acompanhe às inovações e as tendências de longo prazo com criticidade, para além dos modismos desmesurados.

Só a partir daí passe a pensar em tecnologias digitais revolucionárias. Prefiro as práticas e inovadoras.