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O BOM-MOCISMO E OS INCENTIVOS - 28.10.21


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Por Alex Pipkin

 

A mentalidade bom-mocista corrói valores, desincentiva comportamentos sadios e deprime toda uma sociedade.

Evidente que a razão é impactada pelas emoções, no entanto, quando não se pensa e se decide exclusivamente com base nos sentimentos, ficamos a um passo do inferno.

Tenho ouvido falar de pessoas que cometem “pequenos roubos”, de valores pecuniários pequenos, e/ou furtam para comer, o chamado crime famélico.

Aí ouço nossos “especialistas”, com vozes embargadas, dizerem que o furto ou o roubo foi apenas uma pequena quantidade de comida para satisfazer a necessidade de se alimentarem.

Sim, uma situação, mas quando isso ocorre de forma reincidente e com a autoria de um indivíduo com uma extensa ficha de outros tipos de furtos?

Imaginemos que toda à população “faminta” resolva furtar para “saciar a sua fome”. Como ficam os estabelecimentos, como por exemplo, os supermercados? Eles pagam a conta?

Não se trata de “não se ter coração”, porém, é fundamental atentar para os incentivos, pois eles importam e muito!

Basta irmos aos fatos, a criminalidade relacionada a esses furtos tem sido reduzida ou aumentada? Singelo.

Um argumento daqueles do bom-mocismo é de que a elite, a do colarinho-branco, rouba fortunas e nunca é condenada. Perfeito!

É justamente pela falta de incentivos aos comportamentos sadios, e devido a tatuagem da impunidade, que o roubo e a corrupção são mazelas diárias do cotidiano verde-amarelo.

Aliás, temos um ex-presidiário, condenado em várias instâncias do Judiciário nacional, concorrendo à Presidência da Republiqueta.

Não dá mesmo para aguentar esses sinalizadores de virtudes!

Qualquer um como um mínimo de conhecimento científico do comportamento humano, sabe que a ação humana é regida por incentivos, que mobilizam as ações.