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23 fev 2024

DE GOLPEADOS A GOLPISTAS


GOLPEADOS

Queiram ou não, simpatizem ou não com qualquer coisa ou pessoa, o FATO é que todos os DIAGNÓSTICOS apontam, com abundantes e inquestionáveis PROVAS obtidas através de áudios e imagens -VAZADAS-, que os brasileiros que foram às ruas para protestar contra a PERDA DA LIBERDADE, DA DEMOCRACIA E/OU DO DESCARADO DESCUMPRIMENTO DA CONSTITUIÇÃO, não são GOLPISTAS, MAS GOLPEADOS.


JUNTA GOVERNAMENTAL

Mais: o DIAGNÓSTICO informa, de forma detalhada que, independente da escandalosa -EMBOSCADA- promovida pelas FORÇAS COMUNISTAS, cujos líderes integram a -JUNTA GOVERNAMENTAL- nos mesmos moldes de 1964 (governo militar), sendo que nesta edição, diferente do que aconteceu lá atrás, o atual governo conta com o forte apoio do CONSÓRCIO FORMADO PELA MÍDIA ABUTRE, que aponta, a todo momento, através de massacrantes NARRATIVAS, que aqueles que pretendem às ruas para protestar são GOLPISTAS. 


JORNALISMO INVESTIGATIVO

Dentro deste quadro dantesco chama muito a atenção, notadamente dos mais ingênuos, o fato de que a grande maioria dos meios de comunicação que formam o CONSÓRCIO, investe pesadamente no JORNALISMO INVESTIGATIVO. Pois, ainda assim não é admitido, em hipótese alguma, que as PRÁTICAS COMBINADAS E EXERCIDAS pelos verdadeiros GOLPISTAS sejam minimamente esclarecidas. De novo: nem mesmo diante de escabrosos ÁUDIOS E IMAGENS VAZADAS A TODO MOMENTO NAS REDES SOCIAIS. 


AV. PAULISTA

Resumindo: neste domingo, 25, os milhões de brasileiros -GOLPEADOS- que se propõem a ir à  Avenida Paulista, independente das cores das roupas que pretendem vestir já estão sendo rotulados como GOLPISTAS. Esta cruz, que para muitos tem o formato de espada, é algo que a história precisará contar de forma CLARA e VERDADEIRA.  



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22 fev 2024

CARTA MAGNA


BRASIL PARALELO

Assisti, ontem, 21, o imperdível programa -CARTA MAGNA-, série apresentada pelo pensador -liberal- Ricardo Gomes, que vai ao ar nas quartas-feiras pelo canal YouTube da BRASIL PARALELO (https://www.youtube.com/playlist?list=PL3yv1E7IiXySOQuyZGS5T5x5C4hPdvBnX), empresa brasileira fundada em 2016, em Porto Alegre, que produz vídeos sobre política e história, baseando-se e utilizando um viés de extrema-direita e conservador.


LULA X ISRAEL: NÃO FOI IMPROVISO

No episódio de ontem, que leva o título -LULA X ISRAEL: NÃO FOI IMPROVISO-, Ricardo Gomes, de forma extremamente didática, analisa e comenta, fazendo uso de provas testemunhais e documentais, vários projetos, propostas e construções contidas nos programas elaborados pelas mais diversas instituições SOCIALISTAS / COMUNISTAS que atuam e/ou apoiam o governo Lula. 


SAFRA DE ESTRAGOS

Nos vários pontos da sua análise das evidentes e malcheirosas CRISES que o governo vem produzindo com exímio cuidado e dedicação, Gomes aponta, com muita precisão, algumas OPERAÇÕES que estão em curso dentro do projeto de DESMANCHE ECONÔMICO E SOCIAL. Mais: dimensiona e projeta, com clareza, que a SAFRA DE ESTRAGOS é altamente promissora. Ou seja, teremos pela frente, sem espanto, FARTAS COLHEITAS, distribuídas no curto, médio e longo prazos. 


ASSISTAM E COMPARTILHEM

De novo: reúnam suas famílias e assistam ao vídeo da CARTA MAGNA (https://www.youtube.com/playlist?list=PL3yv1E7IiXySOQuyZGS5T5x5C4hPdvBnX). Mais: compartilhem, principalmente, com aqueles que ainda não perceberam o que está acontecendo no nosso Brasil. Contribuam para fazer com que a FICHA CAIA enquanto ainda há tempo. 



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21 fev 2024

LOUCOS INDIGNADOS


INTENTO DOS LOUCOS

A título de informação, os -LEVANTES de 1935- que ocorreram nas cidades de Natal (RN), Recife (PE) e Rio de Janeiro (RJ) – entraram para a história brasileira com o nome de INTENTONA COMUNISTA. O termo INTENTONA, ou -INTENTO DOS LOUCOS-, para quem não sabe, foi utilizado pela cúpula militar com o propósito de tentar desqualificar o movimento -armado- encabeçado por Luiz Carlos Prestes, então capitão (comunista) do Exército Brasileiro.


INTENTONA COMUNISTA DE 1935

O primeiro levante militar da INTENTONA COMUNISTA DE 1935, ocorreu no 21° Batalhão de Caçadores, em Natal (RN) sob a liderança de João Praxedes de Andrade, membro da direção regional do PCB -Partido Comunista Brasileiro-. Os amotinados instalaram um governo provisório, que durante quatro dias chegou a dominar a capital do RN. Segundo o historiador Vitor Amorim de Angelo, os levantes chegaram ao Rio de Janeiro, onde foram deflagrados ataques ao 3º Regimento de Infantaria, na Praia Vermelha; ao 2º Regimento de Infantaria e ao Batalhão de Comunicações, na Vila Militar; e à Escola de Aviação, no Campo dos Afonsos. Assim como no Recife, a mobilização (INTENTONA) no Rio de Janeiro foi rapidamente sufocada, o que não evitou as mortes de 28 militares ocorridas nos confrontos entre amotinados e forças legalistas.


INTENTONA COMUNISTA DE 2024

Pois, sem tirar nem pôr, o Brasil está diante de mais uma INTENTONA COMUNISTA, que iniciou -oficialmente- em 2002, com a eleição de Lula como presidente do país e foi -interrompida- em 2016 com o impeachment de Dilma Rousseff, mas acabou recuperada de forma -estranha- em 2022, quando Lula foi categoricamente DESCONDENADO pelo STF e como tal deixou a prisão para assumir -novamente- a direção do cada dia mais empobrecido Brasil.  


LOUCOS INDIGNADOS

Desta vez, no entanto, para infelicidade geral da Nação, a cúpula das FFAA e a maioria dos ministros do STF e do TSE, contando com apoio e colaboração irrestrita do CONSÓRCIO DA MÍDIA ABUTRE acharam por bem DEFINIR as manifestações de todos aqueles que, em defesa da DEMOCRACIA tentaram se LEVANTAR CONTRA O COMUNISMO como um INTENTO DE LOUCOS. Somos, portanto, à luz das NARRATIVAS repetidas mais de 10 mil vezes, apenas LOUCOS INDIGNADOS. 


ENTREVISTA DE LULA À PLAYBOY EM 1979

Em artigo publicado hoje na Gazeta do Povo, o jornalista Omar Godoy relembra a entrevista que Lula concedeu, em 1979, à revista Playboy, na qual confessa sua forte admiração por figuras nefastas como Hitler, Che Guevara, Fidel Castro, Mao Tsé-Tung e o Aiatolá Khomeini.

A conversa, com o jornalista Josué Machado, ocupou 13 páginas da edição de julho da publicação mensal da editora Abril, poderia ter ficado para trás e se tornado apenas um registro de outros tempos na vida do petista. Mas, 45 anos depois, Lula segue apoiando ditadores, autocratas e outros líderes sanguinários do mundo.

Essa atração pelo lado errado marcou os seus dois primeiros mandatos na Presidência da República e tem se acentuado no terceiro. Só em 2023, o ex-metalúrgico se encontrou com chefes de Estado de 13 (número sugestivo, não?) países com regimes questionáveis do ponto de vista da democracia ocidental.

 

A seguir, selecionamos os trechos da entrevista em que Lula fala desses “ídolos” perversos. E relembramos por que eles deixaram um legado de corrupção, pobreza e mortes.

Playboy – Há alguma figura de renome que tenha inspirado você? Alguém de agora ou do passado?

Lula – Há algumas figuras que eu admiro muito, sem contar o nosso Tiradentes e outros que fizeram muito pela independência do Brasil. (…) Um cara que me emociona muito é o Gandhi. (…) Outro que eu admiro muito é o Che Guevara, que se dedicou inteiramente à sua causa. Essa dedicação é que me faz admirar um homem.

(Inimigo da democracia e da imprensa livre, o argentino Ernesto Che Guevara (1928-1967) tomou o poder em Cuba, ao lado de Fidel Castro, às custas de uma lista infindável de crimes. Responsável por diversas execuções de adversários, ele também fundou campos de trabalho forçado e chegou a assumir, em uma carta para seu pai, que realmente gostava de matar).

 

Playboy - Alguém mais que você admira?

Lula- O Hitler tinha aquilo que eu admiro num homem, o fogo de se propor a fazer alguma coisa e tentar fazer.

 

Playboy - E entre os vivos?

Lula- O Fidel Castro, que também se dedicou a uma causa e lutou contra tudo.

(Tirano de Cuba entre 1959 e 2008 (quando deixou o poder em função de problemas de saúde), Fidel Castro (1926-2016) é considerado o líder da ditadura mais letal das Américas. De acordo com um estudo coordenado pelo cientista político Rudolph Joseph Rummel (1932 - 2014) e publicado em 1987, o regime castrista pode ter matado entre de 35 mil a 141 mil cidadãos cubanos até aquele ano).



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20 fev 2024

SEM DESCULPAS


ARREPENDIMENTO

Antes de tudo, qualquer pedido de DESCULPAS por xingamentos, comentários ou atos indevidos, só se justificam quando o desafeto se mostra plenamente ARREPENDIDO daquilo que disse ou cometeu. Portanto, não havendo uma clara demonstração de ARREPENDIMENTO, o PEDIDO DE DESCULPAS, além de FALSO revela, de forma contundente, o inquestionável MAU CARÁTER do DESAFETO. 


LULA , O SINCERO

Pois, ontem, 19, Celso Amorim, assessor para assuntos internacionais do governo, afirmou, LITERALMENTE, de forma bem categórica que -EXISTE ZERO POSSIBILIDADAE DE LULA PEDIR DESCULPAS- pelo fato do presidente ter comparado os ataques de Israel contra o Hamas ao HOLOCAUSTO. Ou seja, Lula, através de seu íntimo assessor, deu um recado ao mundo todo do quanto -FOI ABSOLUTAMENTE SINCERO- e como tal não tem por que emitir um PEDIDO DE DESCULPAS. 


SINCERIDADE IMENSA

Como se percebe, com grande nitidez, Lula não cometeu um ACIDENTE VERBAL. Por mais que seus colaboradores se esforcem no sentido de tentar MINIMIZAR as criminosas declarações do presidente, o fato é que Lula -FALOU COM O CORAÇÃO-, ou seja, se expressou de forma muito bem PLANEJADA e CALCULADA, com a clara intenção de mostrar ao mundo todo o quanto é apoiador da organização terrorista - HAMAS-. Resumindo: a imensa e indiscutível SINCERIDADE de Lula é de tal ordem que não há a menor possibilidade de ARREPENDIMENTO. Mais: nem mesmo de UM FALSO ARREPENDIMENTO.   


PERSONA NON GRATA

Este terrível episódio, por mais lamentável que seja, serve como medida para que o mundo todo perceba, rapidamente e de uma vez por todas, que Lula, além de MENTIROSO E CONDENADO por diversos crimes também é devoto fiel de DITADORES de todos os. tipos. Mais: se por ora é PERSONA NÃO GRATA EM ISRAEL, muito em breve certamente também será considerado PERSONA NON GRATA em vários países, inclusive no Brasil. 


ESPAÇO PENSAR +

No ESPAÇO PENSAR+ de hoje: A FÓRMULA DA SERVIDÃO ETERNA, por Percival Puggina. Confira aqui: https://www.pontocritico.com/espaco-pensar



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19 fev 2024

O PODER DA NATUREZA


O PODER DA NATUREZA

A NATUREZA, mais do que sabido e comprovado, é dotada de um PODER imenso, do tipo que, simplesmente, ninguém consegue controlar de FORMA ABSOLUTA . Pois, mesmo reconhecida e respeitada pelo forte PODER que exerce, não raro a NATUREZA mais parece uma verdadeira CAIXA DE SURPRESAS, cujo conteúdo é capaz de ASSOMBRAR, criar ALUCINAÇÕES e/ou grande CURIOSIDADE em todos os espaços humanos. 


POLVO DE ANÉIS AZUIS

Esta MAGIA CONSTANTE, cujos estudos científicos se dedicam a explicar os ASSOMBROS, faz com que os povos em geral entendam o quanto a NATUREZA é sempre capaz de SURPREENDER. E em vários casos dão uma clara noção da força e do perigo, que pode ser fatal se não forem devidamente tratados. É o caso, por exemplo, do POLVO DE ANÉIS AZUIS (Hapalochlaena maculosa), que vive na costa da Austrália. Trata-se de uma espécie de polvo conhecida pelos visíveis anéis azuis no seu corpo e pelo VENENO muito poderoso que possui


LULA

Pois, um outro molusco, nascido e criado dentro do movimento sindicalista brasileiro e considerado pela ciência como altamente perigoso, é muito conhecido pelo apelido de -LULA-. Como tal tem uma dilatada -VEIA DITATORIAL-, do tipo que destila a todo momento enormes quantidades de venenosas IMBECILIDADES. Neste final de semana, por exemplo, além do fato de -PLANTAR UM PÉ DE OLIVEIRA NA EMBAIXADA DA PALESTINA E PERGUNTAR QUANDO NASCEM AS UVAS-, o molusco, SEM SURPREENDER, achou por bem ASSOMBRAR o mundo quando, pensadamente, resolveu COMPARAR AS AÇÕES DE ISRAEL NA FAIXA DE GAZA AO EXTERMÍNIO DE JUDEUS NA SEGUNDA GUERRA. 


DÁ AS CARTAS E JOGA DE MÃO

Como se vê, tal qual a NATUREZA é dotada de uma PODER IMENSO, do tipo INCONTROLÁVEL DE FORMA ABSOLUTA, o molusco LULA, -QUE DÁ AS CARTAS E JOGA DE MÃO- no nosso empobrecido Brasil, conseguiu reunir aqueles que SIMPLESMENTE MANDAM NO PAÍS, pouco se importando com o que pensam os brasileiros e todos os povos que admiram e/ou fazem valer a DEMOCRACIA. 


CÂNTICO DOS GENOCIDAS

Por oportuno, eis o que postou o pensador Roberto Rachewsky, sobre a -pensada- declaração de Lula:

Não sintam vergonha de ser brasileiros pelo que Lula diz. Deixe essa vergonha para os brasileiros que votaram nele ou se omitiram de votar. Claramente, Netanyahu não conhece Lula. Para Lula não existe linha vermelha que não possa ser transposta. Lula não sabe o que é linha vermelha, a não ser aquela no Rio de Janeiro, que liga o Rio Comprido à Pavuna, e tem o nome do presidente que jogou o Brasil no colo dos comunistas e dos militares, João Goulart, mais conhecido como cunhado do Brizola. Quando achamos que Lula enxergou a linha vermelha metafórica que delimita até onde vai a moral, ele mostra que estamos errados. Os limites da imoralidade do Lula são como a linha do horizonte: enxergamos com nossos olhos, mas nunca conseguimos alcançá-la e nem sabemos onde acaba. Não acaba. Lula se tornou "persona non grata" em Israel. Ele é "persona non grata" também aqui no Brasil, onde não pode ir a lugar nenhum frequentado por gente que sabe que linha vermelha é aquele marco que separa os homens de bem, dos corruptos, violentos e psicopatas. É claro que há os que colocam as duas mãos nos ombros do Lula, simulando afago, intimidade. Hipocrisia, pragmatismo, aquilo que a maioria dos políticos aprende na primeira aula sobre populismo e demagogia. Nem todo político passou na prova dessa matéria, esses ainda respeitam as linhas vermelhas que demarcam as virtudes da honestidade, integridade e justiça, que se desvanecem quando se dá um passo além dos limites. O Brasil tem todos os recursos que qualquer país precisa para ser desenvolvido, só falta para nossa gente aprender o que significa virtude, quais são os valores morais que diferenciam quem é do bem e quem quer se dar bem, sem merecê-lo. Isso tudo está descrito no meu livro, cujos últimos exemplares você pode comprar na Amazon. Está também no hino dos gaúchos: povo sem virtude, acaba por ser escravo. Política é a ética levada ao contexto social. Quando um amoral é eleito presidente, não podemos reclamar da política, temos que dar um passo atrás para discutir ética. Não se espante se em breve Lula for flagrado recitando o cântico dos genocidas: "From the river to sea. Palestine must be free".



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16 fev 2024

GUIA PRÁTICO PARA ENFRENTAR A DITADURA


PASSO A PASSO

No espaço -VOZES- que a Gazeta do Povo concede à vários colunistas, nesta quarta-feira, 14, o deputado federal Luiz Philippe Orleans e Bragança, com muita maestria e conhecimento publicou um excelente e pra lá de oportuno -GUIA CONTRA A DITADURA-. Na real, Orleans e Bragança expõe um PASSO A PASSO com o propósito de orientar o povo para reagir ao ESTADO DE EXCEÇÃO que se instalou no Brasil. Eis: 

Por experiência própria, posso testemunhar os fatos que entre os anos de 2014 a 2016 elevaram as AÇÕES DE MOBILIZAÇÃO POPULAR ao patamar de instituição da voz que vem da sociedade. Foram três anos de mobilização constante, focada, pacífica e, acima de tudo, organizada. Antes de dizer o que fazer, gostaria de dar o crédito a quem fez acontecer. 

Os movimentos de 2014 tinham várias denominações. E quem eram os expoentes que se mobilizaram e conseguiram que a forma se agigantasse numa oposição praticamente anônima para o grande público? Eram políticos? Não! Eram partidos? Não! A iniciativa, a organização e a liderança partiram de profissionais liberais, executivos, pequenos e grandes empresários, religiosos, aposentados de todos os setores, famílias inteiras; pessoas comuns da sociedade civil, inclusive eu, apenas um ativista. 

Foi um período de grande despertar. Na época, estávamos todos abrindo um caminho para uma força política que estava entrando no mapa político, uma verdadeira revolução social -  foi o nascimento da sociedade civil organizada na política brasileira. 


O LEVANTE DA SOCIEDADE CIVIL

- Ao contrário dos “movimentos populares”, organizados e comandados pelos partidos de esquerda, a sociedade civil não tinha representação política e os diversos movimentos sabiam que não poderiam contar com parlamentares ou burocratas como aliados, afinal eles faziam parte do problema. Também sabiam que a arruaça, a depredação, a queima de pneus, os atos de depravação ou qualquer método violento era típico da esquerda e ninguém dos grupos que se formou tinha perfil criminoso. O caminho certo era o estudo, a organização, a ação coordenada e muita tentativa e erro – demandas em sintonia com o perfil de quem compunha os movimentos.  

Compartilhávamos vários ensinamentos contidos em livros e vídeos de mobilização pacífica e analisávamos os levantes que aconteceram na Ucrânia, na Sérvia e no Egito nos anos anteriores. Discutíamos os movimentos de esquerda, mestres do método de Gramsch, táticas de Saul Alinsky e filosofávamos sobre os ensinamentos de Olavo de Carvalho. No entanto, na hora de colocar em prática, a ação era influenciada por outro pensador: Gene Sharp. 


O CAMINHO DE SHARP

Gene Sharp estudou diversos levantes populares contra ditaduras nos últimos 200 anos e, de forma pragmática, escreveu exaustivamente sobre o tema traçando linhas de ação de fácil compreensão e aplicação. Embora Sharp adote a linguagem da “esquerda democrata”, é inegável que as estratégias elaboradas por ele são comuns e transferíveis universalmente na resistência contra as ditaduras. Ele foi um dos muitos autores que estudamos no período que antecedeu o impeachment de Dilma. Sharp morreu aos 90 anos, em 2018, e deixou quatro linhas gerais e estratégicas que resumem os passos para o planejamento de mobilizações, em seu livro “Da Ditadura à democracia”:

-Deve-se fortalecer a própria população oprimida em sua determinação, autoconfiança e habilidades de resistência;

-É preciso fortalecer os grupos sociais e instituições independentes do povo oprimido;

-É preciso criar uma poderosa força interna de resistência; e

-Deve-se desenvolver um grande e sábio plano estratégico para a libertação e implementá-lo com habilidade.

-Este último item, em especial, precisa ser retomado. A prática de planejar, organizar e nos mobilizar, com constância, foi responsável por corroer os pilares de apoio ao governo Dilma e legitimou as decisões de impeachment pelo Congresso Nacional em 2016. Deputados e senadores perceberam que não se tratava de um movimento fugaz e que a população não iria arredar pé das ruas. Foram necessários três anos para que se atingisse uma maioria que, aproveitando-se de um impasse com o governo, passou a defender a vontade do povo e fizeram pautar o impeachment. 


O NOSSO CAMINHO

Mas cada experiência é diferente. Nem todas as sugestões de Sharp eram adequadas naquele momento, enquanto que outras, ainda não usadas, seriam adequadas hoje. Com a avaliação da experiência de 2014 a 2016 em contraste com nossa necessidade em 2024, proponho uma lista para a luta contra a ditadura no Brasil nos próximos tempos: 

1) Movimento exclusivo da sociedade: recorrer a políticos e partidos para ajudar a organizar, acaba por partidarizar as ações e deslegitima o movimento.  Para os políticos, há ganho de popularidade, mas pode levar a desgaste e cassação - o que será visto como perda para o movimento – evite políticos de estimação.

2)Primeiro Passo - Objetivos e Táticas: definir claramente o objetivo da mobilização e as táticas para atingi-los. Apoiar ou rejeitar políticas públicas, mudanças constitucionais ou decisões de governantes são aceitáveis.  Qualquer ataque a instituições públicas ou a seus agentes, pode ser considerado ato inconstitucional ou ilegal e pode gerar reações que atrasam o movimento.  Tempo: a maioria das mudanças políticas não vêm de uma só mobilização pontual, portanto, os planos têm de prever fases, ter agenda e novas ações.

3) Foco nas mensagens: Poucas mensagens, coesas, sem variações e sem generalizações; a mensagem tem que ser clara, com resultados mensuráveis (aprovação de um projeto de lei ou mudança constitucional, por exemplo) e com condicionantes em caso de não gerar o resultado esperado.

4)Foco no alvo: Nomeie um alvo do qual se espera uma reação. Atualmente, por exemplo, acredito que a pressão tenha que ser sobre os políticos mais numerosos e mais fracos: notadamente os parlamentares do Centrão. Eles são maioria, não têm visibilidade em rede social, possuem dependência de recursos públicos para se eleger e sempre traem a população para atender o lado quem paga mais, isto é, o governo;

5) Democratizar ao máximo:  Os líderes do movimento devem refletir o tipo de liderança que se espera na política e no Estado. Como os ativistas são voluntários, deve-se definir tudo em voto de grupo - todos os objetivos e ações a serem seguidas - todas as variáveis de contra-argumentação e reação devem ser previstas;

6)Limitar oportunistas no movimento: movimento formado em torno de personalidades cria líderes populistas. O ideal é buscar movimentos cujos líderes não irão se candidatar, pois limitam os oportunistas que querem usar o movimento como plataforma eleitoral ou de promoção pessoal. Isso não significa que os ativistas não possam se candidatar, ao contrário, devem, mas o movimento deve ser o protagonista e não servir à personalidade e ambição dos membros;

7) Ter resistência, consistência, disciplina, frequência: não necessariamente nessa ordem, o principal é ter e manter o foco no objetivo e na mobilização até que o objetivo seja atingido; manter plano e agenda de futuras mobilizações; criar um mínimo de organização formal para manter a disciplina do grupo; fazer reuniões de discussão semanal ou, no mínimo, duas vezes por mês;

8) Lideranças e porta-vozes: Não se enganem – fazer ativismo político é fazer política, só que não de forma eletiva. A política é quem escolhe o político e nem todos que querem ser políticos conseguem. É importante reconhecer lideranças naturais da sociedade para garantir o engajamento de mais pessoas de forma efetiva. Por isso, é uma arte não afastar os poucos com talento que agregam e ao mesmo tempo impedir que os oportunistas comandem o movimento.

9) Aproveitar notícias: governo ditatorial não deixa ninguém em paz e está sempre agindo contra algum aspecto da sociedade. Portanto, é preciso aproveitar as notícias ruins que surgem para facilitar a mobilização. Mobilizar sem fato gerador de indignação recente é possível, mas é mais difícil;

10) Não caluniar ou difamar: A crítica pública do movimento deve ser sobre o tema, a mensagem ou a decisão de algum opositor e não ao próprio opositor; nunca na pessoa física, por mais maligna que ela seja;

11) Publicar de antemão os objetivos da manifestação: para eliminar ruídos e desinformação pela imprensa, os grupos devem alinhar as mensagens, mesmo que não tenham uniformização da linguagem, e publicá-las em todos canais possíveis, inclusive na grande mídia, para evitar falsas interpretações.

12) Coordenar com outros movimentos: um movimento é que legitima a ação do outro. Isso deve ser feito quase em uníssono, para que reverbere de baixo para cima, da população para o Congresso. Nesse sentido, toda ação é válida, mesmo que pequena;

13) Ações pequenas valem: vigílias, passeatas, protestos silenciosos ou com cartazes, mesmo com número reduzido valem a pena para demonstrar constância entre grandes mobilizações.

14) Transparência: sempre registrar e publicar vídeos e fotos de todo o conjunto, todas as ações dos grupos, quem e como ajudam para que ninguém venha a “expor” o grupo com uma denúncia “reveladora” mais tarde.


NOSSA SITUAÇÃO.

Um seguidor me perguntou no Twitter o que Gene Sharp diria do Brasil na situação de hoje.  Eu respondi que Sharp diria para a sociedade civil brasileira se reorganizar pois a solução não viria dos sistemas do Estado. Outro seguidor concordou e acrescentou que precisamos fortalecer os “corpos intermediários” capazes de oferecer um “contrapoder” ao poder de Estado. Pois é, estávamos em curso para criar esse poder, mas depois de 2018, e a vitória do Jair Bolsonaro, os movimentos se desmobilizaram, sem saber que ainda seriam fundamentais. 

Como já pontuei em diversos artigos, todo o Estado Social brasileiro foi institucionalizado para defender políticas e políticos corruptos e de esquerda.  Nesse contexto, Bolsonaro e os políticos de oposição são como um vírus no sistema e o sistema está fazendo de tudo para expurgá-los. Como vimos, Bolsonaro com um punhado de parlamentares não conseguiu mudar essa realidade institucional, mesmo gozando de ampla popularidade. É porque popularidade não é a mesma coisa que sociedade civil organizada. 

Aliás, são coisas distintas e muitas vezes não relacionadas: é possível fazer mudança política com sociedade civil organizada, mas sem popularidade dos agentes, como vimos na aceitação do teto de gastos e na reforma trabalhista no governo Temer; ao passo que sem sociedade civil organizada, mas com ampla popularidade, vimos a rejeição ou impedimento das leis anticorrupção, das privatizações, da política de armamento, da lei antiterrorismo e outras no governo Bolsonaro.  

O que estamos vendo hoje é um governo fraco, sem base política, repleto de quadros criminosos e impopular diante de uma vasta parcela da população, um governo que consegue avançar reduzindo a oposição a uma minoria, comprando o Centrão, que é a maioria, e desmobilizando a sociedade civil pelo medo.  


PRÓXIMO PASSO

Na euforia das eleições de 2018, e consequente desmobilização dos movimentos, lembrei de ter comentado algumas vezes em grupos um dos ensinamentos de Gene Sharp que dizia o seguinte: “a mudança de um regime (ou presidente) não traz a utopia. Ao contrário, ela abre o espaço para um longo processo de luta e de mudança política, econômica e social para a erradicação das formas anteriores de injustiças e opressão.”  

Pois bem, falhei em convencer alguns movimentos a se manterem em pé e atuantes.

Recentemente o ex-presidente Jair Bolsonaro convocou os brasileiros para saírem as ruas dia 25 de fevereiro. Acredito que esse chamado seja uma nova oportunidade para os membros da sociedade civil se reorganizarem e quem sabe para algo mais permanente.

Gene Sharp estudou várias ditaduras, a maioria delas eram piores do que a nossa e a sociedade civil era mais fraca e limitada. Por isso, se a sociedade se organizar mais seriamente temos chances de promover grandes mudanças e grandes vitórias; quem segue essa coluna sabe que o objetivo é maior do que vencer eleições.



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