Artigos

30 jan 2007

FADADOS AO FRACASSO


PIOR IMPOSTO

Se houvesse um pleito para eleger o imposto mais injusto e indecente deste mundo, com toda a certeza a CPMF figuraria como o pior de todos. Talvez, por entender que se trata de uma grande excrescência, só o Brasil ainda adota tal estupidez. Uma velha sina, diga-se de passagem.

MAUS GOVERNADORES

Um povo, por mais medíocre que seja, não poderia, em hipótese alguma admitir a existência de um tributo como a CPMF. Pois, os governadores da maioria dos Estados, que durante as campanhas eleitorais ficaram quase roucos de tanto falar e resmungar que a carga tributária é pra lá de indecente no Brasil, estão agora se mostrando adeptos ao tributo. Safadeza pura.

ADESÃO TOTAL

Ao invés de se reunirem para propor uma diminuição de impostos, alíquotas, custeio, e, principalmente reformas, os governadores se reuniram em Brasília para defender a CPMF. Loucura total. E, para demonstrar a enorme paixão que nutrem pelo estúpido tributo, decidiram que, muito antes de acabar com ele, querem um bom pedaço do monstrengo. Às custas de quem?

CUMULATIVA

Isto é caso típico de Impeachment, gente. Contribuinte minimamente inteligente não poderia admitir esta loucura. A CPMF é bestial. Cumulativa, se multiplica de forma astronômica na cadeia produtiva. Razão suficiente para que nenhum país adote tal tributo. E os governadores querem por que querem a CPMF.

NINGUÉM ADOTA

Os brasileiros têm sido educados, principalmente pela imprensa, para destilar ódio aos asiáticos. Sabem porquê? Resposta simples: porque precisamos sempre detestar gente competente e competitiva. Para estes povos exigimos salvaguardas. A realidade, entretanto, é que nenhum país da Ásia ousa querer um imposto como a CPMF. Creio que eles devem estar vibrando com a nossa ignorância. Coisa que mais impede o Brasil de competir com eles, certamente.

AUTO - AJUDA

Tem gente que me escreve pedindo para ser mais otimista, mais esperançoso com o país, com os governantes. Imagino que sejam leitores que ainda crêem piamente na reza forte, pensamento positivo, corrente de energia coletiva, e outras bobagens mais. Coisa que não passam de pura ilusão, mas ainda assim imaginam boas para resolver os nossos problemas.

SEM PERTURBAR

Os nossos políticos, muito espertos, sabem bem disto. Motivo pelo qual alimentam este sentimento e comportamento na certeza de que assim ninguém irá perturbá-los. O povo precisa saber que a única corrente que existe é o pagamento da conta. Estamos fadados ao fracasso.

Leia mais

29 jan 2007

UM LULA DIFERENTE?


SINISTRO

O Fórum Econômico Mundial de 2007, encerrado ontem, 28, em Davos, teve a presença de um Lula bem diferente dos anos anteriores. E para melhor, felizmente. Quem diria que o nosso sempre sinistro, e nunca confiável presidente, ainda fosse dizer o que disse, de forma enfática, no Fórum de Davos. Principalmente porque Lula é primo-irmão ideológico de Hugo Chávez e Evo Morales.

SURTOU?

Ao afirmar que os países pobres precisam parar de chorar misérias, admitiu, finalmente, que a responsabilidade é muito nossa pelos problemas existentes, e que precisam ser enfrentados. Simplesmente, Lula usou de inteligência. Surtou? Tomara que esteja convencido do que disse, pois trata-se da mais pura realidade.

OPOSIÇÃO POBRE

O curioso é que, enquanto Lula dizia, na Suíça, com muita correção, que não há mágica para reduzir juros, aqui no Brasil, e aí de forma lamentável, o governador Serra dava entrevista exigindo um Banco Central nada independente. Mostrou uma oposição pobre e incapaz de seduzir quem não suporta a política econômica petista.

A PAU E CORDA

Serra foi pra lá de infeliz e nada inteligente ao dizer que o câmbio precisa de intervenção governamental. Em outras palavras: quer desvalorizar o real. Assim é duro Sr. Serra. O Banco Central está conseguindo a pau e corda segurar o cambio no patamar atual, comprando muitos dólares no mercado. Não fosse a ação do BC o real valeria menos do que R$ 1,50/dólar.

REFORMAS

Enfim, o que precisa ser dito, gritado e repetido, tanto pela situação quanto pela oposição, e pela sociedade toda, continua sendo pouco explorado. Isto é: as reformas trabalhista, política, previdenciária (principalmente), tributária, etc... Sem elas nada se resolve e tudo é protelado.

SONO PROFUNDO

Ah, falando nisto avisem, pelo amor de Deus, o nosso vice, Jose Alencar, quando ele acordar do seu sono profundo, que bastaria reformar a previdência para que os juros, sem a ajuda de ninguém, caíssem por força de oferta no mercado. Tal qual está acontecendo com as batatas em Guarapuava, no Paraná.

CONSEQUÊNCIA

Sobraria, caro Alencar, tanto dinheiro no mercado que o BC não precisaria mais tomar um centavo para cobrir o déficit nominal. Os juros, que não passam de mera conseqüência, cairiam por excesso de oferta de dinheiro. Como já acontece com o câmbio, onde o real cai pela oferta enorme de dólares.

Leia mais

25 jan 2007

UMA SOCIEDADE SUBMISSA


DESAFORO

A sociedade brasileira não entendeu até agora a sua condição de mandante. Nem quer entender. Pensa, raciocina e age sempre como mandada, com comportamento repleto de inferioridade e sempre disposta a aceitar o que lhe é imposta pelos seus escolhidos. Sujeita, enfim, a todo o tipo de desaforo. Um comportamento nada diferente ao dos escravos, antes da abolição.

SÓ GRITA

Sem o mínimo conhecimento e discernimento daquilo que representa uma real democracia imagina que, uma vez eleitos, os políticos escolhidos podem tudo. Inclusive maltratar seus mandantes, seus empregadores. Educado para a covardia e a aceitação, o povo, quando percebe que está sangrando pelas agressões sofridas de seu algoz, que diz ser seu representante, até grita sem parar. Mas só grita.

TESTE

As chamadas ? autoridades -, para confirmar, constantemente, a certeza de que estão gozando de todos os poderes para fazer o que bem entendem, até testam o povo. Praticam roubos de forma bem descarada dos cidadãos eleitores, fazem falcatruas de toda a ordem e, embora venham a ser flagrados de várias formas com a mão na botija, percebem que nada acontece. Alguns gritos e indignações aqui e ali até acontecem. Nada mais do que isto. Ninguém dá uma surra sequer nos bandidos.

PIORADO

Em todos os chamados - Poderes Constituídos- que representam o alicerce de qualquer democracia, o resultado tem sido o mesmo por aqui. Ou até piorado como tem sido noticiado, com provas contundentes, sobre os atos de corrupção, ou proteção obtidas pelas vantagens absurdas que os ocupantes se concedem.

PODER EXECUTIVO

No Poder Executivo, onde a maioria dos brasileiros pensa que é mais poderoso do que os demais Poderes, já foi demonstrado o quanto somos muito submissos. Entre as poucas coisas que fazem com prazer, desde o presidente até seus ministros, é o gasto público. Adoram desperdiçar dinheiro dos contribuintes.

PODER LEGISLATIVO

No Legislativo, que tem sido o principal reduto das mais grossas corrupções já noticiadas ao longo dos últimos anos, os políticos ocupantes dos cargos no parlamento só se interessam em votar vantagens para si, e nada de bom para salvar o país. E continuam frouxos na parada sem uma indignação mais acentuada. Recebem, muitas vezes, homenagens, do próprio povo massacrado, como grandes homens públicos.

JUDICIÁRIO

No Poder Judiciário, onde os maiores representantes não são eleitos pelo povo, a coisa não é melhor. No RS, por exemplo, se negam a respeitar o teto de remuneração, apesar de haver legislação definindo os valores. O cidadão gaúcho, sabidamente pertencente a um estado dos mais quebrados da Federação, não mexe um milímetro com as decisões dos ocupantes do Judiciário. Não querem nem saber de coisa alguma. Como se não acontecesse. Trata-se de um povo quieto, educado e concorde. Sendo assim não há o que reclamar. Nem gritar. Vamos pagar.

Leia mais

24 jan 2007

RETOMANDO A DISCUSSÃO


PRIVATIZAÇÕES

Ao que tudo indica deverá ser retomada a discussão das privatizações no Brasil. Em todo, ou em parte, vários ativos públicos já estão sendo vendidos pelos governos por serem considerados totalmente dispensáveis da propriedade estatal. Além de serem extremamente onerosos para os cofres públicos não conseguem ser bem administrados.

GOVERNANÇA CORPORATIVA

Dois fatores importantes vão pressionar os debates sobre a necessidade da venda de vários ativos que se encontram nas mãos do Estado: 1- a adaptação aos princípios da boa governança corporativa, regra indispensável para todas as estatais, segundo a ministra Dilma, que precisa ser aplaudida; e,

CONVERTIDOS, MAS NÃO CONVENCIDOS

2- a necessidade de fazer caixa. Estas duas realidades ainda não deverão mexer, de forma importante, com a devida inteligência e convicção de que o caminho correto é vender todos os ativos de propriedade do Estado. Isto, infelizmente, ainda vai demorar por aqui. Afinal, os nossos governantes estão muito mais para convertidos do que para convencidos.

SEM OPOSIÇÃO

Terrenos e imóveis em geral não oferecem tanta oposição à venda. Não ferem ou prejudicam as corporações. Aí, portanto, é bem mais fácil transferir o bem para a iniciativa privada. Ou seja: quando não há relação de emprego de funcionários com algum tipo de ativo, a resistência é nula. Aí vale a economia, a lógica e o silêncio.

LEGÍTIMOS DONOS

Já quando o assunto é a venda de ações de empresas estatais as coisas mudam e as reações aparecem. Apresentando-se como os mais legítimos donos, os funcionários das empresas públicas tratam imediatamente de impedir qualquer discussão sobre a venda das estatais.

INFLUÊNCIA DOS ESPERTOS

E a sociedade, por demais emburrecida e influenciada pelos espertos, acaba surfando na mesma onda. Acredita sempre e piamente, por falta de raciocínio, que é mau negócio vender os ativos para a iniciativa privada. Que, indiscutivelmente, é preparada e bem mais competente para administrá-los.

NA BOLSA

Ora, independente da necessidade de caixa, que representa o fator de convencimento temporário dos governos de descartar ativos públicos, vamos entender o seguinte: se o Estado tem recursos de sobra (advindo de impostos, obviamente) e deseja investi-los por acreditar no sucesso de empresas, bastaria que adquirisse ações de empresas na Bolsa de Valores. Lucraria com os dividendos, não daria prejuízos aos contribuintes e não gastaria tempo com a administração das empresas. Que tal?

Leia mais

23 jan 2007

OPOSIÇÃO TONTA E DESPREPARADA


INFANTIL E RIDÍCULA

Se o governo foi tímido com as medidas anunciadas no PAC, o papel preferido por parte das oposições foi infantil e ridículo. Antes mesmo de lerem algumas poucas linhas do Programa de Aceleração do Crescimento já trataram de dar entrevistas aos meios de comunicação mostrando grande despreparo.

MERCANTILISTAS

Alguns líderes empresariais equivocados trataram de atacar a ausência de propostas para câmbio e juros, quando todo mundo sabia que não era por ali que passaria o PAC. Alguns exportadores, para não perder a hora, reclamaram mais uma vez que o governo nada fez para desvalorizar o real. Ou seja: mercado, para estes, é para fixar preços de produtos fabricados e procurados pelos consumidores. Preço de moeda deve ser fixado, obviamente com vantagens, pelo Estado, pelo BC. É esperteza mercantilista, gente.

LÓGICA DO MERCANTILISTA

Usando a lógica do pensamento mercantilista, basta raciocinar como alguém que gosta de viajar para a Europa e que por isto deveria ter uma vantagem na compra de euros. O governo deveria subsidiar a viagem de turismo fixando o real em paridade com o euro. Que tal?

MELHOR GRUPO

Acertaram aqueles críticos mais centrados que lamentaram a falta de medidas reformistas, que dariam a grande sustentação ao crescimento acelerado do PIB. Fico com este grupo e entendo que, se as medidas tem pontos positivos, o fato é que são absurdamente insuficientes para que o Brasil dê o salto que precisa para ser competitivo e decente.

REMÉDIO PARA AS PERNAS

O PAC, na forma simplista, pode ser entendido como um remédio para fortalecer e dar maior mobilidade as pernas. Só que o Brasil já amputou as suas há muito tempo, quando deixou de investir em infra-estrutura. Diminuição de custos, com reformas da previdência, fiscal e tributária seriam os tônicos ideais e necessários para a saúde econômica e social do corpo do Brasil.

OS GOVERNADORES

As declarações dadas por alguns governadores, quanto às perdas que seus estados deverão ter com a redução e eliminação de alguns tributos (PIS, COFINS e IPI), também mostram a falta de interesse que têm na diminuição da carga tributária do país. Ora, se certos tributos são coisas absurdas, o fato de acabar com eles deveria ser muito festejado e não lamentado.

Leia mais

22 jan 2007

O PAC E O MERCOSUL


PAC

No final da manhã de hoje, 22, o presidente Lula, acompanhado de seus ministros, apresentou o PAC ? Programa de Aceleração de Crescimento. Baseado no aumento de investimentos, de 20% para 25% do PIB, com o PAC o governo espera garantir o crescimento de 5% ano do PIB nos próximos quatro anos.

MARCO REGULATÓRIO

Os abundantes recursos públicos administrados pelo governo, que deverão ser colocados à disposição do programa, deverão contribuir para tentar capturar recursos da iniciativa privada, e entusiasmar, assim, o processo de investimentos. Falta, porém, o marco regulatório para que haja segurança aos investimentos.

PAÍSES QUE CONCORREM

Este é um dos grandes problemas do Brasil, que precisa ser juntado também, à já infeliz falta de reformas que poderiam estimular o nosso crescimento. Nos níveis que vem sendo obtidos pelos países que mais concorrem conosco. E aí nem precisamos falar em Rússia, India ou China.

INVESTIDORES NÃO FALTAM

Investidores privados não faltam. Nacionais ou internacionais. Dinheiro, gente, existe em abundância neste mundo, como se observa em todos os informes econômicos. Se é pouco o que aporta por aqui é devido à grande falta de segurança jurídica, muito agravada, certamente, por coisas estúpidas como o que se viu e ouviu durante a Reunião de Cúpula do Mercosul, que aconteceu no RJ, na semana passada.

DECLARAÇÕES ESTÚPIDAS

O péssimo ministro Celso Amorim, das Relações Exteriores, ao se mostrar muito simpático às declarações desastrosas de Hugo Chávez, que exige o comunismo latinoamericano já foi prá lá de lamentável. E a sua babaçao, pela entrada da Bolívia no Mercosul, nova denominação do Foro de São Paulo, pior ainda. Assim, com certeza, investimentos não acontecem, infelizmente.

CONTAMINADOS

Depois de passar o entusiasmo das notícias do PAC, que tem seu lado positivo, com certeza, as atitudes políticas serao mais cobradas. Atitudes nacionalistas, travestidas de ódio ao capital internacional desrespeito a contratos vão pesar muito na América Latina a partir desta última Reunião de Cúpula, e dos rompantes de Chávez já em prática na Venezuela. Estamos contaminados pela forma carinhosa de aplaudir o tirano. Isto não cheira bem junto a qualquer investidor.

Leia mais