Artigos

21 set 2010

DÓLAR EM ALTA


SURPRESOS

Na semana passada fiz o seguinte comentário, que deixou muitos leitores surpresos: o dólar, depois da concretização da operação de capitalização da Petrobrás, deverá apresentar valorização frente ao real.

ENTRADA FORTE DE DÓLARES

Formei esta convicção pela lógica do raciocínio. Afinal, diante do tamanho da operação de venda de ações da Petrobrás, e do consequente interesse de investidores internacionais, era óbvio que haveria uma forte entrada de dólares no país, forçando a queda de preço da moeda pelo efeito oferta.

DÉFICIT EM CONTA CORRENTE

Como a operação será concluída nesta semana, e não há previsão de uma entrada tão significativa de moeda no país, quem vai entrar em cena a partir de agora é o déficit em conta-corrente, que deve ensejar um bom período de compra de dólares no mercado.

EFEITO DEMANDA

A partir de então, pelo efeito demanda o dólar deverá ser mais pressionado ocasionando uma desvalorização do real. Nada que possa levar, em condições de temperatura e pressão, em mais de R$ 1,90 ou R$ 2,00, para não criar inflação.

FUNDO SOBERANO

Para corroborar com a minha convicção, o BC também entrou em cena: ontem, o presidente do BC, Henrique Meirelles, anunciou que o Conselho do Fundo Soberano, na sua primeira reunião, autorizou o fundo a fazer investimentos em moeda estrangeira. Com um detalhe: sem qualquer limite.

POSIÇÃO COMPRADORA

Ora, tão logo o mercado tomou conhecimento da notícia, muitos bancos resolveram se posicionar em dólares. Assim, ao final do dia de ontem, a moeda norte-americana, que esteve cotada à R$ 1,711, virou compradora e fechou à R$ 1,728, com alta de 0,52%.

ENXUGAR A MOEDA

Pelo que deu a entender, a ordem do BC, daqui para frente, é comprar dólares. Para tanto vai adotar uma postura agressiva, que admite a existência de vários leilões (surpresa), diários, com o propósito de enxugar a moeda.

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20 set 2010

BANCADA GARANTIDA


TIRIRICA JÁ GANHOU

A vitória do candidato Tiririca, do PR, à deputado federal pelo Estado de São Paulo já está praticamente assegurada. E com uma votação impressionante, pelo que informam as pesquisas.

SIMPATIA DE MILHÕES

Ao adotar o slogan: -

Vote Tiririca, pior que tá não fica

-, o palhaço/humorista, no seu estilo pra lá de debochado, acabou ganhando simpatia de milhões de brasileiros. Entretanto, como só os paulistas podem votar no candidato-palhaço, Tiririca já tem assegurado quase um milhão de votos.

DEBOCHE

Nos ambientes frequentados por eleitores que se julgam mais esclarecidos, a candidatura de Tiririca é vista como um deboche. Alguns, mais revoltados e indignados, entendem que gente com este perfil não poderia se candidatar.

ESSÊNCIA

Creio que há um grande equívoco nestas apreciações. Afinal, o Congresso Nacional, as Assembléias Legislativas e as Câmaras de Vereadores recebem, a cada eleição, os representantes da sociedade brasileira como um todo. O Poder Legislativo, portanto, nos seus vários níveis, concentra tão somente a essência do povo.

AS BANCADAS

Ao serem eleitos, os senadores, deputados e vereadores esquecem que representam a sociedade como um todo e passam a defender privilégios das classes sociais que os elegeram. E fazem isto através de bancadas específicas, como bancada ruralista, industrial, dos traficantes, dos aposentados, dos funcionários públicos, dos indecentes, etc.

BANCADA DOS PALHAÇOS

A única bancada que, desde a Proclamação da República, nunca teve uma representação é aquela que abriga mais de 90% dos eleitores: os palhaços. Pois, com o Tiririca eleito, mesmo que a bancada seja formada por um único deputado, o povo brasileiro será representado da forma mais autêntica.

IMPÉRIO DE LULA

Muitos leitores, certamente, vão dizer que este comentário é muito irônico ou satírico. Nada disso, gente. Só estou sendo sensato. Afinal, quem não dá bola para a roubalheira que impera no Império de Lula, não passa de palhaço. Com um número tão elevado de eleitores, alguém precisa representá-los. Vote, portanto, em Tiririca! Pior que tá não fica!

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17 set 2010

RESTA O SENADO


MUITO TRISTE

Depois de tantos casos, provados, de crimes de locupletação e desvio de dinheiro, chega a ser espantoso, além de muito triste, ver a sociedade brasileira, de forma geral, continuar depositando total confiança no governo Lula.

DROGA

Como que abobalhado pela potente droga do assistencialismo em forma de inúmeras BOLSAS, da qual já se tornou absolutamente dependente (física, moral e eleitoral), o povo respira prazer, gratidão e entusiasmo.

SEGUIR O CELESTIAL

A dependência da droga (em todos os níveis ? pessoal, empresarial e governamental -) é tanta que ninguém ousa desistir ou discutir qual o caminho a ser trilhado. A ordem, para que o anestésico permaneça, é seguir o celestial Lula e seus apóstolos.

INFERNO

Diante deste quadro complicado de torpor, que fatalmente levará o Brasil à ditadura, de nada adianta alertar que tão logo o governo consiga impor o seu firme desejo, a droga deixará de ser aplicada. Aí, aquilo que está deixando muita gente alegre, vai se transformar num verdadeiro inferno.

CALADOS DEFINITIVAMENTE

Como já está praticamente definido que Dilma será a sucessora de Lula, os cofres públicos vão continuar sendo assaltados pelo mesmo bando. Com um detalhe: os órgãos de imprensa que ainda resistem à cooptação deverão ser calados, definitivamente, como sugere o super-petista José Dirceu.

DOIS SENADORES

Diante deste quadro lamentável e preocupante alguns leitores me perguntam: - O que fazer? Pois, mesmo sabendo que resta muito pouco, o que ainda pode nos ajudar é o Senado. Deixem de lado, portanto, a eleição para presidente e se concentrem nos candidatos ao Senado. Como desta vez vamos escolher dois senadores, e as decisões do governo passam, principalmente, pelo Senado, a ordem é criar uma barreira ali. Votem nos candidatos da oposição e tratem de pedir aos escolhidos que não se deixem levar pela corrupção do governo.

ALERTA DE FHC

Ontem, o ex-presidente FHC disse uma grande verdade: - Acordem para a realidade do país. A sociedade ainda está longe do centro dos problemas. Ela não está se conscientizando da gravidade dos problemas.

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16 set 2010

O NEOLIBERALISMO CUBANO


LÍNGUA SOLTA

Fidel Castro mordeu a língua. Cheio de entusiasmo, Fidel abriu o bico antes da hora, quando disse ao jornalista americano, Jeffrey Goldberg, correspondente da revista The Atlantic, que o modelo econômico cubano não funciona mais.

RESSACA

No dia seguinte, depois de curada a ressaca, Fidel percebeu a repercussão da sua revelação e tratou de desmentir o jornalista. Tarde demais. O plano econômico neoliberal da Ilha dos Irmãos Castro já estava pronto para ser anunciado.

NEOLIBERALISMO

Na terça-feira, 14, tudo aquilo que Fidel disse de forma muito sintética, numa só frase, seu irmão Raul tratou de detalhar: até o final de março de 2011, cerca de 500 mil funcionários públicos deverão ser demitidos. Cuba, portanto, naquele momento sepultava o modelo econômico até então em vigor para entrar de cabeça no neoliberalismo.

FORMA

Os irmãos Castro, para desespero de seus seguidores mais próximos (leia-se Hugo Chávez e Cia.), deixaram claro ao mundo todo que chegara o momento de adotar o modelo neoliberal da seguinte forma: o comunismo cubano trataria de demitir para que o capitalismo começasse a admitir. Que tal?

PRIVATIZAÇÕES

O próximo passo que já está sendo muito esperado para esta chamada -abertura econômica cubana- é, certamente, o anúncio de algumas privatizações. Se alguém pretende tirar esta informação do ex-comandante da Ilha trate de viajar imediatamente a Cuba e ande sempre com uma garrafa de Rum Montilla.

NO MALECON

Se tiver um pouco de sorte, quem sabe acabe encontrando Fidel no Malecon. Se isto vier a acontecer sirva-lhe uma boa dose do rum Montilla e a língua do Dr. Castro vai se soltar. Vai dizer muita coisa que levará ao desespero os ardorosos membros do Foro de São Paulo.

FALTA DE TRANSPARÊNCIA

Termina hoje, 16, o prazo para que os acionistas da Petrobrás, considerados prioritários no rateio dos papéis, façam a reserva de ações para a oferta primária de capitalização da estatal. O lamentável é que os acionistas desinteressados na subscrição das novas ações ficaram impedidos de negociar os direitos de preferência, uma vez que o preço da subscrição não é sabido. Trata-se de uma compra no escuro, o que revela falta de transparência.

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15 set 2010

NO GUINNESS BOOK


CAPA

O presidente Lula, por mil motivos, já garantiu presença nas celebres páginas do Guinness Book. Vejo, entretanto, que só isto já não lhe basta: creio que ele quer ser capa do internacionalmente conhecido livro dos recordes.

GRAVIDADE

Para chegar a tanto Lula vem desafiando a própria gravidade. Não a gravidade física, em que todos os objetos são puxados para a Terra, e que, inclusive, nos mantém grudados nela. Falo da gravidade dos fatos produzidos por participantes de seu governo, os quais, simplesmente, sequer promovem uma mínima indignação popular.

MÁGICO

Lula, antes de ser um mito é um verdadeiro mágico. Quanto mais os ocupantes de cargos do seu governo são flagrados em inúmeras falcatruas, escândalos e desvio de dinheiro público, mais a sua popularidade cresce. E cresce, também, as intenções de voto da sua sucessora.

EU, O INGÊNUO

Francamente, depois de ter acompanhado todo o processo que resultou no impeachment de Fernando Collor, imaginei, ingenuamente, que a partir daquele intenso movimento -Fora Collor!, a tolerância do povo já fora testada, definitivamente, para jamais admitir falcatruas com dinheiro público. Como sou ingênuo, meu Deus do Céu!

ESTRATEGISTA

De forma muito ingênua pensei que Lula era tão somente um metalúrgico que ingressou na política, como sempre se apresentou. O homem é um estrategista, quase um sobrenatural, gente. Ele estudou a fundo a democracia brasileira e tirou proveito da sua fragilidade.

TIRANDO PROVEITO

Como o nosso sistema democrático (?) é representativo, o povo, obviamente, elege os políticos para representá-lo em todos os níveis de governo: municipal, estadual e federal. Entretanto, para o Poder Judiciário, que julga os atos praticados pela sociedade como um todo, inclusive dos governantes eleitos, quem decide os nomes dos seus ocupantes é o representante do Executivo. Lula percebeu isto e tirou o máximo proveito para ficar impune.

INCOMODAÇÃO MÍNIMA

Mesmo que alguns ministros do Judiciário nem sempre vão se deixar levar pelo interesse e vontade de quem os indicou, em qualquer decisão tomada gera uma dúvida, ou desconfiança. Lula, pelo número fantástico de indicações ao STF, governa com total tranquilidade. Sabe que do Judiciário a incomodação será mínima. Em suma: enquanto nós elegemos os nossos representantes o governo elege os seus. A partir daí é fácil saber quem leva a melhor. Lula, o mito, será capa do Guinness! Caso contrário acaba com o livro.

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14 set 2010

JORNAL IMPRESSO JÁ ERA


DIAS CONTADOS

Os jornais impressos estão, irreversivelmente, com os dias contados. Com isso, a próxima geração de pessoas ganhará mais um programa turístico-cultural: visitar parques gráficos das empresas jornalísticas.

JB

No Brasil, o primeiro jornal que deixou de ser impresso foi o Jornal do Brasil, em 01 de setembro. Dando provas de que o jornal não é um bem físico, o JB vai continuar informando, e lido, só que pela via eletrônica digital.

FIM DO PAPEL

Não há dúvida de que todos os jornais daqui e do exterior deverão fazer o mesmo, embora, por algum tempo muitos circularão de forma dupla: impressa e digital. Nos EUA, como a venda de jornais caiu 10,6% entre abril e setembro de 2009, na maior queda desta década, o todo poderoso The New York Times disse que está pronto para publicar notícias exclusivamente em plataformas digitais. Só não disse a data. Ou seja, o fim das edições em papel é irreversível.

MAIORES CUSTOS

Os maiores custos hoje ainda enfrentados por uma empresa jornalística são: pessoal (reportagem e colunistas), papel (incluindo custo gráfico) e logístico (entrega). Sem os dois últimos, o jornal fica muito mais barato, e atual, para quem faz e, principalmente, para quem lê.

ZERO HORA

Infelizmente, a RBS (Zero Hora), cujo jornal está deixando muito a desejar, tanto pelo seu conteúdo provinciano quanto por matérias de qualidade inferior, não está considerando que, a partir da era digital, o custo para fazer um jornal de notícias é o mesmo que tem para fazer rádio e televisão. Com um detalhe: jornal não é concessão pública.

DIREITO DE COBRAR

Ora, considerando que cada jornal tem o direito sagrado de cobrar o que bem entende, cabendo, exclusivamente, ao leitor a decisão de compra, pergunto: por que a RBS resolveu cobrar pela entrega da ZH Digital? Pela lógica vai querer cobrar do ouvinte e do telespectador pelos programas jornalísticos produzidos pela Rádio Gaúcha e RBS TV, por exemplo. Pode?

VERBA DE GOVERNO

A principal razão para que os jornais brasileiros continuem existindo por um bom tempo na forma impressa é a fantástica verba publicitária governamental. Enquanto a participação do governo americano na mídia é de 4%, no Brasil este percentual é de 44%. Ou seja: quem manda na mídia brasileira, portanto, é o governo-anunciante.

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