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31 out 2011

CASAMENTO GREGO


FESTA

Os mercados, a considerar o comportamento dos índices das bolsas de valores do mundo todo, comemoraram o acordo/calote de 50% do valor dos títulos da Grécia. Ou seja, a encrenca europeia é tamanha que até um calote de 100 bilhões de euros já virou motivo para fazer festa. Pode?

DE FORMA VOLUNTÁRIA

Segundo o Instituto de Finanças Internacionais, 9 de cada 10 instituições financeiras (bancos e seguradoras) detentoras de títulos da dívida grega já declararam que vão aceitar, voluntariamente, o desconto de 50% , conforme acordado na quinta-feira da semana passada.

DESPESAS TRADICIONAIS

Mesmo com o elevado desconto, o calote mantém a relação Dívida/PIB da Grécia em 120%. Ora, alguém de sã consciência, imagina que o governo grego vá conseguir, de fato, pagar alguma coisa? A considerar as praticamente intocáveis despesas públicas, a tarefa é dificílima. Isto sugere que quem adquiriu títulos públicos da Grécia fez um legítimo Casamento Grego.

SOLIDÁRIOS EQUIVOCADOS

Como tem muita gente confusa, inclusive no Brasil, acreditando piamente que esta crise é do CAPITALISMO, a solidariedade para com os gregos que estão indo às ruas para protestar contra a redução dos gastos públicos é enorme.

DESPESAS ABSURDAS

Pois, mesmo sabendo que não conseguirei fazer com que esse sentimento deixe de existir, ao menos proponho o seguinte: antes de emprestar uma solidariedade cega e equivocada é importante que saibam que tipo de despesas o governo grego está querendo acabar.

LAGO E PENSÃO VITALÍCIA

Segundo consta num jornal de Portugal, 1- Em 1930, o Lago Kopais secou, mas até hoje o Instituto para a Proteção do Lago mantém dezenas de funcionários dedicados à conservação de algo que não existe.2 - As filhas solteiras dos funcionários públicos têm direito a uma pensão vitalícia após a morte do mãe/pai-funcionário público. Recebem 1000 euros mensais - para toda a vida - só pelo fato de serem filhas de funcionários públicos falecidos.Hoje, 40 mil mulheres custam ao erário publico 550 milhões de euros/ano. Depois de um ano de caos, o governo grego ainda continua pagando a conta. Isto que pretende continuar pagando o subsidio até os 18 anos de idade.

DESGASTE HUMANO E APOSENTADORIAS

3 - Num hospital público há um jardim com quatro (4) arbustos. Pois, para cuidar dessas miseráveis plantas, o hospital contratou quarenta e cinco (45) jardineiros.5 - Existem seiscentas (600) profissões, consideradas de alto desgaste humano, com direito a aposentadoria aos 50 anos (mulheres) e 55 (homens). Dentro destas profissões estão cabeleireiras, apresentadores de TV, músicos de instrumentos de sopro, etc...6 - Toda a classe trabalhadora tem direito a 15º salário.7 - As Pensões de 4.500 funcionários, no valor de 16 milhões euros/ano, continuavam a ser depositadas, mesmo depois dos idosos falecerem, porque os familiares não davam baixa e o governo não fiscalizava.Será que vai haver divórcio? Duvido... Aliás, é bem provável que o Brasil copie a estupidez, não é mesmo?

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28 out 2011

TRISTE ROTINA


RISCADO DO MAPA

Perder investimentos, gostem ou não, já se tornou uma triste rotina para os gaúchos. Mesmo sem contar o número cada vez maior de empresas que não param de sair do RS, só nesta semana duas novas indústrias de peso riscaram o Rio Grande do Sul do mapa de seus investimentos: 1- a fábrica da Volkswagen, que parece ter se decidido por PE; e,2- a fábrica de tratores LS Mtron, que já se decidiu por SC. Que tal?

VOLKSWAGEN

Caso o governo de Pernambuco leve, de fato, a fábrica da Volkswagen, com a já anunciada fábrica da Fiat Automóveis, aquele Estado do nordeste vai se tornar um dos maiores pólos automotivos do País. Pelo que foi noticiado, o anúncio oficial da Volks acontecerá no dia 8 de novembro. Até lá, entretanto, tudo pode acontecer, até porque são seis os Estados que disputam o investimento.

LS MTRON

Já a LS Mtron, só para esclarecer, integra o grupo LS, uma subsidiária da fabricante de eletrônicos da LG. A holding do grupo, que também atua nos ramos de automação industrial e construção civil, fatura cerca de US$ 19 bilhões/ano. Só com a perda desta empresa, o RS deixa escapar um investimento de US$ 25 milhões.

OBSTÁCULOS

Ah, antes que tudo informo que não foi a minha descrença que influenciou a ida da LS MTRON para o vizinho Estado de SC. Foi, isto sim, a logística deprimente do RS, o elevado custo de instalação e o estúpido salário mínimo regional, entre tantos outros obstáculos.

STIHL

Ontem, para dar um pouco de ânimo aos gaúchos, o Grupo Stihl anunciou que fará investimentos de R$ 518,5 milhões para a ampliação de sua planta industrial em São Leopoldo, voltada para a fabricação de cilindros para motores.

PROTOCOLO

Por enquanto o que há é um protocolo de intenções, o qual foi assinado ontem pelo Governo do Estado e Stihl, que se comprometeu em manter uma média trimestral não inferior a 1.640 empregos mensais, entre 2011 e 2014.Tomara que este projeto ande, de fato, ao contrário de tantos outros que acabaram morrendo na casca. Quem melhor conta esta debandada de empresas do RS é a revista Amanhã, na edição 500 maiores do Sul.

SILÊNCIO QUEBRADO

Ontem, Nicolas Sarkozy chutou de vez o pau da barraca. Em tom de desabafo o presidente francês quebrou o silêncio e soltou o grito que estava preso na garganta quando afirmou que foi um grande erro a entrada da Grécia na Zona Euro, em 2001. Além de dizer que a Grécia não estava preparada, Sarkozy não escondeu o quanto ele quanto seus pares foram enganados por números mentirosos informados pelos gregos. Creio que, se a garganta permitir, Sarkozy ainda vai soltar o verbo para dizer o mesmo de outros países da Europa. A conferir.

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27 out 2011

TRIBUNAL COMUNICACIONAL


MUITOS ASSUNTOS

Diante de tantos assuntos que merecem comentários confesso que nunca tive tanta dificuldade para eleger aquele que, na minha perspectiva, os leitores/assinantes mais gostariam de ler.

CORRUPÇÃO

Um deles, que não posso mais esperar para comentar, aconteceu na semana passada, na abertura do 1º Congresso Nacional da Campanha do Ministério Público Brasileiro contra a Corrupção. Na ocasião, o governador do RS, Tarso Genro, disse, com todas as letras, que a imprensa brasileira virou um Tribunal Comunicacional.

DISCURSO ESCRITO

Com um detalhe: desta vez Tarso não falou de improviso. Ao contrário, talvez para evitar mal entendidos ou pontos de dúvida, o governador do RS, que já foi ministro da Justiça, escreveu e leu o seu pensamento e a sua convicção sobre o papel que a imprensa brasileira vem desempenhando.

SUMÁRIO

Pois bem (ou, pois mal), o fato é que Tarso não deixou por menos quando disse, alto e bom som, o quanto condena a ação investigativa da imprensa, que descobre e denuncia corruptos. Pode?Em síntese, Tarso Genro definiu a imprensa como -Tribunal Comunicacional- porque entende que ela julga e condena os denunciados de forma sumária.

LINHA DO PT

Ora, quem tem boa lembrança sabe, perfeitamente, que o PT, até chegar ao Poder, foi o partido que mais adotou a linha da condenação sem julgamento.Mesmo sem provas, diferente do que a imprensa está fazendo, o que os petistas mais fizeram foi desmoralizar, avacalhar e enxovalhar a vida de seus opositores. Mais: condenação pura e direta, sem denúncia e muito menos julgamento.

CASOS COMPROVADOS

Agora, como a maioria dos envolvidos em casos de corrupção, totalmente comprovados, são os petistas e seus aliados, as denúncias não são bem-vindas. Vide o caso do mensalão, por exemplo, cujas imagens colhidas pela imprensa não deixam qualquer dúvida.

MANOBRA

Ou seja, o que o PT mais fez nesses últimos 20 anos foi lançar mão do mesmo Tribunal Comunicacional que Tarso está atribuindo à mídia. Com uma grande diferença: o PT fazia vibrar a classe média ingênua que acreditava na linha ideológica do atraso; já a imprensa só está desmascarando a esperteza da manobra que levou o PT e seus aliados ao Poder.

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26 out 2011

A NOTÍCIA E A OPINIÃO


NOTICIÁRIOS

Os jornais impressos, certamente, vão continuar existindo. Mas, com o avanço fantástico da tecnologia de informação, a imensa maioria dos leitores, do mundo todo, vai acessar, cada dia mais, os noticiários pela forma digital/eletrônica.

CONTEÚDOS

Entretanto, independente das formas que os meios de comunicação já estão disponibilizando aos leitores, diante da facilidade cada vez maior de acesso a qualquer jornal do mundo, o grau de exigência quanto aos conteúdos está aumentando. Muito.

FORMA DE ENTREGA

Vejam, por exemplo, o que acontece com os jornais do RS: a Zero Hora, jornal de maior circulação, só se preocupou, e muito, com a forma de entrega do periódico aos seus leitores/assinantes. Entretanto, o conteúdo, que é vital para um jornal, vem piorando dia após dia.

NOTÍCIA DA PARÓQUIA

A razão para esta contínua perda de qualidade se explica pela falta de concorrência. Local. Sim, porque, independente do que acontece no mundo, os leitores querem saber das coisas que acontecem ao seu redor, na sua paróquia.

OPINIÃO

Hoje, face à velocidade com que os fatos acontecidos são divulgados, o furo é algo totalmente desprezível. Com o acesso rápido aos acontecimentos, a noticia já não passa de uma simples commodity. Ou seja, todos os veículos estampam a mesma coisa. O que muda, contudo, é a opinião, a versão, o comentário sobre o acontecido. É isto que tanto o leitor, quanto o ouvinte e o telespectador mais quer saber.

BOBAGENS

Entre tantas bobagens que leio diariamente, a ZH de hoje mostra mais uma, de arrepiar: um jornalista conhecido escreve dizendo que, em Washington, o povo luta contra o capitalismo. Pode? Na realidade, o povo americano quer a volta do capitalismo em substituição ao mercantilismo promovido pelo governo e os banqueiros. Issto, o pobre jornalista não sabe ou a sua ideologia não permite que diga.

CONCHAVO

Este jornalismo infantil, indecente, irresponsável e despreparado, por incrível que possa parecer, ainda faz a cabeça de muitos leitores tolos. Tanto é verdade que muita gente cultua o socialismo imaginando que vivemos num sistema capitalista. Na verdade, embora poucos saibam, aqui também existe o mais puro conchavo de empresários e governo. Isto é capitalismo? Sai dessa...

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25 out 2011

A VONTADE E O DESCONHECIMENTO


REDUÇÃO IMEDIATA

A cada dez brasileiros com quem tenho conversado sobre economia, todos os dez se dizem totalmente favoráveis à redução das taxas de juros no Brasil. Com um detalhe: a redução precisa ser drástica e imediata.

COMPARAÇÃO

Os fundamentos e as convicções que a maioria usa, ao defender uma redução drástica dos juros, se apóiam, basicamente, na comparação das taxas de juros definidos pelo nosso Banco Central, com as praticadas em outros países.

CAPTAÇÃO DE RECURSOS

Ora, a SELIC nada mais é do que a taxa básica que os investidores tentam obter para remunerar suas economias depositadas no Sistema Financeiro como um todo. É, portanto, a taxa de juros que o governo baliza para a captação de recursos.

APLICAÇÃO DE RECURSOS

O que a maioria da população brasileira, que toma crédito, gostaria é que na ponta da aplicação dos recursos depositados no Sistema Financeiro também houvesse uma taxa básica definida pelo Banco Central. E que esta fosse a menor possível.

FORMAÇÃO DO PREÇO

Ora, aí é que mora o grande desconhecimento e a revolta sem lógica: quem define a taxa de juros na ponta da aplicação é a garantia oferecida pelo tomador somado aos custos de operação da casa bancária. Nesses custos estão, além da folha de pessoal e investimentos tecnológicos dos bancos, a excessiva carga tributária e o percentual de inadimplência admitida pelo mercado. É por aí que o preço dos juros oferecidos aos bons pagadores é formado.

CADERNETA DE POUPANÇA

Agora, o mais curioso: todos aqueles que defendem a redução dos juros são totalmente contra a redução dos juros pagos pela Caderneta de Poupança. Ora, isto significa que esses revoltados não admitem que a Selic fique abaixo de 8 ou 9%.Sim, porque a remuneração da caderneta de poupança, se a inflação for igual a zero (impossível no Brasil) é de 6,17% ao ano só pelo valor do juro. Mais: é isento de IR. Ou seja, sem conhecimento é difícil arrumar o país. Todo mundo quer ganhar e ninguém quer pagar. Pode?

VOLTA A DISCUSSÃO

Mesmo que já tenha escrito sobre este tema entendo como oportuno. Até porque o governo está retomando a discussão sobre a mudança no rendimento da caderneta de poupança. Como a Selic se aproxima dos 10% ao ano, o governo está propondo a substituição dos juros fixos de 6,17% ao ano por um redutor de 20% da Selic mais a Taxa Referencial (TR), que não será extinta. A isenção do IR, no entanto, permanece. Será que os brasileiros vão entender?

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24 out 2011

O IMPOSTOR


OUTRA PESSOA

O impostor, em qualquer país do mundo, é aquele (a) que finge ser outra pessoa. Ao agir desta forma busca, através dos mais variados tipos de atitudes fraudulentas, obter vantagens financeiras e/ou sociais, sem qualquer escrúpulo.

MAIS AMPLO

No Brasil, entretanto, o termo IMPOSTOR tem um significado mais amplo. Além de definir o indivíduo que finge ser outra pessoa, o uso do termo serve, principalmente, para qualificar a atitude dos nossos governantes, em todos os níveis.

TARA

A considerar a comprovada e incrível tara pela criação e/ou aumento de IMPOSTOS, demonstrada pela maioria dos nossos políticos, o termo IMPOSTOR é o mais adequado. Ele identifica o comportamento efetivo adotado pelos nossos governantes quando eleitos pelo povo.

DIAGNÓSTICO

Portanto, antes de usar a palavra IMPOSTOR da melhor forma verifique se o político/governante já foi possuído pela tara. O diagnóstico é simples: Quando o doente manifesta um prazer de tamanho parecido com o desespero dos contribuintes, aí está o mais legítimo IMPOSTOR.

CARGA

É lógico que não existe governo sem alguma contribuição tributária. O que não é admissível é que a carga de impostos atinja um percentual capaz de inibir a produção e o consumo, além de impedir a competitividade. Este é o mal dos IMPOSTORES públicos. A doença não deixa que levem isto em conta.

PRIMAVERA BRASILEIRA

Estou absolutamente convencido de que o Brasil só conseguirá vencer esta grave epidemia com atitudes primaveris. Ou seja, aquela que vem sendo usada no norte da África, mais conhecida como PRIMAVERA ÁRABE. Não importa a estação, desde que a doença seja curada.

LONGE

Isto, entretanto, não me parece muito próximo. A passividade por aqui ainda é muito grande. Nem a estarrecedora corrupção tem conseguido mexer com o sentimento dos brasileiros. Ainda estamos divididos em duas categorias: 1- aqueles que pouco sabem; e, 2- os indignados. O comportamento de ambos, no entanto é o mesmo, ou seja, ninguém faz coisa alguma.

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