VÍRUS DO ATRASO
Se o mundo todo está infestado por gente contrária ao desenvolvimento, o Brasil, decididamente, está fazendo de tudo para ganhar fama e mostrar qual país mostra maior resistência.RELUTÂNCIA INVEJÁVEL
Caso o Brasil não consiga levar o troféu de país atrasado em obras públicas, ainda assim já conseguiu mostrar que tem credenciais suficientes para pleitear o título de PAÍS SUI GENERIS. É o que se vê face à incrível relutância do povo quanto à melhoria da nossa paupérrima infraestrutura.PERERECA INCONVENIENTE
Já escancaramos ao mundo todo, por exemplo, o quanto somos capazes de trancar (e muitas vezes impedir) a construção de hidroelétricas, viadutos, estradas, etc., só porque uma inconveniente perereca, ou coisa do tipo, apareceu pelo caminho. Loucura inominável, não?COPA DE 2014
Atenção, gente: neste exato momento em que as exigências são grandes para poder sediar a Copa de 2014, a cidade de Porto Alegre, que só recebe obras públicas de vulto a cada trinta anos, está enfrentando uma fantástica dificuldade, que suponho muitos não vão acreditar.VIADUTO
Pois, um grupo de pessoas estúpidas, compadecido com dois ou três passarinhos, está se manifestando contra a construção de um importante viaduto na 3ª Perimetral, sobre a rua Anita Garibaldi, só porque se faz necessária a remoção de algumas árvores. Pode?ALEGRIA DOS PASSARINHOS
O curioso é que nos terrenos que deram lugar aos prédios onde vivem esses manifestantes, muitas árvores precisaram ser removidas. E até o presente momento nenhum deles se manifestou pela necessária demolição dos prédios, para que árvores voltem a ser plantadas no local. O que faria, certamente, a alegria dos tristes passarinhos.SUI GENERIS? OU HORS CONCOURS?
Ou seja, depois de instalados, os manifestantes entendem que o pedaço é exclusivamente deles. A partir daí fazem de tudo para que nada de bom seja feito ou construído para o povo. Pertencemos, afinal, a um povo SUI GENERIS? Ou, quem sabe, somos HORS CONCOURS?DÍVIDA PÚBLICA
Atenção, ingênuos: A notícia que foi veiculada na semana passada, de que a dívida pública interna em poder do mercado deve atingir R$ 2 trilhões até o final deste ano de 2012, acaba com a farsa de que o governo paga a dívida interna. Vou mais longe: nem um tostão furado do que o governo obtém com o superávit primário é usado para amortizar a dívida.A FARSA
Embora muitos tontos estejam convencidos de que parte dos recursos públicos arrecadados com impostos é destinada ao pagamento de parte da dívida mobiliária interna, a notícia acima colabora com a minha manifestada convicção de que nada disso acontece.RELAÇÃO DÍVIDA/PIB
Nos últimos anos, o que vem mascarando o tema é que a elevação do PIB vem apresentando um porcentual maior do que a rolagem da dívida mobiliária interna. Assim, a relação DÍVIDA/PIB tem mostrado redução, dando a falsa impressão aos menos iniciados de que estamos devendo menos.ROLAGEM SEM FIM
Quem acompanha o caso já deve ter percebido que a dívida interna brasileira só aumenta. E o seu crescimento diário nunca é menor do que a taxa Selic. Ou seja, para cada título vencido, um novo é emitido. Assim, a dívida é sempre empurrada com a barriga numa rolagem sem fim.ORÇAMENTO DA UNIÃO
Como grande parte da imprensa aberta desconhece o funcionamento da economia e dos mercados, não procura saber qual o destino dos recursos que o governo, através do Orçamento da União, destinou à amortização da dívida mobiliária.NOVELA GREGA
A novela da Grécia, como se vê está longe do fim. Na semana passada, depois que a maioria dos investidores se viu obrigada a aceitar o maior calote da história, novos capítulos, repletos de fortes emoções para a economia europeia e mundial, ainda estão por vir. Os investidores privados, que detinham 206 bilhões de euros em títulos gregos, se viram obrigados em aceitar uma perda de 53,5% (cerca de ? 107 bilhões) no valor dos seus papéis. Que tal?NÃO É VACINA
Na realidade, como a perda esperada era total, e com ela outros países também embarcariam, inevitavelmente, no mesmo trem do calote generalizado, os credores ficaram sem alternativa. O problema maior é que o mercado tem consciência clara de que a simples aceitação da perda monumental não declara o encerramento da crise. A desconfiança permanece, gente. Além de enorme promete ser longa.ANTES DE 2001
Até o ano de 2001 ainda eram poucos os brasileiros convencidos do quanto o elevado Custo-Brasil era capaz de anular a eficiência que muitas empresas tratavam de construir, para se tornarem cada vez mais competitivas.APÓS 2001
Digo 2001 porque foi naquele ano que o mundo todo tomou conhecimento do estudo produzido pelo economista Jim O?Neil a respeito do desempenho econômico de um grupo representado pelos maiores países emergentes. As iniciais dos mesmos (Brasil, Rússia, China e Índia) formaram a sigla BRIC.ESCLARECIMENTO
Em 2006, com a inclusão da África do Sul (South Africa), a sigla passou a ser BRICS. Ah, um esclarecimento, principalmente aos jornalistas equivocados: o acréscimo da letra ?S- não significa que BRICS é um termo no plural. Identifica, exclusivamente, a inicial do país South Africa.MENÇÃO HONROSA
Deixando de lado o detalhe acima, o fato é que , a partir de 2001 o mundo todo passou a ver o Brasil com bons olhos e como oportunidade de investimento. A fama maior, entretanto, foi conquistada mesmo após a deflagração da CRISE IMOBILIÁRIA MUNDIAL de 2008, quando o nosso sistema financeiro foi colocado à prova. Aí o Brasil recebeu menção honrosa.REFORMA MACROECONÔMICA
Queiram ou não, o resultado obtido com a reforma macroeconômica, que saneou o nosso sistema bancário assim como a Lei de Responsabilidade Fiscal, fez com que o Brasil começasse a ser respeitado além mar. Isto, inclusive, vem sendo constatado pelos visitantes das grandes feiras internacionais, como venho publicando.TUMORES ENORMES
Entretanto, com o passar dos anos os governos mostram que bastou aquela importante reforma. Só que os mesmos investidores, até então admirados com o nosso país, já começam a mostrar menor entusiasmo com a nossa baixa competitividade. Ainda que muitos mantenham forte interesse em desenvolver projetos específicos em setores estratégicos, como o agrícola, o de energia e o científico-tecnológico, a maioria já está convencida de que o governo não dá importância aos tumores que estão destruindo os tecidos da nossa economia. Dois deles, aliás, enormes: 1-a carga tributária abusiva; e, 2-uma incompreensível falta de infraestrutura.OXALÁ
Estes dois grandes problemas, felizmente, já passaram a aparecer de forma bem costumeira nos mais diversos noticiários do país. A partir daí, da mesma forma como aconteceu com a reforma do sistema financeiro, quem sabe, com grande insistência, algo venha a ser feito em outras áreas e setores. Oxalá.ORÇAMENTO
Os governantes, quando se vêem impedidos de conceder aumento de salários dos servidores, como é o caso do Piso Nacional dos Professores, a justificativa fica por conta da falta de recursos. Corretíssimo, pois havendo um orçamento, votado e aprovado, é preciso que o mesmo seja cumprido, não?PREMISSA
Entretanto, quando os empresários informam que não terão recursos para suportar o aumento que o governo propôs para o estúpido SALÁRIO MÍNIMO REGIONAL, aprovado recentemente pelos deputados do RS, aí a premissa não cabe e não tem valor algum. Pode?POVO INCAPAZ
Infelizmente, como a história do Brasil identifica, os nossos governantes entendem que uma vez eleitos devem representar o povo em todos os sentidos. Esta crença admite, lamentavelmente, que o povo é absolutamente incapaz de tomar decisões e/ou negociar como bem entende.DE SOLA
Assim, tudo aquilo que poderia e deveria ser decidido pela saudável negociação, os governantes, sempre muito intrometidos e equivocados, entram de sola usando a lamentável intervenção. Como impõem as suas vontades por lei, qualquer adaptação exigida diante de uma nova realidade econômica fica impossibilitada.POLÍTICOS-JUDAS
Sabem como isto se chama? FALTA DE LIBERDADE. Infelizmente, as entidades patronais, que têm se revelado grandes puxa-sacos de políticos por este Brasil a fora, não conseguiram convencer os deputados sobre o quanto o RS sairá prejudicado em relação a outros Estados. O pior é que muitos empresários babacas contrariados continuarão dando dinheiro para as campanhas desses mesmo políticos-judas.E OS IMPOSTOS?
Ontem, o COPOM reduziu a taxa Selic para um dígito. A partir de hoje, portanto, a taxa de captação de recursos do Tesouro Nacional é de 9,75%. Bravo. Da mesma forma com que o governo resolveu entrar de sola baixando os juros-prime, seria muito salutar que fizesse o mesmo com os impostos. Se os juros altos prejudicam o desempenho da economia, a alta carga tributária é muito mais danosa.DIA DA MULHER
Meus cumprimentos às mulheres. Notadamente àquelas que pensam e se manifestam por mais justiça, independente do sexo. Este cumprimento vale para as mulheres que lutam por igualdade de direitos e deveres. Neste Dia da Mulher, portanto, é preciso exaltar aquelas que pregam, por exemplo, por uma Previdência igualitária. Como as mulheres vivem, em média, cinco anos mais dos que os homens, mas se aposentam cinco anos antes, a exigência de igualdade também passa por aí, não?CRESCIMENTO PÍFIO
Pois, ontem, finalmente, saiu a tão esperada divulgação oficial do desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de 2011. E, bem dentro do esperado pelo mercado, foi pífio: o crescimento foi de apenas 2,7%.OFERTA
Analisando o desempenho em relação ao ano de 2010, sob o ângulo da OFERTA, quem realmente contribuiu para que houvesse algum crescimento foi o SETOR AGROPECUÁRIO, que subiu 3,9%. Até porque, o SETOR INDUSTRIAL, com um crescimento de apenas 1,6%, mostrou um desempenho sofrível. Já o SETOR SERVIÇOS, também não teve muitos motivos para comemorar, uma vez que crescimento foi de, apenas, 2,7%.DEMANDA
Analisando pelo lado da DEMANDA, o consumo das famílias cresceu 4,1%, enquanto o do governo subiu 1,9%, e o investimento (medido pela formação bruta de capital fixo) aumentou 4,7%. Já as exportações registraram alta de 4,5% e as importações, alta de 9,7%.PREGAÇÃO VELHA
Como é possível perceber pelos números acima (que não mentem jamais) não há o que comemorar. Mesmo que o governo esteja gritando aos quatro ventos que o desempenho da economia para este ano de 2012 será bem melhor. Aliás, repete a mesma pregação feita lá no início de 2011, lembram?JOGADA ENSAIADA
Pois, o curioso mesmo é que, ontem, tão logo foi informada do pífio crescimento do PIB brasileiro, Dilma Rousseff tratou de apontar o culpado pelo mau desempenho da nossa economia. Jogada, aliás, totalmente ensaiada, como manda a cartilha Gramscista.SACO DE PANCADAS
Sem mostrar mínimo rubor, Dilma tratou de colocar a culpa na crise europeia. Que tem sido, aliás, o saco de pancadas preferido pelos incompetentes.O detalhe, que só deixa os mais esclarecidos inconformados, é que esta mesma crise foi apontada em vários discursos do ex-presidente Lula e sua equipe (Dilma por demais incluída) como uma simples MAROLINHA.COMPARAÇÃO
Vale lembrar ainda que em 2011, embora seja uma estimativa, o PIB dos EUA, um país sabidamente em crise, apresentou crescimento de 1,7% em relação ao ano anterior. Levando em conta só o comportamento registrado no último trimestre do ano, a crescimento foi de 3%.Interessante, não? Aí o detalhe também é outro: o governo Obama não está culpando a crise européia pelo fraco desempenho da economia americana. Que tal?CHEIRO FORTE
Embora a concessão de serviços públicos esteja claramente estabelecida na Constituição de 1988, (artigo 175) este assunto continua exalando o forte cheiro das tintas ideológicas que foram empregadas ainda no período da Pré-História.ALTO PESO IDEOLÓGICO
Daí, certamente, essa discussão sem fim quando algum serviço público é cogitado de ser transferido para a iniciativa privada. O peso ideológico é tão alto que bloqueia o pensamento lógico da sociedade. Infelizmente.SOCIEDADE CONTRÁRIA
Assim, mesmo que todos saibam que a escassez de recursos impede que o governo cuide do pouco que já existe, a maioria se manifesta contrária à entrada da iniciativa privada nos serviços públicos.CASO GAÚCHO
Isto não significa que o processo de concessões não deva ser aperfeiçoado. Como é o caso do Estado do Rio Grande do Sul, por exemplo. Para quem não sabe, o programa de concessões rodoviárias, que começou em 1995, envolveu 2.403 quilômetros de rodovias por um prazo de 15 anos. Como ninguém dominava o tema, só o futuro poderia esclarecer o sucesso ou o fracasso da decisão.MODELO ADOTADO
À época, o modelo adotado pelo governo do RS foi o seguinte: o vencedor do leilão seria aquele que estivesse disposto a pagar o MAIOR VALOR pela concessão, cujo prazo previsto no edital era, repito, de 15 anos.CÁLCULO DA TARIFA
Ora, o valor obtido pelo governo, por óbvio foi parar na composição para formar o preço da tarifa a ser cobrada dos usuários. Assim como o alto valor admitido como Taxa de Retorno do Investimento. Pronto. Daí as tarifas elevadas que os usuários pagam para trafegar nas rodovias pedagiadas do RS.NOVA LICITAÇÃO
Agora que o prazo (15 anos) está por encerrar, é lógico que as atuais concessionárias queiram continuar prestando o serviço. No entanto, para os usuários, a redução do valor das tarifas só vai acontecer depois de uma nova licitação. Isto caso os vencedores dos leilões sejam aqueles que proponham o menor valor por trecho. Aí é fundamental também uma redução substancial da Taxa de Retorno, certamente.