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06 nov 2007

O RECADO DA GOVERNADORA


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RECADO
O recado que a governadora Yeda Crusius deu ao povo do RS, caso não seja aprovado pela Assembléia Legislativa o pacote que define o aumento de ICMS, foi chocante.
RESUMO DA ÓPERA
Yeda simplesmente resumiu a questão da seguinte forma: com o aumento dos impostos o povo (consumidor) é quem vai pagar a conta. Sem o aumento do ICMS, os empresários vão arcar com o custo pela perda dos incentivos concedidos pelo governo.
CAIR FORA JÁ
Como Yeda se recusa a fazer os cortes que precisa para tornar o RS realmente competitivo vai sobrar para todos os gaúchos. Explicando: sem incentivos vai haver desemprego que vai provocar diminuição de renda e, por conseqüência, de arrecadação. E as empresas mais ágeis, para não perder tudo, vão cair fora do Estado.
DISPARIDADE
Enquanto perdura a incrível falta de vontade de acertar no que é necessário para tirar o RS desta crise crônica, os técnicos do Banco Mundial constataram o que o PONTOCRITICO.COM já esclareceu em várias oportunidades: há uma disparidade fantástica entre o que é arrecadado pelo IPE (Instituto de Previdência do Estado RS) e o que é pago em benefícios aos servidores públicos.
ROMBO
O rombo (só desta conta) se explica, de forma clara e incontestável, quando se observa que as contribuições para aposentadoria dos servidores públicos atingem R$ 47 milhões/mês enquanto os benefícios pagos vão a R$ 407 milhões/mes. É para pagar este rombo (sempre crescente), que hoje já chega a R$ 360 milhões/mês, que a governadora exige o aumento do ICMS. Pode?
PRODUTOS À VENDA
Os governantes gaúchos ainda não entenderam que planos de aposentadoria são produtos que devem ser adquiridos de acordo com o interesse de cada pessoa. Cada cidadão escolhe o plano que deseja e paga, mensalmente, os valores que definem a remuneração a ser recebida quando chegar a hora da aposentadoria. Não é justo, pois, nem possível, que o Tesouro do Estado deva arcar para sempre com aquilo que as contribuições de quem está na ativa precisam resolver.
GÁS
Depois de levar uma rasteira monumental de Evo Morales, os brasileiros, representados por um governo estúpido, vão à Bolívia para ajoelhar no milho e levar uma nova rasteira. A falta de gás, mais do que prevista quando a Petrobrás foi banida da Bolívia, com perdas fantásticas, está presente. Como não há alternativa de suprimento, coisa que Evo Morales já sabia, o governo Lula já pediu penico. Bela diplomacia esta nossa.