CONQUISTAS SOCIAISDepois da França e da Holanda, qual será o próximo país a votar contra a Constituição da União Européia? Todos os seus fundadores, certamente. Esta é a prova de que certos blocos econômicos nunca ficarão unidos por muito tempo. Simplesmente porque os países que os compõem precisam sempre concorrer entre si. E quem não tem capacidade para reduzir custos, representados pelas conquistas sociais de seus cidadãos, está frito.
PREÇOS ALTOSEsta CE - Confusão Européia - começou pelo tratado de Maastrich, com a criação da moeda única. A partir daí, os preços dos produtos e serviços subiram astronomicamente empraticamente todos os países, criando mais e mais desconfiança no processo. Com a entrada, mais recentemente, de novos países, todos eles do leste europeu, onde as mercadorias são mais baratas, assim como a mão de obra de seus povos, a encrenca aumentou.
VANTAGENS DOS NOVOSTome-se por base que estes novos países, a exemplo de Espanha e Portugal, só que em melhor escala, estão entrando na UE com novas propostas de administração pública. Bem mais enxutas, com programas tributários e fiscais mais inteligentes, e sistemas de aposentadoria menos onerosas graças ao sistema de capitalização, a vantagem que levam frente aos países fundadores é enorme. A resistência às reformas, de uma França, Alemanha, ou qualquer outra nação similar, é tão grande que até preferem voltar atrás se for possível.
MERCOCOTASÉ bem provável que os europeus andem lendo o que está acontecendo com o nosso mortoMercocotas. E devem estar votando tomando por base as dificuldades que Brasil e Argentina vem mostrando. Onde já se viu criar um mercado comum, onde um dos parceiros exige que haja cotas de entrada de arroz no seu país, por exemplo?
COMUNIDADE ÀS AVESSASSe um deles se torna mais competitivo, e quer transferir esta vantagem para os consumidores do bloco, é imediatamente impedido. O nosso mercado comum é assim: as vantagens, quando existem, só devem servir a quem produz, não a quem consome. Uma comunidade às avessas.
POBRES E MISERÁVEISCom a divulgação da pesquisa do IBGE, obtivemos a fotografia social atual, do Brasil. Ospobres estão em torno de 32%. E os miseráveis, mais de 10%. Surpresa? Nunca. Tudo tem uma causa. As nossas são antigas. Muito antigas. E os governos, muito comprometidos com a Igreja e com suas enormes incompetências, preferem não atacar os problemas. Fica, portanto, a velha e surrada frase: nós temos uma péssima - distribuição de renda -. Conversa fiada. A renda só pode ser distribuída com quem produz. E para estar apto a tanto, só com educação. Não com assistencialismo.
O QUE O IBGE ESCONDEAlém disso, os governos precisam deixar que alguma renda fique com os cidadãos. Infelizmente, depois de arrancar mais de 40% do PIB de quem faz o produto, alimentam de forma desproporcional os servidores públicos. Esta é a estatística que o IBGE deveria mostrar ao resto do mundo. Melhor informados, todos os povos saberiam das razões para tanta pobreza por aqui. E deixariam de culpar aqueles mais preparados que ainda ficam com alguma coisa.
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