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VOCAÇÃO PARA PRODUZIR ROMBOS

ANO XIV - Nº 007/14 -

ASSUNTO

Ontem, enquanto mantinha uma boa conversa com um leitor assíduo do Ponto Critico, ele praticamente sentenciou: - o que mais está sobrando, neste momento, é assunto para os teus editoriais, certamente.  

ESCOLHA DO TEMA

Ao concordar emiti uma ressalva: - quanto mais assuntos, mais difícil é a escolha do tema a ser abordado, pois não há como atacar todos ao mesmo tempo. E mesmo que isto fosse possível, o efeito seria negativo, pois os leitores não teriam como sorver tanto conteúdo num curto espaço de tempo. 

COLHEITA DE ROMBOS

A minha dedicação, como bem sabem os leitores, é voltada, basicamente, para ECONOMIA e POLÍTICA. Como a maioria dos nossos governantes, por detestar o LIVRE MERCADO, vive ditando regras econômicas INTERVENCIONISTAS, não pode ser visto como surpresa os anúncios das magníficas safras de ROMBOS que nosso sofrido Brasil tem colhido no terreno das CONTAS PÚBLICAS.   

TUDO COM MUITA LÓGICA

Aliás, todos os insucessos que o Brasil vem colhendo ao longo de sua existência é fruto de muita LÓGICA: como governantes se dedicam, com grande afinco, ao plantio de ENORMES DESPESAS, que além de absurdas não combinam, minimamente, com as RECEITAS DE IMPOSTOS, tudo que é colhido são ROMBOS e mais ROMBOS. 

CÉLULAS CANCERÍGENAS

Sei, perfeitamente, que não faz parte da CULTURA dos nossos governantes a ideia de experimentar a LÓGICA INVERTIDA, qual seja a de aplicar um receituário que imponha uma diminuição drástica de DESPESAS, extirpando, urgentemente, as células cancerígenas que levam o nome de PRIVILÉGIOS. Só por aí a ECONOMIA já daria um grande salto à frente.

 

OTIMISMO DOS INGÊNUOS

A tal CONFIANÇA que muitos acreditam estar dando sinais de recuperação, só ganharia força caso os governantes resolvessem tomar decisões que realmente impliquem em REDUÇÃO DE DESPESAS. O resto, me perdoem os incrédulos, não passa de OTIMISMO DOS INGÊNUOS. 

VOCAÇÃO

Não creio que a VOCAÇÃO, demonstrada com muita garra, pela maioria dos nossos políticos, seja maior do que a VONTADE dos PAGADORES DE IMPOSTOS. A grande dificuldade que o povo enfrenta, lamentavelmente, está no preparo intelectual, sabidamente muito reduzido.

Aliás, para amenizar esta grave questão, os integrantes do Pensar+ tratam de, constantemente, fazer a lição de casa: levar ao conhecimento geral a correta relação CAUSA-EFEITO de tudo que é proposto e/ou decidido no nosso país.

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MARKET PLACE

  • VENDAS NO VAREJO

    As vendas varejistas no conceito restrito – que não consideram veículos e material de construção – recuaram 2,0% em dezembro na comparação mensal dessazonalizada, mais que revertendo a alta de 1,0% observada em novembro, reforçando a interpretação de que aquele avanço foi influenciado pelo Black Friday e antecipação das compras de Natal.

    O resultado de dezembro ficou em linha com o esperado pelo mercado, mas foi melhor que o estimado por nós (com projeção de -3,2%). Dessa maneira, as vendas encerraram 2016 com contração de 6,2%, o pior desempenho anual da série histórica iniciada em 2000 (lembrando que em 2015 as vendas já haviam recuado 4,3%). 

  • CONVOCAÇÃO PARA O POVO VOLTAR ÀS RUAS

    Os grupos MBL (Movimento Brasil Livre) e Vem Pra Rua, dois dos principais organizadores das manifestações que pediram o impeachment de Dilma Rousseff (PT) em 2016, anunciaram nesta segunda-feira (13) a convocação de novas manifestações para o dia 26 de março.
    Nas redes sociais, o MBL listou as pautas do protesto, o primeiro chamado pelo movimento em 2017: "bom andamento" da Lava Jato, fim do foro privilegiado, fim do estatuto do desarmamento e pelas reformas trabalhista e da Previdência.
    Segundo o coordenador do MBL e colunista da Folha Kim Kataguiri, a defesa da operação é o mote do ato. "Talvez a diminuída da temperatura das ruas tenha passado a impressão para o Congresso de que o povo não está mais atento ao andamento da Lava Jato", diz.
    Segundo ele, a ideia de convocar manifestação veio a partir de declarações como a do senador Edison Lobão (PMDB-MA), presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Casa, que disse ao "Estado de S.Paulo" ser constitucional a anistia ao caixa dois.
    A manifestação está sendo convocada em parcerias com outros grupos, como o Nas Ruas e Movimento Liberal Acorda Brasil.

  • NOVILÍNGUA, EUFEMISMOS E ... TESTOSTERONA

    Eis o texto com o título - NOVILÍNGUA, EUFEMISMOS E... TESTOSTERONA-, produzido pelo pensador Percival Puggina:

    O famigerado "politicamente correto" parece nascido nas páginas de 1984, o profético livro de George Orwell sobre o totalitarismo em expressão máxima. É a própria "novilíngua", que manipula, suprime ou recompõe vocábulos para dominar a linguagem e o pensamento.

    O "politicamente correto" já fez muito disso e já foi longe demais. Vocábulos triviais foram carimbados como impróprios e se converteram no que Orwell talvez chamasse de "impalavras", ou "despalavras". Ao sumirem, por supressões e patrulhamento, some a ideia que expressam e é restringido aquilo que podemos pensar.

              No "politicamente correto", usa-se e abusa-se dos eufemismos, trocando-se palavras fortes por palavras fracas para tornar palatável o que deveria ser rejeitado. Neste último fim de semana, por exemplo, a edição de ZH estampou matéria cujo título mencionava o possível fim da "paralisação" dos policiais militares no Espírito Santo. Paralisação? Mas aquilo não foi um motim? Na Globo News, uma locutora referia as "eventuais ações" sobre "possíveis crimes" praticados pelos "grevistas". O próprio presidente da República, em nota sobre aqueles episódios, pediu o fim da "paralisação". Não fazem diferente aqueles que falam em "ocupação" sempre que manipulados baderneiros de esquerda metem o pé e entram porta ou vidraça adentro em alguma propriedade pública ou privada. Ora, só se pode ocupar o que está vago, devoluto, ou não tem proprietário, inquilino ou comodatário. Tudo mais é invasão, seja um parlamento, uma estância ou uma escola.

              O que acabo de escrever evidencia a crescente fragilidade nas nossas estruturas de comunicação. Se formos desatentos a esses e outros processos em curso na vida social, corremos o risco de ser tragados por eles, imperceptivelmente submissos a um insinuante ideal totalitário, tornando-se a sociedade vulnerável ao domínio de quem controla as palavras que ela usa.

     

              Por isso, chamam a atenção de todos, com aprovação de muitos e rejeição de outros tantos, a conduta e o vocabulário utilizado por agentes políticos como Trump e Bolsonaro. Do primeiro, escreveu outro dia o prof. Neemias Félix que, perto dele, o segundo parece um poeta. O que os faz notórios, principalmente, é a ruptura com a novilíngua, com os eufemismos e com o déficit de testosterona, que já habituou a sociedade a conviver com falas molengas e discursos pasteurizados, nos quais só os adjetivos lânguidos e as imprecisões cuidadosamente estudadas têm assento às mesas onde a comunicação se estabelece.

              Caem juntas, a cultura e a civilização. Caem a golpes de dissimulação, covardia e melindres, vulgarmente conhecidos como mimimis.

  • CRESCIMENTO SUSTENTÁVEL

    A parceria entre a diretora da Q2 Estratégias, Comunicação e Marketing, Christina Antunes, com a consultora de imagem Leila Loiferman e a empresária Ana Laura Osório resultou na formação da QDiferença (Q#), um braço da Q2 voltado à capacitação e treinamento com foco em inteligência emocional; seleção e retenção; planejamento estratégico; imagem pessoal e corporativa; coaching, mentoring e conseling; e métodos de negociação. Fruto dessa parceria é o lançamento do eBook "Crescimento sustentável - por que sua empresa precisa pensar sobre isso", que leva a assinatura da Q#.

    Para fazer o download gratuito e conhecer mais sobre o livro acesse o link: http://bit.ly/ebook-crescimento .

FRASE DO DIA

A vida me ensinou que chorar alivia, mas sorrir torna tudo mais bonito.