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UMA VIRADA DE 180° OU DE 360°?

ANO XIV - Nº 007/14 -

ELEITORES DIVIDIDOS

As últimas pesquisas de intenção de voto dão conta de que faltando menos de 50 dias para as Eleições, os brasileiros estão praticamente divididos: uma metade mostra preferência por candidatos REFORMISTAS; a outra, atestado preocupante deficiência cerebral, se mantem firme na preferência por  POPULISTAS.

 

PONTO DA VIRADA

Ora, partindo do princípio da admissão generalizada, de que depois das inúmeras provas de absoluto DESGOVERNO somado à inúmeros e revoltantes casos de CORRUPÇÃO, tudo levava a crer que a grande maioria dos brasileiros via neste pleito de 2018 como o PONTO DA VIRADA.

VIRADA DOS REFORMISTAS

Entretanto, a considerar o que mostram, muito claramente, todas as pesquisas de intenção de voto, metade dos brasileiros tidos como REFORMISTAS entende, corretamente, que a tal VIRADA só é possível se a guinada for de 180 graus.

VIRADA DOS POPULISTAS

Já a outra metade, representada pelos fanáticos adoradores dos candidatos POPULISTAS, exige uma VIRADA -NULA-, de 360 graus. Melhor dizendo,  50% dos eleitores não quer mudança alguma. O país que querem para o futuro é um Brasil focado no abismo.

TRISTE ILUSÃO

Como se vê, aquilo que parecia impossível de acreditar, depois das descobertas de inúmeros casos de SAFADEZAS e DESPERDÍCIOS DE DINHEIRO PÚBLICO, não passou de uma triste ilusão: a verdade é que metade da população brasileira está pronta e disposta para recolocar os responsáveis diretos pelo CAOS para governar o país e os estados. Pode?

CALENDAS GREGAS

É verdade que ainda faltam 46 dias para as Eleições 2018, tempo capaz de produzir mudanças nas consciências de muitos eleitores. Entretanto, o fato de que o condenado Lula continua sendo o  grande preferido para ocupar a presidência do Brasil,  faz com que as esperanças de que tal de VIRADA DE 180 GRAUS vá para as CALENDAS GREGAS.

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MARKET PLACE

  • FOCUS

    Na pesquisa Focus de hoje:

    1- a projeção para o IPCA ao final de 2018 permaneceu em 4,15%, enquanto a projeção para o final de 2019 continuou em 4,10%. Para 2020, a estimativa do IPCA seguiu em 4,00%, mas para 2021 recuou de 3,93% para 3,90%. 

    2- a estimativa para a taxa de câmbio continuou em R$ 3,70/US$ tanto para o final de 2018 como para o final de 2019.

    3- a projeção para a taxa de crescimento do PIB de 2018 manteve-se em 1,49%, enquanto a estimativa para o ano que vem ficou estável em 2,50%. 

    4- a projeção para a taxa Selic, por sua vez, continuou em 6,50% ao final de 2018, bem como permaneceu inalterada em 8,00% ao final de 2019.

  • ESPAÇO PENSAR+

    Eis o artigo do pensador Percival Puggina, com o título - OS INIMIGOS DAS ESCOLAS MILITARES- :

     Aproveito-me da analogia que o amigo Procurador de Justiça Fabio Costa Pereira tem traçado entre aspectos do setor público brasileiro e o fantástico mundo de Nárnia concebido pelo escritor C.S.Lewis para abordar alguns problemas da Educação no Brasil.
     

    Aqui na nossa Nárnia, o que está bem vai mal e o que está mal vai bem. Quem diverge, sustentando que para estar bem é preciso não estar mal e, simetricamente, que não pode estar mal o que vai bem, é imediatamente considerado fascista, filho de uma égua, inadequado à vida civil de uma sociedade em transformação.

    Há muitos anos, ao sul de Nárnia, houve um rei que, entre outros desatinos, decidiu investir contra o educandário militar conhecido como Colégio Tiradentes. Acumulavam-se ali três equívocos intoleráveis: não formava militantes, era dirigido pela Brigada Militar e era bom demais. Situação insustentável que levou o rei a agir rapidamente e com frieza. Cravou o punhal na comunidade escolar e transferiu o Tiradentes para a burocracia aparelhada da Secretaria da Deseducação. Uma tragédia. Foi necessário derrotar o rei em refrega, quatro anos mais tarde, para que a situação se normalizasse.

    Ano após ano, os educandários militares despontam entre os melhores do país. Pais os procuram e prestigiam, professores ensinam, alunos estudam e seu desempenho é superior à média. O que pode ser pior do que isso em Nárnia? Respondo: o profundo mal estar que suscita a evidência de certos problemas com o ensino público.
    Não cometeria a leviandade de desconsiderar as vantagens qualitativas que atuam em favor dos colégios militares.

    No entanto, posso afirmar que mesmo se essas desigualdades não existissem, tais colégios teriam desempenho superior à média em virtude de características que lhes são inerentes. Entre outras: disciplina de alunos e professores; respeito às autoridades escolares, à hierarquia, aos códigos de conduta e às tradições; ordem, civismo, meritocracia; professores que ensinam e alunos que estudam. Ora, onde a orientação pedagógica de Nárnia for freireana ou assemelhada, tendo por objetivo “formar cidadãos conscientes a serviço da transformação da sociedade”, o que descrevi acima está fora de cogitação.

    Recentemente, li um artigo crítico à educação nos colégios militares. O autor, professor de história, os acusa de não promover a crítica histórica da sociedade brasileira. “Crítica Histórica”, para quem não acompanha esses academicismos, é uma operação muito complexa, envolvendo, além da crítica propriamente dita, tarefas de heurística e hermenêutica. O filme, muitas vezes, termina longe de quaisquer certezas e o mais comum é que tudo seja relatado segundo o viés ideológico do sujeito que pilota o giz. Um bom militante cumprirá seu dever despertando nos alunos aversão à história do Brasil e aos fundamentos da civilização ocidental cristã, sentimentos de revolta ou de culpa e vergonha sobre nossa história, ao cabo dos quais sua identidade nacional rastejará em desconforto e autodesprezo.

    Não conheço outra nação cuja identidade tenha sido tão acossada por maligna ação interna quanto esta Nárnia onde se fala português. Tudo por obra daqueles que suscitam e operam com os piores sentimentos e condutas para, supostamente, construir de um mundo melhor. Coisas de Nárnia.

FRASE DO DIA

A desvantagem do capitalismo é a desigual distribuição das riquezas; a vantagem do socialismo é a igual distribuição das misérias.

W. Churchill