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TRISTE 2016!

ANO XIV - Nº 007/14 -

DOSE DUPLA

Se para os brasileiros em geral o 2016, gostem ou não, entra com total certeza de que será um ano muito triste, para os gaúchos, então, nem se fala: quem vive no POBRE Estado do RS já deve ter percebido que a melancolia será servida em dose dupla.

 

AUMENTO INDECENTE

Pela reação que muitos gaúchos mostraram no raiar do primeiro dia de 2016, ficou evidente que não sabiam que o INDECENTE aumento do ICMS (de 25% para 30%) sobre combustíveis, energia e telefonia, além de outros produtos/serviços, aprovado pela maioria dos deputados em 23 de setembro de 2015, era para valer. Muito menos que as novas alíquotas valeriam a partir de 01/01/2016.

SURPRESA

Agora o pior: os gaúchos, pelo ar de surpresa que mostraram por enquanto com os combustíveis, cujos preços se elevaram em torno de 8%, não têm ideia de que tudo aquilo que governo do RS vier a arrecadar com o aumento do ICMS, vai diretamente para o pagamento da folha dos PRIVILEGIADOS SERVIDORES PÚBLICOS. 

QUEM PAGA E QUEM RECEBE

Em outras palavras: mesmo que a ESCANDALOSA elevação das alíquotas do ICMS indique que a arrecadação será apenas de 1/3 do total do DÉFICIT das contas públicas de 2016, tudo que SAIR dos bolsos do pagadores de impostos ENTRARÁ nos bolsos daqueles que gozam de APOSENTADORIAS ESPECIAIS, LICENÇAS-PRÊMIO, GREVES REMUNERADAS E OUTRAS TANTAS MAMATAS.

PARA FACILITAR O RACIOCÍNIO

Para facilitar o entendimento daquilo que vai RESULTAR deste INDECENTE aumento de ICMS, basta entender o seguinte: um empresário qualquer, que emprega 10 pessoas, pela inevitável diminuição de consumo do produto/serviço que oferece, se vê obrigado a diminuir a sua folha para NOVE empregados.

    

ESTABILIDADE NO EMPREGO

Ou seja, para que os funcionários públicos que estão na -ATIVA- continuem gozando da estúpida ESTABILIDADE NO EMPREGO; e os INATIVOS mantenham seus enormes privilégios, milhões de trabalhadores da iniciativa privada precisam ser despedidos. Maravilha, não?
 

NECESSIDADE/CONVENCIMENTO

Pois é, gente: este é o nojento ESTADO DO RS, que não acorda para a realidade. Esta terrível sonolência, que impede o raciocínio lógico, foi altamente manifestada neste feriadão, quando percebi que os gaúchos festejam o governador José Ivo Sartori pela aprovação da LRF.

Ora, quem aprovou a LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL foi a NECESSIDADE e não o CONVENCIMENTO DO GOVERNANTE GAÚCHO. Esta mesma necessidade, infelizmente, não chegou aonde mais deveria: na suspensão dos DIREITOS ADQUIRIDOS DOS SERVIDORES, que representam a IMPAGÁVEL CONTA DO GOVERNO. 

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MARKET PLACE

  • ESCALADA PARA O INFERNO

    O PRIMEIRO BOLETIM FOCUS do ano mostra a nova escalada para o INFERNO SEM FIM:

    1- a expectativa para a inflação em 2016 medida pelo IPCA subiu de 6,86% na semana passada para 6,87% hoje.

    2- a previsão do PIB para 2016 mostra recuo de 2,95%, contra 2,81% na expectativa da semana passada. 
     

  • MENTIR

    Para não fugir à regra PETISTA-BOLIVARIANA, a nossa presidente iniciou 2016 fazendo o que  mais sabe e faz: MENTIR. Em artigo assinado na Folha de S. Paulo, Dilma Pedalada Rousseff voltou a  insistir (até que transforme em verdade) que a CRISE ECONÔMICA DO BRASIL é decorrente da CRISE ECONÔMICA MUNDIAL. Pode?

  • BOLSA EMPRESÁRIO

    Depois de despejar R$ 362 bilhões até 2014 em empréstimos subsidiados do BNDES para a compra de máquinas e equipamentos, o governo encerrou o PSI (Programa de Sustentação de Investimentos) no final do ano passado com uma conta para pagar de pelo menos R$ 214 bilhões.

    A maior parte desse valor (R$ 184,0 bilhões) entrará na contabilidade da União como dívida pública.

    O restante (R$ 30 bilhões) terá de ser coberto pelo Tesouro até 2041 para compensar a diferença entre os juros pagos pelo BNDES à União na captação dos recursos (mais elevados) e as taxas cobradas dos tomadores dos empréstimos (abaixo da inflação).

    Conhecido ironicamente como “Bolsa Empresário”, o PSI não ofereceu à economia um estímulo à altura dos desembolsos realizados desde 2009, quando o programa foi criado para ajudar a tirar o país da crise global.

    Os benefícios foram pontuais em alguns setores e maiores para grandes empresas, que normalmente têm acesso a outras fontes de financiamento.

    Por meio da Lei de Acesso à Informação, a Folha obteve as planilhas de quase 1 milhão de empréstimos do PSI, que liberou R$ 362,3 bilhões, entre 2009 e 2014, cobrando juros abaixo da inflação. Os dados de 2015 ainda não foram fechados.

    A análise deste material revelou que 1% dos 315 mil beneficiados concentrou 56% dos empréstimos, cerca de R$ 203 bilhões. Desse grupo só fizeram parte grandes empresas e até empresários. (Folha de São Paulo)

FRASE DO DIA

O CONTRIBUINTE É UM CARA QUE TRABALHA PARA O GOVERNO SEM TER QUE PRESTAR CONCURSO.

RONALD REAGAN